Em tempos de reeleição


A reeleição está produzindo cenas inesperadas neste início de campanha eleitoral. Pra começar o governador Roberto Requião cumpre duas agendas, a do Governo e a do candidato do PMDB. Funciona assim: das 8 às 12 horas ele governa o Paraná. Na hora do almoço, está liberado pra almoçar e pedir votos. Das 14hs até as 18, volta a governar o Paraná. E escureceu, pronto, vira de novo a Cinderela, quer dizer, o candidato.



Em casa


Pra evitar confusões e, principalmente e atender à Justiça Eleitoral, que está fiscalizando até piscada de olho, o Governador dividiu ele próprio e todos os integrantes sua equipe mais próxima em dois e, em alguns casos, em três personagens cada um. E com alguns disfarces. Ficou assim:
Sr.Governador (em Palácio) Todo o resto (quando ele não está ouvindo)
Dona Maris (no Governo) e dona Stela (em casa)
Benedito (no Palácio) e Pires (sob a xícara)
Irmão Maurício (em casa) e Mau (no caso de precisão)
Dobrandino (em todo lugar) e Silva (quando ele consegue entender)
Hermas (na Assembléia), Eurides (em Andirá) e Brandão (pra disfarçar)
PMDB Velho de Guerra (discurso de candidato) e
Já falei pra tirar este Partido daqui (em Palácio)
PSC, Nosso Grande Aliado (discurso de candidato) e
Já cumprimos nossa parte com este Nanico (no avião do Governo)
Chama o Pisseti, sec. Comunicação, (em Palácio ) e
Você perdeu meio bigode, Pisseti (no avião do candidato)
E por aí vai!



Tudo misturado


O fato é que, numa campanha eleitoral com governador em campanha pela reeleição no cargo, não há qualquer separação. Usa-se a máquina pública a todo o vapor e pronto.



Tristeza


É grande a decepção do deputado estadual Nelson Justus (PFL). Depois de treinar por quase 20 anos cantando refrões carnavalescos para puxar a Banda de Guaratuba, ele foi informado que, pela nova legislação eleitoral, não poderá soltar a voz nos comícios da coligação PFL/PPS. Comício pode ter, mas sem música nem cantoria.
Justus está inconsolável.



Imersão total


Assim que retornar, hoje, dos campos do Oeste do Paraná, o senador Osmar Dias fará uma imersão de campanha com os assessores principais. Atenção: não é banho de cheiro em ofurô quentinho, não. É reunião para definir se vai ou racha.


Bumerangue (1)


Os adversários andam espalhando que o PSDB ficou tão quieto de uns dias pra cá porque teme aquilo que não ousa nem falar em voz alta. Ou, em bom português, que a Justiça Eleitoral decida anular a convenção que aprovou a coligação com o PMDB de Roberto Requião e a indicação de Hermas Eurides como Vice.
Anulada a convenção, estarão anuladas também as candidaturas de todos os deputados inscritos. E até a do Senador Álvaro Dias.
Xô!


Bumerangue (2)


O juiz eleitoral João Pedro Gebran Neto manteve a candidatura do mensaleiro José Borba como candidato a deputado federal alegando que a decisão da executiva nacional do PMDB prevalece sobre a regional.
Se reprisar a decisão ao julgar o caso da coligação PMDB/PSDB no Paraná, o juiz Gebran provoca um terremoto no PMDB.


Contra-informação


Se a imprensa do Paraná quiser cobrir a campanha eleitoral que ora se inicia, com um mínimo de isenção, vai ter que colocar um repórter grudado em cada candidato.Tem espião de todos os lados e, na era do celular, com direito à fotografia on line.


Duas imagens


Ontem, o pessoal do deputado Dobrandino Silva, presidente do PMDB, enviou fotos da visita de Osmar Dias em Foz do Iguaçu com 20 gatos pingados. Pouco depois, o pessoal do Osmar Dias,PDT e Cia, enviou fotos do mesmo local com uns 200 gatos pingados.
Começou a guerrilha.



Na moita


Os principais institutos de pesquisa eleitoral estão em plena operação de colher dados mas, sem registro na Justiça Eleitoral, necas de pitibiriba de publicar os resultados. Sabe-se, no entanto, que em cidades como Londrina e Cascavel, o povo está gostando bastante do Geraldo Alckmin, o candidato a presidente do PSDB.


Daltônicas

De novos tempos de novo
Na era do Viagra, o marido fiel se revela no garanhão da Hora.
Havia superado o medo de passar vergonha na hora H.

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