RUTH BOLOGNESE
Olhar atento
Duas constatações sobre a pessoa do candidato Osmar Dias nas últimas 48 horas:
a) A justificativa (problema de agenda) para a ausência na passeata do governador eleito de São Paulo, José Serra, no centro de Curitiba, na quarta-feira, foi pífia.
b) Não é para baixar a auto-estima do candidato, mas os cabelos dele estão ficando cada vez mais ralos. No cocoruto.
Futuro complicado
O prefeito Beto Richa teve um ensaio, anteontem, em Curitiba, do que o espera se o PMDB do Paraná ganhar a eleição no Paraná. Foi recebido com ovos quando fazia passeata pró Osmar Dias no bairro do Pinheirinho.
Sem perdão
É claro que os ''aguerridos seguidores'' de Roberto Requião engoliram bem a neutralidade do prefeito curitibano no primeiro turno, mas não perdoam a opção preferencial por Osmar Dias no segundo. Se forem derrotados, vão para casa lamber as feridas. Se ganharem, vão infernizar a vida do Beto Richa por umas 10 primaveras.
Sempre o Doático
No lugar de ''aguerridos seguidores'' leia-se Doático Santos. É o homem do barulho do PMDB e, onde tem confusão, tem Doático a mando de Requião. Isso há uns 30 anos mais ou menos.
Doático já tem cabelo branco, mas adora umas molecagens políticas.
As últimas da campanha
Os últimos dias das campanhas paranaenses fizeram justiça à falta de respeito a inteligência do eleitor, característica de alguns programas eleitorais na TV, de ambos os lados e nos dois turnos:
1) Dona Terezinha, catadora de papel, soube das ''excelentes'' propostas de Osmar Dias para o Paraná através da leitura de jornais, conforme declarou para a câmara sem ficar nem vermelha;
2) O gaúcho Pedro Simon, senador do PMDB, também declarou para a câmara, sem nem ficar vermelho, que o governador Requião, auto-intitulado nepotista militante, é o administrador público mais preparado do País;
3) O senador Álvaro Dias apareceu, ontem, pela segunda vez no programa do irmão. Teve que insistir tanto que o pessoal dele brinca, dizendo que foi por força de liminar.
Carta assinadaComeça a circular hoje, nos Cinco Conjuntos, em Londrina, uma carta pedindo votos para o senador Osmar Dias. Assinada pelo ex-prefeito Antônio Belinati.
Mas quem segurou e orientou a mão dele foi o deputado José Janene.
Apoio dos ''quadrilheiros''
Grande parte dos 10 vereadores londrinenses que manifestaram apoio ao governador Requião anteontem pertencia àquela famosa comissão que sugeriu, há cerca de um ano, licitar e ou municipalizar a Sanepar de Londrina, na eterna briga da cidade com o governo estadual. Os vereadores foram chamados de ''quadrilheiros'' pelo hoje candidato a trigovernador.
Não estou criticando. Só registrando.
Cuidados demais
O ''Jornal do Estado'', que circula no centro de Curitiba, recebeu um pacote anônimo, com quase 400 fitas feitas pelo grampeador-mor do Paraná, Délcio Rasera e, no mesmo dia, enviou tudo para a PIC - Promotoria de Investigações Criminais. Ninguém deu nem uma ouvidinha no material.
Jornalismo de menos
Isto sim é que é bondade demais e jornalismo de menos, minha gente! Pois que os jornalistas se vêem com um tesouro destes nas mãos e entregam de bandeja para a polícia investigar?
A curiosidade mata o gato e a falta dela, associada ao medo de tudo e de todos, trucida jornalistas.
Sem leitura
Depois reclamam que ninguém lê mais jornal no Paraná. Ler pra quê, ora essa? Para saber a última do Requião? Que, aliás, as rádios e os sites já divulgaram há séculos?
Cadê as fitas do Rasera, seus bagrinhos?
Parentes em Curitiba
Para variar, o principal envolvido no dossiê do PT, Jorge Lorenzetti, tem parentes em Curitiba. Uma irmã.
Se até o Papa João Paulo II tinha primos no Paraná, por que mais um notório, não teria, não é mesmo? O pior é que a regra vale tanto para o bem como para o mal.
Daltônicas
De Dor
Diante do filho morto, a mãe gritou.
Foi um grito dilacerado, bíblico, inapelável.
Maria no Gólgota.





