Carta no bolso

O candidato Osmar Dias está com a carta de demissão do seu candidato a vice, Derli Donin, no bolso. Enviada logo depois que o PMDB começou a denunciar os processos judiciais contra ele.
Se vai ou não torná-la pública, não se sabe.


A mesma estratégia

Está estratégia de apoderar-se de um tema, como os processos judiciais contra o Vice, e bater até tontear o adversário, deveria ser batizada de Roberto Requião, de tão manjada e velha que é. Toda campanha é assim.
Deu certo com José Richa (aposentadoria) e com o finado Martinez (Ferreirinha). Esta é a terceira tentativa.


Sem responder

A campanha de Osmar Dias ainda não contra atacou à altura. Ontem, a informação era que iram divulgar no horário gratuito o número de processos de Roberto Requião. Em 40 anos de vida pública, Requião colecionou um total de 144 ações na Justiça e 53 já estão no Supremo.
Em termos de imagem para a TV é um calhamaço de documentos bem maior do que o do Derli Donin.


Imagem de Jaime

Esta história da turma do Lerner, que se faz presente tanto de um lado como de outro das duas campanhas, não tem a menor influência no voto do eleitor.
O que baixa o astral mesmo é a imagem do próprio Lerner ao lado do Osmar Dias na TV: com expressão de quem acabou de tirar um dente do siso. Um não, os quatro.

Chamada geral

Um graduado funcionário do Governo (e põe graduado nisso) está chamando empreiteiros, fornecedores e afins que tenham dinheiro a receber do erário estadual para uma conversinha a sós.
O assunto é: ou contribui com algum para a campanha ou desce.


Entusiasmo total

De tão entusiasmado que está com seu candidato aqui no Paraná, o prefeito Beto Richa anda esquecendo até de pedir votos para o Geraldo. Mas continua coordenando a campanha do presidenciável tucano no Paraná.


Um novo homem

Período eleitoral é bom pra isso: o Paraná descobriu que, ao chegar a andropausa (menopausa masculina), Roberto Requião perdeu aquele medo reverencial que dizia ter de dona Maristela e passou a fazer gracinhas com caixas de supermercados e enfermeiras. Soltou a franga.


Indelicadeza

Desculpe a expressão indelicada, Governador. Soltar a franga, no caso, quer dizer: comportar-se como um galanteador. É mais adequado em tratando-se o Sr. de uma autoridade já passado dos 65 anos.



Amnésia total

Uma crise total de esquecimento e ignorância dos fatos atinge a política paranaense. Eis um resumo:
O Capitão Hereditário de Tocantins, Osmar Dias, não sabia das ações judiciais contra seu vice, Derli Donin;
O candidato a trigovernador, Roberto Requião, não se lembra que convidou Osmar Dias para sair candidato em 2010;
Beto Richa jamais imaginou que era apenas meio-prefeito de Curitiba. A outra metade diz chamar-se Roberto Requião. Mas não explica se é da cintura pra baixo ou pra cima.
E o candidato do PT ao governo, Flávio Arns, no primeiro turno, esqueceu-se de si mesmo. Desapareceu completamente do processo.


Com o chapéu alheio

O jornal on line HoraHnews, teúdo e manteúdo pelo governo Requião, vem reproduzindo notas desta coluna e, claro, como não é bobo nem nada, só divulga as que considera favoráveis ao Governo.




Interpretação errada

No afã de agradar à fonte pagadora o HoraHnews desliza na maionese: o único ser, na história da humanidade, que tirou benefícios diretos de uma coluna foi o Homem Erectus. De lá pra cá, a ossada só causou bico de papagaio.



Daltônicas
De lembrança e culpa
Mais de 20 anos depois e o motorista ainda ouvia, todas as noites, o som do choque entre o corpo da vítima e a lataria do carro.
Foi uma fatalidade, mas a alma ficou culpada.

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