RUTH BOLOGNESE
Pegou mal
Sinal vermelho no Palácio Iguaçu: o nepotismo ultrapassou aquela linha divisória entre os formadores de opinião e o povão. Já virou conversa de bar e meio mundo desaprova esta insistência do governador Requião em mobilizar a máquina pública para manter os parentes (todos eles) empregados no governo.
Se haviam dúvidas quanto a isso, a vaia dos Sem Terras, na quinta-feira passada, dirimiu todas.
Demissão e...
Em tempos difíceis, soluções drásticas. Para sair da arapuca nepotista, o governador Requião precisa que duas medidas: primeiro, chama todos os Requiões com cargos em comissão para jantar em Santa Felicidade, no Restaurante Madalosso (5 mil lugares sentados), e começar o discurso assim: ''Meus irmãos, sobrinhos, primos, cunhados: podem comer risoto e polenta à vontade. Depois, vamos cair todos na choradeira''.
... licença!
E para evitar reclamação em família e falatório do povo, a segunda (e não menos importante) medida: o próprio governador Requião anuncia licença do cargo até as eleições, como bem fez seu colega catarinense, Luiz Henrique, do PMDB, há poucos dias.
Vantagens
Veja, meu caro EL Supremo pré-licenciado, as vantagens destas duas medidas:
1) Sem nenhum Requião no governo, sem crítica da oposição contra Requião no governo;
2) O vice Orlando Pessuti é quem terá que comprar, diariamente, ração para aqueles pangarés todos da Granja do Canguiri;
3) O vice Orlando Pessuti é quem terá que agradar e receber aqueles pangarés todos que ficam de fora da Granja do Canguiri, mas dentro do governo;
4) E a vantagem maior: depois de seis meses de alegria e felicidade total, o povo do Paraná ficará tão embalado e tão agradecido que será capaz de tudo. Até de votar pela reeleição em outubro.
Vale ou não vale correr o risco?
Como candidato
O programa do PDT que vai ao ar na segunda-feira trará um senador Osmar Dias com cara, jeitão e perna de candidato. É um pré-lançamento oficial da campanha dele para o governo.
Se o carro engrenar, aí é só pegar a estrada.
Problemas tucanos
Dois problemas atingem o ninho tucano paranaense: 1) detentor do maior cargo com mandato, o prefeito Beto Richa não pegou o touro a unha nas articulações políticas do partido. A bem da verdade, nem chegou perto do touro; 2) o presidente do partido, Valdir Rossoni, repartiu o PSDB do Paraná em poucos feudos de deputados estaduais, não mais do que 50 municípios, com milhões de votos mas sem base partidária.
Nem Álvaro
Estes temas foram debatidos francamente na reunião em Brasília, semana passada, entre os tucanos locais e o senador Álvaro Dias. Francamente, para não dizer frontalmente.
Álvaro deixou bem claro que, agora, ''Inês é morta'' e ele não será candidato ao governo pra cumprir tabela.
Para lembrar
Para os tucanos de Londrina, ainda magoados com a ausência do filho de José Richa, o prefeito Beto, na visita do presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, à cidade, uma lembrancinha dele.
Viram como continua bonitinho o Alberto Roberto?
Spa para o futuro
Os mais próximos garantem que o presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão, anda muito mais entusiasmado com o grande centro de lazer que está projetando na região de Andirá, terra dele, do que com a política.
Está muito mais para Lorde de Andirá do que para Marechal Hermas.
Licença Já
Mas, vamos e venhamos, esta idéia do governador Requião licenciar-se do cargo para concorrer às eleições, não parece cada vez mais interessante? Só tem lado positivo, gente.
Por exemplo: sob a bandeira do Nepotismo Zero no Paraná, o candidato Roberto Requião, aí sim, poderá exigir que todos os deputados chamem seus próprios parentes instalados nos gabinetes e anunciem: ''vamos todos jantar no Madalosso!''
O que achas, deputado Hermes da Fonseca?
Daltônicas
De noveleiros
Louco pela ''Belíssima'', o avô japonês não perde um capítulo. Quando o irmão mais velho veio do Japão, fez um resumo detalhado da trama e agora, na hora da novela, traduz todas as falas.
O irmão já avisou que só vai embora depois do final da história.
[email protected]





