No lero-lero

É o rádio, gente! Neste segundo turno não vai ter pra ninguém. A prioridade absoluta dos dois candidatos ao governo do Paraná é falar através das 300 emissoras de rádio espalhadas pelo Estado.
Querem alcançar, em menor tempo possível, o maior número de eleitores.



Em todos os lugares

Ontem, dia da graça de Nossa Senhora Aparecida, o candidato a bigovernador, Roberto Requião, ficou em casa com a família. Mas não parou um segundo de dar entrevistas para o pessoal da latinha de todo o Paraná.



Critério

O senador eleito Alvaro Dias, finalmente integrado à campanha do irmão, está cumprindo uma agenda rigorosa no segundo turno, onde o critério é visitar cidades-pólos com rádio de boa potência e audiência, e falar pelos cotovelos.



Espaço reservado

Mas quem sai ganhando, nesta parada de rádios, é o governo. As verbas oficiais são sempre generosas para o setor e agora chegou a hora de ''cobrar'' com juros e correção monetária em forma de espaço no ar no segundo turno.



Quem vai a Portugal...

Depois do susto da votação pra lá de robusta da adversária Gleisi Hoffmann, do PT, o senador Alvaro Dias não quer correr nenhum risco e vai pedir voto por voto para o irmão e para o Alckmin em todo o Paraná.
Candidato tem que estar onde o eleitor está.



A grande cerimônia

Os quartéis da PM do Paraná estão recebendo convite do governo do Estado para a cerimônia de formatura de 1,4 mil novos soldados, que será realizada em frente ao Palácio Iguaçu, na próxima sexta-feira.



Antes do tempo

Está todo mundo animado com a festa, os formandos se sentem muito prestigiados, mas os coronéis, que comandam os quartéis da PM, espalhados por todo o Estado, não entendem ainda porque o governo tem tanta pressa em realizar a formatura dos soldados. Eles nem passaram ainda pelo estágio probatório, praxe nestes casos.



Mostrar serviço

Explica-se: ao colocar 1,4 mil soldados na frente do Palácio Iguaçu, o governo filma tudo e depois mostra no horário eleitoral. Pronto: passa a informação que está positivo operante na solução do problema da (in)segurança.
A falta de segurança, apontam as pesquisas, é a principal preocupação dos eleitores paranaenses. Vem antes até do emprego.
Claro, porque morto não precisa de nada, nem de emprego.



O primeiro dia

Para quem ficou rezando em Aparecida, viajou, dormiu ou simplesmente não quis assistir na TV o início do horário eleitoral no segundo turno, aí vai um resumão:
Roberto Requião pediu orações e Osmar Dias, votos. Ambos estão certos. Se os eleitores ficarem só rezando não vão mudar o voto. Aí, Requião mantém a vantagem e ganha a eleição.
E Osmar Dias, lógico, precisa da mudança. Por isso, tem que ficar o tempo todo na base do ''ei, psiu, alôôôô, sai um votinho aí pro Urtigão?''.



Pobres indecisos

Os dois programas de TV do segundo turno do Paraná começaram tão paralelos, vendendo tão bem o peixe de cada candidato que dá até dó dos indecisos.
Mas tem solução: quando tudo parece perdido, a melhor saída é apelar pra mãe: minha-mãe-mandou-escolher-este-daqui...
Se der errado, pelo menos tem a quem culpar depois. Mãe é mãe.



Greve em Londrina

A campanha eleitoral tira um pouco o foco de outros assuntos, como a greve dos servidores em Londrina, que já passa de dois meses. E só agora, por iniciativa da Justiça, o prefeito Nedson Micheleti vai conversar diretamente com o sindicato da categoria.
É o fim do mundo manter uma cidade inteira à mercê de uma greve durante dois meses. A fama de turrão do prefeito procede. Mesmo.



Daltônicas

De pressa

De repente, o pai passou a comprar, rapidamente, tudo o que quer, do carro novo à casa pré-fabricada.
Aos 79 anos, a velha impaciência transformou-se em pressa. Por falta de tempo hábil.


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