Teatro democrático

As nossas maiores lideranças empresariais, de Ágide Meneghetti (Agricultura) a Rodrigo Rocha Loures (Indústria) fizeram papel de bobo ao aceitar o convite da Assembléia Legislativa para debater o novo salário mínimo. Foram lá, falaram contra, receberam vaias, passaram vergonha e ainda saíram com fama de maus.
Até os franelinhas que cuidam dos carros do Centro Cívico sabem que os deputados vão aprovar o projeto do Governo por unanimidade. Ontem, já deram o tom.
Aprovar aumento de salário mínimo é questão de vida ou morte em ano de eleição.


Cada um na sua

Mas democracia é isso aí: os empresários mostraram serviço para seus pares e os deputados para os eleitores. E 190 mil paranaenses, num universo de 10 milhões, passarão a ganhar um pouquinho mais. Reclamar quem há de?


Os argumentos osmarianos

O senador Osmar Dias (PDT) enviou longa carta para esta simpática coluna onde apresenta seus argumentos contra texto publicado aqui no domingo sob o título ''Duas pernas na sucessão''. Afirma, em resumo que:
1) As pernas dele não têm nada a ver com candidatura ao Governo e já estão tinindo;
2) Não fez, nem nunca fará acordos brancos, nem de qualquer outra cor;
3) Liberou tanto PSDB como PFL para buscarem outros candidatos;
4) O agronegócio não é fonte de recursos pra campanha;
5) não tem coordenador, nem financiador de campanha;
5) tem ainda 2 meses para decidir pela candidatura e
6) covardia nunca faz parte do vocabulário dele. Pra provar lembra que defendeu, contra tudo e contra todos, o mandato de Roberto Requião no primeiro Governo;


Conclusão

Como é sistemático, este Osmar Dias! O Paraná corre o risco de fazer um grande esforço para elegê-lo governador, fazer todas as vontades, atender a todas as exigências e depois...o que parece quase impossível hoje, sentir saudades de Roberto Requião.
Requião é o nosso Grande Mandatário Socialista mas, pelo menos, tem como lema ''Ou Vai ou Racha''. Até hoje só rachou, mas esta é outra história.


OVNs e UFOs

Não se sabe exatamente porque mas o suplente do senador Osmar Dias, o vereador Jorge Bernardi, é monotemático: passa a maior parte do tempo falando sobre Ovns e Ufos. Expert no assunto.


Com ela

O prefeito Beto Richa ainda vai ser conhecido em Curitiba como o ''sujeito que acompanha a Fernanda''. Ontem, de pé no estaleiro,por causa de cirurgia no joelho, foi prestigiar a Campanha do Agasalho no bairro Alto, lançada pela mulher. Ela andou melhor (lógico) e falou melhor.
Atua como uma verdadeira pré-candidata.


Os sem-carro

Desembargadores paulistas não terão mais carro oficial com motorista em suas atividades fora do Judiciário. O Tribunal de Justiça de São Paulo justificou a medida porque a unificação com o Tribunal de Alçada gerou aumento pelos serviços de transportes.
Aqui a unificação já fez aniversário faz tempo e a mordomia continua. Estado rico é assim mesmo: tem verbinha pra tudo.


Último ato

O último ato do Procurador Geral do Tribunal de Contas, Gabriel Guy Legér, será uma representação que solicita a revisão dos cálculos da aposentadoria do ex-conselheiro, Rafael Iatauro, hoje chefe da Casa Civil do Governo.
Iatauro recebe R$ 34,5 mil quando o teto máximo previsto em lei é de R$ 23 mil. E acumula com o cargo de secretário de Governo, R$ 13 mil.
A representação será assinada, também, pela nova Procuradora, que assume hoje, Ângela Costaldello.


Água também

Havia um zum-zum ontem, aqui nas três fronteiras, de que o governo paraguaio ficou encasquetado com a história do gás boliviano. Se o gás é nacionalizável lá por que a água que gera energia aqui não poderia sê-lo também?
Já tem paraguaio olhando pra Itaipu de forma diferente.


Daltônicas

De contratos temporários

Já que entrega boa parte da aposentadoria aos dois filhos folgados, ela tem um contrato com Deus: não vai morrer tão cedo. Mas todas as partes sabem que, por mais que dure, o contrato é temporário.


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