RUTH BOLOGNESE
Trabalho em conjunto
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão, só vai assumir o Governo depois que garantir a aprovação da PEC, Proposta de Emenda Constitucional, do Palácio Iguaçu, que aumenta de 25% para 30% a aplicação dos recursos do Orçamento Estadual para a Educação. E sem Hermas Eurides na Casa, para dar uma catraqueada, os deputados vão alegar até bicho de pé no dedão pra não votar o projeto do Governo.
É eleitoreiro? E põe eleitoreiro nisso, mas que vai cair como um bálsamo entre o professorado, lá isso vai.
O poder do Governo
Na reeleição, o candidato-governador é tratado como filho único de mãe viúva. Pode quase tudo. E, ainda por cima, tem uma máquina pública do tamanho de um bonde operando 24 horas por dia a favor. Assim, até ''nóis''...
Tudo ao contrário
Comunicação é um negócio muito complicado. E perigoso. Aquele filme da família que vai apagando as luzes do Palácio Iguaçu, da campanha do Rubens Bueno para denunciar o emprego de parentes no Governo Requião, provoca efeito contrário.
Pesquisas qualitativas mostraram que o povão pensa que é a família Requião dando bom exemplo de economia de luz no Paraná. Vê se pode?
Interpretação inesperada
O grande Nelson Rodrigues aconselhava aos escritores e jornalistas mais novos para não escreverem com ironia, porque o leitor entende como elogio. É a mais pura verdade. Aqui mesmo, nesta coluna, já escrevi notas ''matando'' determinado político, com acusações de causar espanto em mensaleiro.
E, dia seguinte, o sujeito ligou pra agradecer a deferência e a lembrança do nome dele.
Compensação
O Hospital Regional de Ponta Grossa, que o governo inaugura nos próximos dias, é para compensar o fechamento do curso de Medicina na Universidade Estadual, o que faz até hoje os pontagrossenses baterem na madeira três vezes quando ouvem alguém falar ''Requião''.
Mas, vem cá, um hospital regional não seria ideal como um hospital-escola de faculdade de medicina?
Contra-informação
A campanha de Osmar Dias trabalha com a hipótese de uma revista de circulação nacional sair nas próximas semanas com uma vasta reportagem de denúncias sobre a campanha eleitoral no Paraná. Contra ele, evidentemente.
Algo assim na linha do velho e ''bom'' Ferreirinha. Pode ser armação. Pode ser contra-informação.
Leitor é quem manda
No final das contas, o verdadeiro patrão deste espaço é o leitor. Então, ele tem o direito de ocupá-lo. Eis aí, na íntegra, a pauta do Moreira:
''Olá Ruth, li na sua coluna sobre o Rubens Bueno. Lembrei duma gafe dele aqui em Curiúva quando foi secretário do Trabalho. O prefeito na época era o senhor Antonio Majer de Melo, hoje nosso atual vice-prefeito.
Quando o Rubens foi saudá-lo, disse no microfone:''Quero cumprimentar o meu amigo prefeito, o Antonio ''Mijar'' de Melo...''
Põe aí na coluna. Um abraço do Paulo Sérgio Moreira, de Curiúva, Paraná.''
Bom negócio
Se você está pensando em investir num negócio lucrativo, recorte e guarde: o maior sucesso do comércio de Curitiba é Book de Cachorro. É verdade! Fotógrafos profissionais, destes que fazem fotos para documentos e books familiares, começaram a montar books de cachorros de estimação e tiveram que abrir novos espaços, tal foi procura.
E, por favor, que ninguém interprete tal notícia como metáfora política.
Reflexão
Fatos como esse nos levam a refletir sobre a realidade, como diria o candidato do PT, Flávio Arns. O interesse dos curitibanos pelo registro da imagem dos seus cachorros pode significar três coisas:
1) a falta de banho, por causa do racionamento, afetou o cérebro dos curitibanos donos de cachorro;
2) os cachorros, mesmo sem banho, têm mais cérebro do que seus donos curitibanos;
3) ou que os cachorros não têm cérebro mas tem boa fachada e seus donos curitibanos, nem uma coisa, nem outra.
Daltônicas
De limão e limonada
No ônibus metropolitano de Almirante Tamandaré, a frase escrita sobre o pó acumulado do vidro traseiro: ''Se a vida virar de costas pra você, passe a mão na bunda dela''.





