RUTH BOLOGNESE
Sem desculpa
A mesa da Câmara Federal marca, nesta semana, a data da votação em plenário da cassação do deputado federal, José Janene. Estão esgotadas todas as manobras para novos adiamentos.
No retorno
Exames feitos na semana passada em São Paulo mostraram que as pernas do senador Osmar Dias, operadas antes da campanha, estão tinindo, tão boas quanto as do Marilson Gomes, que ganhou a maratona de Nova York no domingo. Só um pouco menos velozes, claro.
Aplausos
Osmar Dias anda surfando ainda na onda da votação que recebeu. Por onde passa, recebe aplausos e carinho do povo. Se souber manter o patrimônio nos próximos 3 anos, é candidatíssimo ao Governo em 2010. Está novo, tem 54 anos e pode aguardar a vez.
Políticos são eternos
Gente pra durar, é político. Não morrem nunca. E os que morrem, se recusam a entregar os pontos. É só olhar a história dos Antônios Carlos Magalhães e Sarneys da vida. Estão aí há 30, 40 anos, e continuam mandando. O poder não é só afrodisíaco. Garante vida longa, também
Em apuros
O presidente do PMDB, Dobrandino Silva, andou desabafando em público a derrota em Foz do Iguaçu, onde detém poder político. As declarações contra os eleitores que votaram contra o PMDB foram publicadas e agora ele tenta consertar.
Melhor esquecer, deputado.
Tradução
O que é intrigante nesta história do Dobrandino é como conseguiram decifrar o mmmhaum...mmhaaum...mmhaumm, a linguagem de origem etíope, ou andina, que ele usa.
Na ativa
O ex-ministro de FHC, Euclides Scalco, caiu na chuva política como um dos coordenadores da campanha de Osmar Dias e pelo jeito gostou de se molhar. Outrora de uma discrição ecumênica e atuação política só nos bastidores, agora anda falando mais do que o Homem da Cobra.
Sem muro
Neste final de semana, Scalco desceu o sarrafo no governo Requião e teve até repique do chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro.
É lição para Tucanos que preferem o conforto do muro: política se faz na base da contradição. O resto são rendas e bordados com cianinha.
Menos para o social
O prefeito Beto Richa quer mudar o Plano Plurianual e cortar fundo nos programas sociais da prefeitura de Curitiba, a começar pela suspensão da reforma de 20 unidades de saúde. A proposta foi enviada à Câmara Municipal no dia 29 de setembro, mas o debate sobre assunto tão importante, se houve, ficou entre quatro paredes.
Os vereadores se fingiram de mortos e a imprensa engajada na oposição, idem.
Relatório comparativo
O Governo do Paraná fez um relatório sobre notícias positivas e negativas de Roberto Requião divulgadas durante a campanha eleitoral pela imprensa local, comparadas a Osmar Dias.
A atitude é de uma babaquice fenomenal, mas civilizada. Muito mais do que o ataque de nervos que acomete o Tri-Governador toda vez que identifica um jornalista nas proximidades.
Subjetividade
Tanto o relatório como a beligerância entre Governo Requião e Imprensa lembram o arguto Luiz Fernando Veríssimo. Ele diz que, cada vez mais, o leitor lê o que quer ler, não exatamente o que está escrito. Ou seja, no caso do Governo Requião, taxar uma notícia como negativa ou positiva é totalmente subjetivo. Vai da disposição do freguês.
Ambiente tenso
E, diz também o Veríssimo, que ele e a barata são dois elementos terrestres de convivência impossível. Toda vez que se encontram num recinto o ambiente tensiona ao máximo, para os dois lados. Tal e qual acontece nesta relação entre governo e imprensa no Paraná.
Atenção: ninguém aqui está nominando como barata qualquer dos lados. É uma comparação apenas sobre o fio desencapado e suas conseqüências.
DALTÔNICAS
De traço na pesquisa
Para queimar o candidato a alto cargo no Governo, o adversário tem a frase pronta: Este aí não consegue entrar nem em casinha de cachorro manso porque leva mordida. Que dirá no Governo.





