RUTH BOLOGNESE
O grande julgamento
Na próxima quarta feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) começa o julgamento da ação movida pelo governo do Paraná cobrando do governo federal uma dívida estimada hoje em R$ 20 bilhões. A demanda é sobre a construção da Central do Paraná, ferrovia entre Ponta Grossa e Apucarana.
De olho nesse julgamento está a CR Almeida, de Dom Cicilio Rego Almeida, que construiu a ferrovia e briga por pagamentos supostamente não recebidos. Para quem tem menos de 30 anos, é bom lembrar que Dom Cicilio derrubou o ex-governador Haroldo Leon Peres, em agosto de 1971, fazendo gravações onde Leon Peres queria uma comissão sobre o pagamento da ferrovia.
Ou seja, grampos e acertos são velhas locomotivas que movem o Paraná e o Brasil.
Quem é Anderson?
Um misterioso personagem, de nome Anderson, é tudo o que a Oposição do Paraná quer encontrar e a Situação quer esconder. O último paradeiro de Anderson foi o Interior de Minas Gerais.
Conta errada
Um xará de Osmar Dias escreve para recomendar ao Senador mais cuidado com os números. Alerta ele que Osmar promete instalar 45 módulos policiais na Capital, mais 30 nas cidades da região metropolitana e 15 nas cidades de Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.
Se Londrina é maior que Maringá, se Maringá é maior que Cascavel, Foz e Ponta Grossa por que todas estas cidades vão receber apenas 15 módulos? Pergunta o xará.
Deus que ajude
Bem, em se tratando de promessa de campanha, se cada cidade ganhar um módulo policial, já é lucro!
Escolha de desembargadores
Por 12 votos a 8, a filha do desembargador Clayton Camargo, Vanessa, foi escolhida na sessão especial da última sexta-feira como juíza titular da Quarta Vara da Fazenda Pública. Derrotou o juiz Roger Vinicius de Oliveira, campeão de produtividade nos últimos dois anos no judiciário paranaense, com média histórica de 800 sentenças por ano.
O juiz Roger ganhou em todos critérios objetivos, mas perdeu quando chegou nos subjetivos.
De imprensa, histeria...
Não é nem pela defesa da total liberdade de imprensa que, assim como a distribuição de renda, é utopia que só existe em discurso ''neste País''. É pra não dar murro em ponta de faca que governos, instituições ou pessoas jamais deveriam impedir jornalistas de se manifestarem, como está fazendo agora o PMDB do candidato a bi-governador, Roberto Requião, ao pedir a quebra de sigilo telefônico de 4 jornalistas da Capital. Só traz prejuízo.
Eis os motivos:
1) Jornalista é masoquista pela própria natureza e nada o estimula mais do que uma censura de vez em quando;
2) Os coleguinhas da imprensa ficam histéricos quando flagram a tentativa de cercear a tal ''liberdade de imprensa''. Invejam e enaltecem a ''coragem'' do colega e saem em defesa dele com a força de moicanos ;
3) Políticos amigos criticam a ''censura'' e inimigos pedem a ''imparcialidade''
4) E jornalista pode falar até com o capeta no telefone, por dever de ofício. E se ficar provado que falou com o capeta, é notícia de primeira página.
...e parcialidade
Agora, se for pra colocar o dedo na ferida mesmo, vamos ser honestos: este tradicional jornal curitibano, com quem o PMDB anda às turras, de imparcial não tem nada, não. Faz oposição total ao Governo de Requião, descaracteriza a informação oficial e age com fervor de torcida organizada. Contra.
Isto é jornalismo? Não. É partidarismo. Portanto, se o jornal entrou na chuva, tem que se molhar mesmo e tem que perder a aura de imparcialidade também.
Erro de avaliação
O erro estratégico da campanha de Requião, neste caso, foi incluir a ''Folha de São Paulo'' na história que, por ser nacional age com o devido distanciamento que se exige do bom jornalismo.
Pente fino
A imprensa do Paraná anda merecendo um retrato falado mais próximo do real, a exemplo do que se faz com a política, o judiciário, a polícia, etc, etc. Um pouco de verdade não faria mal a ninguém.
E é preciso reconhecer, não apenas porque esta coluna sai aqui todos os dias, ou talvez justamente por isso, a ''Folha de Londrina'' é o único, repito, o único jornal impresso do Paraná que cobre as atuais eleições com imparcialidade.
Daltônicas
De esforço divino
O oficial do Exército dava sua caminhada obrigatória no Parque, suando, sem folêgo, balançando a barriga.
Na camiseta a inscrição: ''sargento Jesus''





