Pesadelo sem fim

Sentar naquele banquinho de balcão de bordel que a Band ofereceu no debate anteontem e, tendo de um lado, o adversário político e de outro milhares de eleitores, é um pesadelo pra ninguém botar defeito.
No meio do pesadelo, Osmar Dias mostrou despreparo e insegurança. Requião encarnou o próprio combalido pelas circunstâncias.


O agrônomo e o advogado


Foi o embate entre um agrônomo rústico, cru em TV e comunicação e um advogado com anos e anos de janela na arte do discurso elegante e convincente.
Ficou claro que, ao agrônomo falta estudar com afinco as questões públicas e administrativas do Paraná e, ao advogado admitir que suas teses, por mais brilhantes, já não convencem.


Até aqui de mágoa

Roberto Requião é um pote de mágoas com o eleitorado que não consagrou o governo dele no primeiro turno. Está pesado, parece ter um nó no estômago.
Só que, depois de tanto tempo na lida política, provoca apenas uma emoção cansada de guerra no eleitor.


Saldo final

Com tudo isso, o debate da Band ficou entre a decoreba sem sentido de Osmar Dias, incapaz de explicar com clareza uma só proposta para um Estado com 10 milhões de habitantes e o ressentimento engasgado de Requião. Se tivesse um fundo musical tipo ''Menino da Porteira'' o debate ia afundar o Paraná inteiro numa melancolia sem fim depois da meia noite.
Alguma influência no jogo da eleição? Pero que no.


Alegria...

Sabe o que está faltando nesta campanha eleitoral, tanto a nacional como a local? Um pouquinho de alegria e uma pitada de esperança.
Depois da raiva cangaceira daquela Heloísa Helena, agora este Alckmin parece um fuinha tresloucado. E Lula é o próprio ceguinho aparvalhado.


...Alegria

Aqui Osmar Dias vive emburrado, fazendo manha de guri com bunda assada. E Requião virou um monge a brandir a espada da culpa contra tudo e contra todos.
Não dá pra ser feliz desse jeito!


Mágoa de empreiteiro

Mas quem anda magoado mesmo com o governador Requião é o maior empreiteiro do Paraná, Ciccílio Rego Almeida, pai do candidato a deputado federal, Marcelo Almeida.
Concluiu que Marcelo perdeu a eleição por 500 e poucos votos porque o PMDB apostou mais fichas no filho do presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, ex-chefe de gabinete do Palácio Iguaçu.



Só em espirito

O deputado André Zacharow, não reeleito, informa à coluna que não aderiu à campanha de Osmar Dias e continua apoiando Roberto Requião.
Então, meu caro Deputado, seu rebanho já pulou para o campo adversário faz tempo. Ou só estão do seu lado em espírito. E espírito não vota.


Correção

Esta coluna errou: dona Margarita Greca, não é Sansone, não ganha mais R$ 6.049,40, como DA1 na folha de pagamentos do governo. Foi promovida há muito tempo para AE1, com salário equivalente a secretário de Estado, aí pelos R$ 14 mil mensais.



Crítica na Ana Maria

O prefeito Beto Richa precisa agir, com urgência, para debelar o estrago feito pelo artista plástico polonês, Franz Krajberg, 85 anos, no programa Ana Maria Braga, ontem. Ele criticou a cidade de Curitiba e a atual administração por total descuido com as obras que ele doou, no período Lerner, para o Jardim Botânico.


Queixas

Krajberg está fulo da vida e se queixou que até pintaram as obras dele (todas absolutamente ecológicas, feitas de ganhos retorcidos) por conta própria.
Ver um velhinho daqueles, respeitadíssimo nacional e internacionalmente, falando mal de Curitiba em rede nacional pega mal. Pega muito mal. Ainda mais num caso de falta de sensibilidade com obras artísticas como esse.


Daltônicas
De ato falho
O velho intelectual ainda é capaz de formular teorias políticas e opinar com precisão sobre governos e instituições.
Mas já confunde Projak com Kojac.

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