RUTH BOLOGNESE
O Paraná tem
Coisas nossas: a calçola jeans de Cianorte, o bonezão de Apucarana e o sapatênis que o governador Roberto Requião usou para receber a ministra Dilma Roussef anteontem.
Com toda esta classe, fineza e elegância, quem é que precisa da Daslu, meu Deus do Céu?
O grande preju
Todos os paranaenses devem dar o maior apoio aos funcionários da Assembléia Legislativa que Hermas Brandão, em terceira gestão como presidente e uns 35 como deputado, jamais viu mais gordos ou sequer encontrou pelos corredores fazendo uma fezinha no bicho.
Viva os Fantasmaaaas! Quer dizer, Continuem fantasmaaas!
Em casa
É só matutar um pouco: toda vez que alguém trabalha na Assembléia, a gente tem que por a mão no bolso. Ora autorizam o salário mínimo pré-eleitoral, ora deixam o governo comprar uma usina que não funciona, ora defendem a inteligência privilegiada de toda a parentada bem paga do serviço público.É gasto sobre gasto.
Se pegarem no cabo da enxada mesmo e comparecerem todos os dias no serviço, não sobra um tostão furado nos cofres do Paraná pra contar a história.
O reencontro
Conforme várias pessoas presentes, Beto Richa encontrou-se com o ex-deputado e ex-presidiário, Toni Garcia, numa festa no privilegiado Ecoville, neste final de semana. Foi na casa do empresário Osni Pacheco, da Cotrans, e quem estava lá também era o ex-faz tudo de Jaime Lerner, Guaraci Andrade.
Fumou...
A assessoria do Alberto Roberto confirma que ele esteve na festa sim, mas saiu um pouco antes de Toni Garcia chegar. Mas se tivesse encontrado o Toni, também não haveria problema.
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Arquivo AFP
...mas não tragou!
Isto está parecendo àquela história do ex-presidente, Bill Clinton, que admitiu ter fumado maconha mas sem tragar. Ou pior ainda, do próprio Clinton, que afirmou no Congresso americano ter feito só meio-sexo com a estagiária.
Nó cego
Tanto a Copel como a Sanepar fizeram que nem viram a prisão do ex-presidente do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, na semana passada. Mas ainda estão devendo uma boa justificativa para aquelas aplicações de milhões de reais que os fundos de pensão fizeram no Banco Santos durante o primeiro ano do atual Governo.
A instituição escorregava mais do que caminhão com pneu liso em carreador de terra roxa molhada. E todo o mercado financeiro sabia dos problemas do Banco Santos, menos o pessoal aqui do Paraná.
Sem medida
Depois das placas de sinalização de R$ 10 mil do prefeito Beto Richa, agora o stand de R$ 500 mil do Porto de Paranaguá na Intermodal, em São Paulo.
Este pessoal começa a perder a medida de todas as coisas.
Em casa
Desembarcou ontem em Curitiba o famoso Urtigão. Se ainda não pode ficar agachado ou chutar o pau da barraca pelo menos está apto a fazer conta, entender e falar frases inteiras, comer com garfo e faca, pentear o cabelo sozinho e bater palmas.
O que, em se tratando de política no Paraná, já quer dizer muito.A grande maioria dos políticos locais só consegue realizar,com sucesso,as duas últimas funções. Mas não sabe, ainda, encaixá-las nos momentos certos.
Daltônicas
De não é o que parece
Ao refazer um serviço elétrico muito do mal feito por um colega, o eletricista não teve dúvida diante do fio verde, sempre neutro, no código profissional:cortou.
O estouro do motor e o prejuízo mostraram que nem sempre o que parece,é.Nem o tal fio verde.
Nó cego
Tanto a Copel como a Sanepar fizeram que nem viram a prisão do ex-presidente do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, na semana passada. Mas ainda estão devendo uma boa justificativa para aquelas aplicações de milhões de reais que os fundos de pensão fizeram no Banco Santos durante o primeiro ano do atual Governo.
A instituição escorregava mais do que caminhão com pneu liso em carreador de terra roxa molhada. E todo o mercado financeiro sabia dos problemas do Banco Santos, menos o pessoal aqui do Paraná.





