Amigo do Botox
O rosto redondo e liso do pré-candidato ao Governo, Rubens Bueno (PPS), não é milagre. É técnica do preenchimento massivo com botox, também conhecida como ''bioplástica facial''.
Bueno tornou-se adepto do botox desde 2004, por conselho do atual diretor da Itaipu, Jorge Samek, que chamou a atenção dele sobre as enormes bolsas que abaixo dos olhos, no intervalo de um debate político na Band.


Vaidade de homem

Não deu outra. Homem é assim mesmo: disfarça, disfarça, mas quando alguém faz um comentário corre pro espelho pra verificar. E se tiver chance, remoça como qualquer comadre.


Corajoso

Mas com ou sem botox, Rubens Bueno ocupou espaço na semana como adversário assumido de Roberto Requião na reeleição.Fez muito bem para a política do Paraná, onde estava todo mundo encolhidinho, morrendo de medo de enfrentar EL Supremo na campanha.
Efeito Rubens Bueno: o tucano Luiz Carlos Hauly já se apresentou como opção para o partido dele e Osmar Dias marcou cirurgia em São Paulo para resolver o problema das pernas.
Política é arte de ocupar espaços.


Sem acareação

O advogado Roberto Bertholdo, preso há cinco meses, vai à Brasília na quarta-feira depor sobre denúncia de superfaturamento na Itaipu Binacional na Comissão de Relações Internacionais.
Em princípio, Bertholdo iria participar de uma acareação ao lado do ex-deputado Toni Garcia e do advogado Laércio Pedroso e contra os ex-diretores da Itaipu Binacional, Euclides Scalco e Francisco Gomide e o atual, Jorge Samek.
Os três diretores se optaram por audiências separadas de Bertholdo e os demais.

Denúncia
A denúncia feita por Laércio Pedroso e comentada por Bertholdo com Toni Garcia em conversa gravada pela Polícia Federal foi feita com documentos falsificados. Por causa disso, a Itaipu Binacional obteve direito de resposta nas revistas ''Veja'' e ''Isto É'', que publicaram reportagens sobre o assunto.

Sem acordo

O senador Álvaro Dias (PSDB) não fez, não está fazendo e nem fará nenhum acordo com Roberto Requião por dois motivos: 1) porque não precisa do apoio dele para se reeleger senador; 2) porque nutre um ódio persistente e encalacrado por Requião que nem o tempo, nem a vaidade de ser o candidato ao senado mais imbatível da história política do Paraná, serão capazes de remover.


O Paraná e Bolívia

A Petrobras tinha um contrato com a Copel para fornecimento de gás natural (boliviano, por supuesto) que seria utilizado na Usina de Araucária, a UEGA. Como ela nunca funcionou, nada foi gasto. Mas, pasmem, o contrato tinha a tal cláusula ''take or pay'', ou seja, paga mesmo sem usar. Daí que a Petrobrás cobrou uma dívida da Copel de exatos R$ 266,4 milhões, referente ao gás disponibilizado - e nunca usado- desde o início de 2003 até o início de 2006.

Pagamento por não uso
Em fevereiro de 2006, a Copel fechou acordo com a Petrobrás, comprometendo-se a pagar R$ 150 milhões em 60 parcelas mensais, a primeira em janeiro de 2010. Na época, a Agência de Notícias do governo divulgou o acordo como uma vitória do governo paranaense, pois havia ''poupado'' pouco mais de R$ 100 milhões (sic).
O que é espantoso nesta história : por que a ''contrabandista'' Petrobrás não faz com a Bolívia exatamente o que fez com o Paraná? Para o índio boliviano tudo e para o irmão branco paranaense nada?

Vergonha...

A reprodução desta simpática coluna, todos os dias, na resenha da Câmara dos Deputados (já tem até leitor da Câmara mandando e.mails) lembra aquela piada do ''Cumpadi Varti'': ao descobrir que a mulher estava pulando a cerca com o ''Cumpadi Varti'', o marido montou o flagrante. Acocorou-se e ficou olhando pela janela a chegada do casal. Quando a mulher começou a tirar a roupa, e o corpo dela, que não estava com esta bola toda, apareceu, o marido colocou a mão na cabeça e pensou:
''Ai, que vergonha do 'Cumpadi Varti!'


... das nossas intimidades!

Saber que todos os dias, gente de todo o Brasil, toma conhecimento das pequenas e grandes mazelas paranaenses dá um certo constrangimento. Tem coisas por aqui, principalmente na área política, que é bom manter na cozinha, apenas entre nós. Quando vai pra sala, a gente passa vergonha.

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