RUTH BOLOGNESE
Abrangência total
Para ser abrangente meeesmo, como querem os deputados requianistas, a CPI do Grampo deveria recuar um pouco mais além dos governos Requião e Lerner e investigar os sistemas de comunicação entre os índios guaranis e tropeiros, no começo do século retrasado.
Sinais e assobios
Enquanto mandavam brasa nos sinais de fumaça pra todo mundo ver, os dois grupos ficavam assobiando entre si e aí é que estava o perigo. Certamente eram adversários que falavam mal do Requião por código assobiante e,para o bem do Paraná moderno, é preciso que se saiba o por quê.
É pra rir?
Vamos e venhamos, os deputados, requianistas deveriam se envergonhar de levar para o plenário uma pataquada como é esta CPI do Grampo. Ganham quase R$ 60 mil por mês pra fazer de conta que estão analisando um assunto que não vai dar em nada.
Não por insignificância. Mas porque ninguém tem interesse real na apuração dos fatos.
Ou pra chorar?
O problema aí é que as excelências estão brincando de investigadores chinfrins muito bem pagos com o nosso dinheiro.E as fitas gravadas pelo policial Rasera? Ora, cópias destas fitas já andaram freqüentando até redações de jornais nas últimas eleições.
Alguém imagina que uma CPI destas seja séria? Aliás, neste Brasil do Meu Deus, alguma CPI foi séria?
Metrô em Curitiba
Entre as bobagens homéricas que costumam surgir e ressurgir quando autoridades querem desviar a atenção da imprensa ou estão sem assunto, a da construção do metrô em Curitiba ganha de todas.
Sem condições
Prestem atenção: prefeitura de Curitiba não conseguiu até agora nem sequer licitar o Eixo Metropolitano, ou seja, iluminar, recapar e sinalizar um trecho da BR-116 que já existe e corta a cidade. Mas, mesmo assim, vem falar em construção de um metrô, a um custo mínimo de R$ 50 milhões por quilômetro.
Gente, às vezes,como dizia minha mãe, dá vontade de sumir no mundo...
Estagnação
Quem é da área imobiliária garante: não se consegue alugar um armazém de depósito para pequenas e médias empresas nas imediações de Curitiba e região metropolitana há meses. Nem para produtos natalinos.
Montadoras
Os únicos armazéns locados nestas áreas são para estoque de veículos produzidos pelas montadoras Renault e Volkswagen, sempre elas.
É aquela velha história: o consumidor não compra, a indústria não produz e os armazéns ficam vazios.
Verão incerto
Quando é que as obras de saneamento vão recomeçar no Litoral do Paraná? Apesar de todos os aditivos contratuais feitos pela Sanepar para os consórcios que atuam na região, não se vê uma betoneira de Pontal do Sul a Matinhos, de Matinhos a Caiobá
Hospital Evangélico
O Hospital Evangélico de Londrina recuperou o registro de Entidade Beneficente, cuja cassação havia sido publicada até no Diário Oficial da União. Recuperou não, manteve, porque o CNAS, Conselho Nacional de Assistência Social, decidiu reavaliar novos dados da atual administração antes de cassar o registro.
Crise antiga
A crise no Evangélico vem se arrastando desde a década de 90 e perder o registro de entidade beneficente poderia complicar ainda mais a situação. O Hospital tem 255 leitos e, com o HU e a Santa Casa, responde pelo atendimento do SUS em Londrina.
Cortesia com chapéu...
O HSBC precisa refazer seus conceitos: afirma que a apresentação do Palácio Avenida, no centro de Curitiba, um dos mais belos espetáculos de Natal do país, começou em 2000.
Pro bico deles. Começou com o Bamerindus, no final da década de 80 e se transformou num evento que já pertence ao calendário natalino da cidade.
Vamos respeitar os fatos, pessoal!
DALTÔNICAS
De efeito colateral
Enquanto lixa a unha da cliente, a manicure vai contando intimidades. Tem bebida que me desperta a pomba-gira. Martini e Cinzano só posso beber em casa, do lado do marido, senão, ninguém me segura.
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