draga parada

Já chega a R$ 2 milhões o prejuízo causado pela draga holandesa paralisada desde o último dia 25 no Porto de Paranaguá. A contratação do serviço foi feita de supetão pelo superintendente, Eduardo Requião, sem cumprir nenhuma exigência legal, tanto do ponto de vista do meio ambiente e do traçado como da lei de licitações.


Capitania

Diante das irregularidades, a Capitania dos Portos de Paranaguá indeferiu a solicitação do Porto para as operações de dragagem na última quarta-feira. Volta tudo a estaca zero. E, enquanto isso, o Paraná paga a conta.

Sem solução

Esta história da dragagem no Porto de Paranaguá é um dos maiores equívocos e prova cabal de incompetência do Governo Requião no setor: no início desta gestão, o governador recém-eleito rompeu o contrato com a Bandeirantes, empresa que fazia a dragagem no Canal da Galheta, entrada do Porto, nos anos Lerner.
A empresa recorreu à Justiça e o Governo teve que pagar o que estava previsto. Ficou sem dinheiro e sem dragagem.


Freud explica

Nestes quase 4 anos, o psicanalista Eduardo Requião teve alguns lapsos de fantasias freudianas clássicas e quis comprar uma draga só pra Paranaguá. Felizmente foi contido a tempo. E agora, talvez impulsionado pela campanha eleitoral, contratou uma draga por conta própria, e estacionou-a no Porto, como se fosse um barquinho de pescaria.
E criou um problema que, se não causasse um prejuízo sem tamanho ao erário, seria risível.


Sem competência

Diante de tal absurdo, é de surpreender que nenhum adversário de Roberto Requião conseguiu produzir uma crítica sequer razoável sobre o Porto de Paranaguá. Ficaram naquele nhem, nhem, nhem de que o Porto causa prejuízos, está perdendo carga para os vizinhos, prejudica a economia, mas não foram ao X da questão.
Talvez seja porque o assunto é árido e o povão não liga uma coisa com a outra.Pena.

Arapongagem

Outro assunto que passou ao largo foi este do policial Rasera, preso no começo da semana e que operava escutas telefônicas. Ele é funcionário da Casa Civil, manjadíssimo no meio político e policial.
E a Oposição inteira, até agora, está na fase do ''Ah, é?''


Um homem feliz

Se existe um homem feliz entre todos os quadrantes do Paraná, este homem é Hermas Brandão. Aproveita cada segundo do seu mandato no Palácio Iguaçu como se vivesse no céu, cercado por 700 mil virgens.
Comparável a ele, só João Elísio Ferraz de Campos que assumiu o governo por 9 meses, quando José Richa se desincompatibilizou e tão feliz no cargo que dizia, com orgulho, ser o único governante no mundo que deixou o poder com mais amigos do que quando entrou.


Fé e dossiê

E como o Hermas Eurides é devoto de Nossa Senhora da Aparecida já planeja visitá-la no próximo dia 12 de outubro como governador. Levaria junto outro grande devoto da Santa, o deputado Luiz Carlos Martins, não fosse uma vendetta sobre um dossiê que estremeceu o relacionamento entre ambos.


Um homem sem casa

O deputado Valdir Rossoni, PSDB, quer tirar a moradia do candidato Roberto Requião, que se licenciou do cargo para concorrer a reeleição. Rossoni considera que, na condição de candidato, Requião e família perdem o direito de morar na residência oficial, a granja do Canguiri.


Bobagem pura

Isto é pura falta do que fazer. Vá lá que por causa de 20 ou 30 dias, a família vai sair da Granja do Canguiri, e depois voltar, só porque o Rossoni chamou a atenção para uma bobagem como essa.
E depois, imagina dona Maristela e Requião fazendo mudança com avestruzes, cavalos de raça, veadinhos europeus, armas e afins. E iam levar pra onde a tralha toda? Para o Hotel Bourbon?


Solução

Agora, se Rossoni continuar insistindo com esta história, pode-se acomodar a família desalojada numa edícula nos fundos da Granja. Ou montar um quarto e sala na laje. É só por pouco tempo mesmo, né?
Quem tem jeito pra estas coisas é pobre. Surgiu um parente necessitado, os pobres arrumam solução.


A medida dos royaties

O povo de Paranaguá quer saber como é que a candidata ao senado pelo PT, Gleisi Hoffmann vai distribuir os royalties do Porto aos municípios ''lindeiros'' do Atlântico.
Por tonelada de soja exportada ou por quilo de camarão pescado?


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