O relatório Serraglio


Ele é baixinho, casou tarde, fala sempre no mesmo tom, parece sempre tranquilo e, neste momento da política brasileira, é o paranaense que está no bico do corvo: o extenso relatório da CPI dos Correios,apresentado ontem, antes ainda de ser concluído, já recebia críticas de petistas, tucanos, por incluir políticos e empresários e por não incluir políticos e empresários.


Pressões e mídia

Na verdade, ninguém esperava nada deste deputado que veio de Umuarama e era praticamente um desconhecido do resto do Estado. Durante os últimos meses,os mais difíceis de sua vida parlamentar, Serraglio deve ter resistido a pressões inimagináveis e soube lidar com o assédio da mídia, ao que a grande maioria dos políticos sucumbe.


Sem Lula

E porque não jogou o presidente Lula as feras, como os tucanos queriam e esperavam, Serraglio, que sempre agiu com seriedade, vai receber patadas de tudo quanto é lado.
Mais uma prova de que a maldição das CPIs existe e ronda o Congresso Nacional.



Motivo de vergonha (1)
Deve ser motivo de vergonha de todos os paranaenses o comportamento da Assembléia Legislativa nesta discussão ridícula de um projeto de nepotismo a poucos meses da eleição.
É puro jogo de cena porque bastava apelar para a Constituição Federal e exigir de todos os órgãos públicos, poder executivo inclusive, a demissão de todos os parentes.


Motivo de vergonha (2)

Deve ser motivo de vergonha de todos os paranaenses o comportamento do governo Requião, que retira seus deputados do plenário da Assembléia Legislativa para evitar a aprovação do projeto contra o nepotismo a poucos meses da eleição.
É puro jogo de cena porque o governo Requião, se quisesse mesmo o fim do nepotismo, simplesmente demitiria todos os parentes, família Requião inclusive, de órgãos públicos.



Atraso na província

É justamente um debate atrasado, inútil e eleitoreiro como este do nepotismo que nos remete à província fora de época em que vivemos no Paraná. Tanto a Assembléia como o Governo deveriam colocar o rabo entre as pernas, seguir a Constituição na questão do nepotismo e passar a tratar de assuntos mais urgentes e de real interesse coletivo
Foi exatamente isso que o Judiciário fez.


Igual na fotografia

Os marqueteiros debruçados em pesquisas e estudos da próxima campanha eleitoral descobriram a pólvora: tanto a idade como o discurso e a postura mostram que os três principais candidatos na eleição majoritária de 2006 , Roberto Requião, Osmar e Álvaro Dias são exatamente iguais na fotografia.
Para o eleitor, mais ainda.


Estabelecer a diferença

É só prestar atenção: os três mosqueteiros aí de cima são críticos do governo federal, falam bem em público, abominam a corrupção, pertencem àquela faixa perigosa onde ainda não são vistos como velhinhos mas já não empolgam tanto como o empresário André Santana, de Belíssima.
Marqueteiros ficaram ricos justamente por descobrir, ou inventar, o diferencial na hora crucial.

O PT e os carguinhos

Quando se observa este apego inexorável do PT de Londrina pela empresa municipal Sercomtel a gente acaba concordando com o governador de fato do Rio, Antonhy Garotinho: O PT é mesmo o partido da boquinha.


A Fiep, a ACP e o Governo

O Palácio Iguaçu se esforça para manter em rédea curta as duas principais entidades empresariais do Paraná, a Federação das Indústrias e a Associação Comercial.
O nome de Virgílio Moreira, atual secretário da Indústria e Comércio, é o mais cotado como candidato único para concorrer à presidência tanto da ACP como da Fiep.


Daltônicas
De endereço certo
Lá de Planaltina o parente manda o endereço para a família em Curitiba: ''É só procurar o Mineirinho Velho na Prefeitura. Sou eu, não trabalho lá, mas qualquer um me acha''.

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