RUTH BOLOGNESE
Recado de Lula
Depois de uma conversa com um grupo de empresários do agronegócio paranaense em Brasília, o presidente Lula telefonou, semana passada, para o governador Requião e sugeriu imediata mudança na gerência do Porto de Paranaguá. Do contrário, o Governo Federal vai intervir. Mudança na gerência quer dizer tirar o Eduardo Requião de lá.
Tô nem aí
Pelo jeito a advertência de Lula não surtiu o menor efeito. O Palácio Iguaçu programou visita do companheiro Hugo Chavez, da Venezuela, para visitar o Porto nesta semana.
Quem ganha
É claro que o governador Requião ganha se conseguir Osmar Dias de vice na chapa de reeleição do PMDB, como está tentando. Consegue uma brecha de apoio no agronegócio (que prefere votar no Capeta) e um Senador com as pernas meio estuporadas, mas ainda com prestígio.
Quem perde
É claro que Osmar Dias perde muito sendo vice de Roberto Requião. Perde prestígio, fica menor e, definitivamente, a chance de ser Governador eleito. Aliás, esta ele já perdeu.
Boas pernas
E quem viu o senador Osmar Dias no sábado de Aleluia subindo, faceiro, as escadarias do Mercado Municipal de Curitiba, com sacolinhas de plástico nas duas mãos, concluiu que o problema nas pernas foi definitivamente superado.
E, cá entre nós, muito bem utilizado como desculpa para sair de fininho da candidatura ao Governo.
Barão da Mumunha
Se quiser ganhar os deputados para o projeto do Governo contra o nepotismo, o governador Requião poderia reler seu primeiro discurso como deputado na Assembléia Legislativa, feito há 23 anos.
Escolheu o então colega, Ervin Bonkoski como vítima preferencial e lhe ofereceu o título de ''Barão da Mumunha''.
Crime de Bonkoski: tentava empregar duas parentes na Fundação Cultural de Curitiba.
Cópia à disposição
O Palácio Iguaçu, onde reina o hoje auto entitulado ''Nepotista Militante'' e ardoroso contratador-mor de todos os parentes, pode procurar cópia do discurso inaugural do Chefe nos arquivos da própria Assembléia. Está tudo lá, psicografado, quer dizer, taquigrafado.
Mais reeleição
O atual presidente da OAB/PR, Manoel de Oliveira Franco, sonha com a reeleição. E já está se preparando pra isso.
Exercício da cegueira
Para quem atua numa área onde a informação é fundamental, o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, deveria se envergonhar de dizer, publicamente, em Londrina, como o fez, que desconhece a superlotação dos distritos policiais da cidade.
O que é isso, Companheiro? Pegou a cegueira do presidente Lula agora?
Comissionados na CMTU
Uma boa olhada na lista de nomes dos funcionários comissionados da CMTU de Londrina vai revelar que os vereadores que cantam de galo na Câmara têm seus parentinhos bem empregados por lá.
Até namorada de vereador foi indicada. Não se sabe o que vai acontecer com o namoro se ela tiver que entregar o cargo.
Casa de índio
Parece que o Luis Cláudio Romanelli, ex-secretário da Habitação, esqueceu que índio faz fogo no meio da oca, é hábito cultural deles. Construiu casas com piso e agora está tudo queimado.
Imprensa na berlinda
O jornalista Diogo Mainardes, de Veja, desancou dois grandes nomes do jornalismo político brasileiro, Francklin Martins (rede Globo) e Eliande Cantanhede (Folha de São Paulo), revelando as intricadas relações de ambos com o meio em que atuam.
Se olhasse para o Paraná, Mainardes ia ver, aí sim, o que são relações intrincadas entre tradicionais jornalistas políticos locais e governos, prefeituras, etc, etc
Revelações
Mais dia, menos dias, tudo será revelado aqui também. Jornalista, minha gente, é que nem pobre: tem que ter um triste amor à honestidade, como diria o mestre Guimarães. O resto é falcatrua mesmo.
Daltônicas
De sabores eternos
O prato favorito da minha mãe? Ela faz um arroz branco bem soltinho, e feijão novo, com caldo grosso. Como mistura, um ovo frito e salada de almeirão, cortado bem fininho e bem temperadinho.
Que chefe de cozinha pode superá-la?





