Ventos do Sul
Ontem, em Brasília, o candidato socialista ao governo do Paraná, Rubens Bueno, começou a viver o sonho pefelista de Jorge Bornhausen, ACM Neto e José Jorge, o vice do PSDB. Saiu animado com a garantia de que o grande palanque de Alckmin no Paraná será o da coligação PPS/PFL e não do PMDB/PSDB.

O PFL acredita que os ventos do Sul vão soprar a campanha de Alckmin. Para cima.



Em dúvida

O candidato a vice-governador do PMDB, deputado Osmar Serraglio, está na base do ''Ser ou não Ser'': ele não sabe se sai candidato a deputado federal ou se espera a decisão da Justiça Eleitoral sobre a coligação Requião/Alckmin. Se for rejeitada, Serraglio fica com a vaga de vice na reeleição.



Mais vibração

Tem gente que ainda espera uma vibração maior do senador Osmar Dias com a própria candidatura ao governo. Teme-se, sobretudo, que ele sofra um efeito ''Roberto Carlos Duplo''.

Ou seja, que junte a perplexidade inativa do jogador da Seleção com o eterno trauma que ronda o Rei quando se fala em problema na perna.



Entusiasmo


Mas não é tanto assim. Ontem, um assessor político perguntou ao senador Osmar Dias se ele está entusiasmado com a candidatura.

Resposta: ''Tô''.


Esnobado


E por falar em Osmar Dias: ele até tentou trazer para a campanha o Wianey Pinheiro, mais conhecido como ''Pinheirinho'', espécie de mago ou guru de programas políticos de TV que deram vitória ao grupo de Jaime Lerner, durante toda a década de 90. Fez também dois ou três programas com Osmar no ano passado.

Mas agora nem retornou os telefonemas porque jurou de pés juntos que não faria mais campanhas políticas por aqui.



O melhor da pessoa


Além de competente, Pinheirinho é capaz de descobrir a essência mais profunda do candidato e avaliar se vale ou não mostrar ao eleitor. Quando fez a campanha de Rafael Greca para a prefeitura de Curitiba, por exemplo, obrigava o candidato a só falar em público com a mão no bolso.

Sem os gestos e salamaleques de sacristão entusiasmado que sempre tem, Greca virava uma mistura de lord inglês com Padim Padre Cícero. Agradou.


De desculpas



Os últimos acontecimentos na política do Paraná, com dente quebrado em Buenos Aires, remetem a uma história antiga de rejeição amorosa e que também envolve a parte do corpo humano que morde.

Quando decidiram discutir a relação, que o ex-presidente Fernando Collor chamou de ''nitroglicerina pura'', os ministros Bernardo Cabral e Zélia Cardoso de Mello também fizeram uma viagem internacional. Foram a Paris.



Al dente


E lá, num luxuoso hotel parisiense, o Boto Amazonense encontrou a pior e mais esfarrapada desculpa que um homem pode dar a uma mulher numa ocasião destas: disse que precisava tratar um dente, saiu e nunca mais voltou.

A ex toda poderosa ministra da Fazenda deve ter levado anos para recuperar a auto-estima. Tanto assim que contou a história até no livro que escreveu sobre o governo Collor.



Daltônicas


De reações imprevisíveis



Diabético e hipertenso, o professor é um paciente cuidadoso e obediente. Em geral. Só não consegue se conter diante das iguarias da cozinha chinesa.

Aí, confessa, vira um selvagem.

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