RUTH BOLOGNESE
Dossiês em ação
Começam a circular na Capital alguns dossiês contra a atuação de vários secretários de estado de Roberto Requião. Envolvem jogo do bicho, intermediação no fornecimento de material escolar e por aí vai.
Em tempos de formação de Governo, o Centro Cívico virou uma pastelaria. É só fritura. Dá até pra sentir cheiro de fumaça.
Divisão no PT
O diretor geral da Itaipu Binacional, Jorge Samek, reassume o cargo na próxima Segunda-feira. Nos últimos 4 meses, ficou licenciado para coordenar a campanha de Lula no Paraná.
Boa votação
Depois do susto no primeiro turno, a votação do presidente Lula não envergonhou ninguém no Paraná, o que coloca Samek na condição de ministeriável no próximo governo. Ele sonha com a Agricultura, mas se for para Minas e Energia não ficará desiludido.
Dúvida
Jorge Samek é um agrônomo afável, frequenta a cozinha da granja do Torto e toma umas ''purinhas'' com o presidente sempre que é possível.
E aqui no Paraná tem a cara do PT mais próximo de Roberto Requião.
Na prefeitura
Tudo isso junto, e Jorge Samek não tem problema de colocação nos próximos dois anos: tanto pode concorrer à prefeitura de Curitiba (mais aí terá que bater chapa dentro do PT com a companheira Gleisi Hoffmann), ser ministro de Lula, representando PT e PMDB do Paraná, ou simplesmente continuar na direção geral da Itaipu, o melhor cargo federal do Paraná.
Está com a vida ganha.
PSDB reorganiza
O PSDB do Paraná começa a pensar na reorganização do partido e na eleição do novo presidente do diretório estadual. Só que as principais lideranças, de Euclides Scalco a Valdir Rossoni, de Beto Richa a Hermas Brandão, estão mais divididas do que o eleitorado do Paraná.
Fortalecido
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão, que ainda permanece se exercitando na condição de governador no Palácio Iguaçu, por exemplo, já disse que pretende ficar no PSDB.
Mostrou força na última eleição, onde colocou o Norte Pioneiro nos braços de Roberto Requião. E tem apoio fechado de 35 prefeitos, 6 deputados estaduais e um grande número de delegados.
O que fazer?
Mesmo até aqui de mágoa com Beto Richa, a quem ajudou eleger-se deputado estadual e depois prefeito, Hermas Brandão afirma que tudo se supera. Até o fato do prefeito de Curitiba ter cerrado fileiras com Osmar Dias depois de tantos agrados do governo peemedebista, por quem ele, Hermas, optou.
Mas levanta uma questão fundamental dentro do PSDB: ''Os tucanos do Paraná'', diz, ''vão ter que descobrir primeiro o que querem''.
Vai lá se saber.
Com Brizola
E o senador Omar Dias, agora na condição de grande líder da Oposição paranaense, deve permanecer mesmo com o lenço vermelho no pescoço. Não sai do PDT. E está certo: não precisa mover uma palha no partido para sair candidato ao governo daqui há 4 anos e apenas dois adversários podem surgir no horizonte, o próprio Beto Richa e o deputado federal, Gustavo Fruet.
Último dos moicanos
Osmar Dias, aos cinquenta e poucos anos, será o último representante da geração de políticos paranaenses que inclui Jaime Lerner, Roberto Requião, Álvaro Dias, Rubens Bueno, Flávio Arns e Orlando Pessuti a disputar o Governo do Paraná.
Depois dele, é a turma na faixa dos quarenta e poucos que entra, a começar por Beto Richa, Gustavo Fruet, Ricardo Barros, Luciano Ducci, Gleisi Hoffmann, Jorge Samek e por aí vai.
Nos finalmentes
E vejam só, caros Leitores, com essa conversinha mole de PSDB pra cá, PDT pra lá, esta brava colunista consegue fechar este espaço em pleno feriado. É quase um milagre.
Não se encontrou, nem no Dia de Finados, uma alma viva, nem morta, pra dar uma informaçãozinha sequer sobre qualquer assunto.
Deus que me perdoe, viu, mas oh esforço do capeta pra fechar a coluna...





