Para meio entendedor

Cada qual puxa brasa pra sua sardinha mas, preto no branco, todo mundo perdeu um pouco com a decisão do PSDB apoiar Roberto Requião para a reeleição. É só olhar:
a) PSDB: ficou dividido ao meio e enfraqueceu a legenda no Paraná;
b) Osmar Dias: perdeu metade do apoio que queria e força em Curitiba;
c) Roberto Requião: virou as costas para o PT e perdeu o discurso de esquerda;
d) Hermas Brandão: ficou claro que não tinha tanta liderança assim no PSDB;
e) Álvaro Dias: tal e qual Hermas Brandão;
f) PT do Paraná: na casa de Requião, vai dormir com o inimigo;
g) Beto Richa, o Muralista: ao contrário dos pintores, Alberto Roberto conquistou fama ao subir no maior muro da história do Paraná.



O ódio que se inicia

Como se comportará o PT do Paraná ao ver subir no palanque do grande adversário, Geraldo Alckmin, os grandes aliados do companheiro Roberto Requião no Paraná?
Certamente, mal.



Vingança rasante

Os tucanos dos cinco votos a menos não vão deixar por menos: vão usar as próprias armadilhas preparadas pela turma dos cinco votos a mais para
contestar o resultado da Convenção do PSDB de quinta-feira.



Com ou sem Poloni?

O senador Osmar Dias quer o secretário tucano do Beto Richa, Antônio Poloni, como coordenador geral do programa de Governo.
Agora, é preciso saber se o Beto Richa quer o secretário dele, Antônio Poloni, como coordenador geral do programa de Governo de Osmar Dias.


Início de tudo

A morte do advogado fraudador do INSS, Ilson Escócia da Veiga, numa prisão no Rio de Janeiro, encerra o primeiro ciclo de fraudes. E tem ligação com o Paraná. Quem fez as primeiras denúncias foi o então deputado Reinhold Stephanes, membro de uma CPI mista sobre fraudes na Previdência em 1991.
Logo depois, Stephanes, nomeado ministro da Previdência, deu força para a CPI e abriu caminho para a repatriação do dinheiro desviado pela Georgina de Freitas, presa até hoje.


Na Alemanha

O empresário Luiz Carlos Romanoski, dono da Brasil & Movimento, está na Alemanha. E pelo jeito, antes do final da Copa, não retorna ao Brasil.




Mudança na Itaipu

Deixou, ontem, depois de quase 11 anos, a chefia de comunicação social da Itaipu Binacional, o mais cobiçado cargo na área de assessoria de imprensa do Paraná, o jornalista Hélio Teixeira. Ex-Veja, ex-Jornal do Brasil, ex-assessor de José Richa no Governo, o inquieto HT já correu mundo. Trabalhou em Curitiba, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro e é um apaixonado da nossa maior hidrelétrica. Tanto assim que, mesmo sendo assessor do tucano-mor Euclides Scalco, permaneceu no cargo, convidado pelo sucessor petista, Jorge Samek.


Prêmios

Neste longo período na Itaipu, Hélio Teixeira acumulou prêmios nacionais com o jornal de comunicação interna da empresa, da mesma forma que ganhou dois ou três Essos quando fazia reportagens para a Veja. Agora, cumpriu o prazo do plano de aposentadoria e está na estrada de novo.
Hélio Teixeira reúne aquelas qualidades raras que fazem de um sujeito esperto um grande jornalista: é ousado, extremamente curioso, um tanto debochado, outro tanto descrente e tem um feeling extraordinário para captar a boa informação. E além de tudo, é grande companheiro, sem paciência para vaidades intelectualóides.

O bom companheiro

Se é meu amigo? Desde sempre. E não só meu. Toda a Itaipu Binacional dedicou ao HT uma das maiores homenagens da sua história de 30 anos, com o jornal interno inteirinho dedicado a ele, além de jantares de despedidas, lembranças, muita saudade e muito amor.
Quem vai para o cargo é um petista, o jornalista Gilmar Piolla, um dos mais próximos assessores de Samek e que já trabalhava na assessoria da Binacional.


Na área

E se a imprensa paranaense quiser competência, integridade profissional e bom jornalismo, contrata o Hélio Teixeira. Para qualquer função. A boa informação e os leitores agradecem.



Outra mudança

Quem deixa a Gazeta do Povo neste final de semana, depois de mais de uma década de colunismo político diário, é o jornalista Fábio Campana.

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