RUTH BOLOGNESE
Preocupação
A campanha do senador Osmar Dias anda encafifada com um detalhe do resultado numérico da eleição. Se empatar totalmente nas urnas, Requião leva. Por ser o mais velho.
Vantagem é vantagem, uai!
Conexão Casa Civil
Naquelas famosas fitas que andam por aí feitas pelo grampeador-mor do Paraná, o policial Décio Rasera, um diálogo entre o empreiteiro Roberto Guzatti, de Pato Branco, e sua sócia-laranja, a cabelereira Meire, sobre despachos junto à Receita Federal, mostra uma ligação surpreendente com a Casa Civil do Governo Estadual.
Conexão TJ
Outro assunto que está em destaque nas fitas (900, no total) são os rastros do superfaturamento na construção do prédio-anexo do Tribunal de Justiça na gestão passada, já detectada pelo Tribunal de Contas.
Codinomes
O policial Rasera, que está preso há quase um mês, era organizado. Cada fita tem um código de acordo com o assunto e a pessoa grampeada. Por exemplo:
''Industrial''- Luiz Mussi, ex-secretário da Indústria e Comércio
''Elétrica'' - Paulo Pimentel enquanto presidente da Copel
''Dura'' - secretário de Desenvolvimento Urbano, Renato Adur
''Roma'' - ex-secretário da Habitação, Luiz Cláudio Romanelli
''Tri''- construtora Triunfo
''Casa Maior'' - Polícia Militar
''Casa dura'' - operação esposa
Quem mandou?
Estas fitas ora aparecem em redações de jornais, ora retornam para a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), ora desovam cópias com textos e diálogos pela cidade.
Mas o nome do mandante continua extra-oficial. Porém voltado para o Palácio Iguaçu.
Salada
Pelo jeito, estas famosas fitas do Rasera vão acabar como aquela famooosa salada da Thais: vai faltar o peito de peru da Sadia.
Mas nunca é demais perguntar: onde é que o então governador Roberto Requião achava tempo pra ouvir tantas gravações? Quando recebia tudo degravado, lia antes de pegar no sono? Ou pra pegar no sono?
Clone na campanha
Por questão de agenda cheia demais na reta final, o senador Osmar Dias vem sendo substituído pelo ex-candidato Rubens Bueno em eventos e entrevistas em rádios de todo o Paraná.
Isto é bom ou ruim para o Osmar Dias?
Voto de cabresto
Os funcionários do Hospital Angelina Caron, o maior da região metropolitana, não gostaram do ... bem, do pedido feito pelo diretor, médico Marcos Caron, para votar em Roberto Requião.
Ao ''pedir'' o voto para o velho amigo e vinculá-lo à permanência dos funcionários no emprego, dr. Marcos se esqueceu que, em tempos de urna eletrônica, não é mais possível saber quem vota em quem.
Voto de cabresto, no más!
Adeus casinhas
O senador Álvaro Dias anda incomodado com prefeitos, velhos irmãos camaradas, que desmancham, ou destroem, aquelas casinhas de concreto espalhadas pelo Paraná inteiro, marca da passagem dele pelo Palácio Iguaçu. E fazem uma desfeita destas só pra agradar o candidato a tri, Roberto Requião.
Sem lembrança
O que é isto, prefeitos Amigos da Onça? Destruir as casinhas do Álvaro Dias é como tentar apagar a história do Paraná! É como secar as Cataratas! Ou derrubar os Pinheirais! Uma ''perca'' tão grande quanto as Sete Quedas!
Sem as casinhas, como é que as futuras gerações vão lembrar que um dia Álvaro Dias governou o Paraná? Me digam?
Justiça exige segredo
Um fato denunciado anteontem à tarde, sobre operação da Polícia Federal num hotel de Curitiba, está sob sigilo determinado pela Justiça Eleitoral. Até uma entrevista coletiva sobre o assunto, feita por um dos candidatos ao Governo às 18h30 da terça-feira, morreu na casca.
Melhor assim: o leitor não está perdendo nada. Trata-se de mais uma história sem pé nem cabeça, que tanto pode ter sido comandada por um lado como pelo outro.
Daltônicas
De erro estratégico
O candidato colocou placas com o nome dele pelo bairro inteiro. Ao conferir os votos descobriu que todo mundo tinha votado no adversário.
As placas sinalizaram para o inimigo.





