Erro de origem

Atenção, eleitores paranaenses: ninguém precisa perder tempo em acompanhar essa bobajada do governador Roberto Requião e do seu irmão, Maurício, que estão em conflito público com deputados estaduais por causa da Lei Antinepotismo. É tudo uma grande cortina de fumaça para esconder o principal, que é a contratação de toda a família Requião no Governo.


Deputados na moita

E a grande maioria dos deputados também tem seus parentes (ou apadrinhados) devidamente contratados em Cargos em Comissão. Cada um com suas cotas, que ninguém é santo.
Já se disse aqui e se repete: quem quiser combater o nepotismo, que demita seus próprios parentes, como diz a Constituição.
O resto é conversa mole em ano de eleição.

Monstro doente

A Rede Globo, com a boa ajuda de um advogado que se acha espertinho, transformou a estudante Suzane von Richthofen num monstro cruel. Não é. Uma menina de 19 anos que assassina os pais e, três anos depois, nem consegue chorar, é doente. Precisa ser tratada por psiquiatras e não ser submetida a entrevistas patéticas na TV.
Ao exibi-la e assisti-la, a sociedade age como se tripudiasse com portadores de doenças graves, anomalias físicas ou mentais.

Mudanças na Imprensa

O Grupo Paranaense de Comunicação (RPC) vai começar a distribuir gratuitamente o jornal regional que tem em Londrina. É a última cartada para tentar emplacar um projeto que não conseguiu decolar.
Esta é a segunda tentativa na área que o grupo RPC faz no Paraná, nos últimos anos e fracassa. Durante o governo Lerner, lançou o jornal ''Primeira Hora'' , um diário que pretendia ser mais leve e ágil, com circulação em Curitiba e região metropolitana, a um preço irrisório na banca. Ficou conhecido como ''P-Ó'' entre os próprios jornalistas e não deu certo.


Sem valor

Agora, ao distribuir seu jornal regional de graça em Londrina, a RPC corre o risco de ver seu diário ser rejeitado novamente pelo leitor, dentro daquela velha máxima de que ''almoço grátis não existe''. Ou, quando a esmola é demais até santo desconfia.


Com redibilidade

O que a imprensa do Paraná, governantes e políticos idem, com raríssimas exceções (esta ''Folha'' é uma delas) ainda não entenderam é que o leitor mudou: com Internet, rádios e TVs, está muito mais antenado do que nossa vã filosofia de jornalistas ousa imaginar. A necessidade, urgente, é de se ter uma informação limpa, sem jogos de poder, sem venalidade, onde não se tente enrolar o leitor todos os dias.
A imprensa do Paraná está há anos luz da nacional (que derruba um ministro por dia) e aqui nosso leitor, ao invés de abrir o jornal com gosto, abre é a boca. De tédio mortal.

ps6w13
Mauro Frasson/29-06-2002



Sem credibilidade

Mas, infelizmente, nesta área, o que falta é semancol. Aqui em Curitiba, as grandes ''mudanças'' anunciadas na imprensa num ano de Copa do Mundo e eleições como este de 2006, é um comentário diário do ex-governador Paulo Pimentel, na TV dele, que transmite o SBT. Nas fotos dos outdoors de promoção, Dr. Paulo parece que está empalhado, coitado.
Tem, também, um novo programa de notícias na Rede Record (RIC), onde a estrela mais conhecida é o ex-ministro da Saúde, Alceni Guerra, que vai dar conselhos pra saúde da família.


Outro nome

O nome disso não é, nem nunca foi, jornalismo. É interesse político, puro e simples, pra ganhar visibilidade. Ora, o Governador Requião faz propaganda pessoal há três anos, todos os dias, na TV Educativa, com dinheiro do contribuinte. E nenhum promotor público vê isso. Nem a TV e muito menos a imoralidade.
Mas não tem mais leitor, ou telespectador bobo, não, gente. Se não reage, pelo menos já está sabendo.


No Coxa

E só pra concluir, ainda em seara própria: nem bem deixou o departamento de Marketing da Unimed Curitiba, o jornalista Hudson José assume o mesmo cargo no Coritiba. Hudson já trabalhou com o presidente do Coxa, Giovanni Gionnédis. Foi no governo Lerner, quando era porta voz do Governador e Giovanni, o então poderoso secretário da Fazenda.
O Coxa precisa mesmo de bons profissionais. E não só no campo.


Daltônicas
De falta de imaginação
No curso de Direito, o professor atento observa: ''Em todos os filmes norte americanos sobre tribunais de Júri e grandes julgamentos e até em faroestes, os juízes tem sempre o mesmo nome, Marschal.''
Na mosca.

mockup