A solução dos precatórios

Está nas mãos do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a chance de resolver um imbróglio paranaense que dura há pelo menos 7 anos, tira do tesouro do Estado R$ 6 milhões por mês e promete se estender por séculos e séculos, amém.

É a dívida dos famosos precatórios, aqueles mesmos títulos de Alagoas, Santa Catarina e das cidades de Osasco e Guarulhos, comprados durante o Governo Lerner , não honrados e que redundaram num mico de R$1 bilhão para o Estado pagar ao Itaú.
Não é erro de grafia, não, é R$ 1 bilhão mesmo.



Solução definitiva

Na última ida do governador Requião a Brasília, aquela em que ele mastigou mas não engoliu os caroços de mamona, foi apresentada a proposta de que cada Estado ou Município, ou seja do vizinho Santa Catarina até o pessoal de São Paulo, Osasco e Guarulhos, fique com seus títulos podres, ou seja, cada um com seus ''pobremas''. Isto reduz a dívida do Paraná para R$ 200 milhões e ainda dá chance de negociar pagamento parcelado com o Itaú.



Ecos do Passado

A história destes títulos é recuerdo do Governo Lerner, que ficou sem uma explicação convincente até hoje. Na mesma linha das aplicações dos fundos de pensão da Copel e da Sanepar no falido Banco Santos.
E por incrível que pareça, só Alagoas honrou os títulos comprados pelo Paraná, daí os R$ 200 milhões que o nosso Estado assume e pretende pagar ao Itaú.


Segundo erro

O resto é o mico de R$ 800 milhões que ficou no Banestado e depois foi repassado como a receber para o Itaú. E técnicos do atual Governo ainda hoje garantem que o segundo erro do governo Lerner foi justamente este, o de assumido o mico na venda do Banestado para o Itaú.
Claro, o dinheiro era público e a dívida do sucessor. Sopa no mel.



Multa

Mas o ministro Paulo Bernardo gostou da solução e, se emplacar, livra o Paraná da multa de R$ 6 milhões/mês que fica retida na secretaria do Tesouro Federal e acaba de vez com a lenga lenga judicial.
Vamos lá, ministro, tome tenência. Se ficar tudo resolvido, vale uma estátua na Concha Acústica de Londrina e , se o senhor se interessar, até um implante de cabelo no mesmo salão do senador Álvaro Dias. Tudo pago pelo erário.


Cursinho rápido

Já que os 10 milhões de paranaenses serão submetidos aos discursos dos deputados estaduais, diariamente, através da TV Assembléia, que tal um curso de gramática rapidinho?
O número de ataques (terroristas) à concordância e à sintaxe cometido no plenário da Casa do Povo consegue superar os erros primários de português feitos aqui neste espaço.
Com duas diferenças: eles são 54 e ganham mais de R$ 50 mil por cabeça.


Magoou

O diretor do Detran, Marcelo Almeida e o deputado Mauro Moraes (PL) romperam. Não vão mais disputar as próximas eleições com Almeida na Câmara e Mauro em casa, aqui na Assembléia.
Mauro Moraes está inconsolável e anda até maldizendo o nome do outro.



Outra dívida

E o PMDB não pagou até agora os R$ 80 mil que deve para produtoras locais pelos últimos filmes do horário gratuito do partido.


Só para sábado

O ex-deputado Hélio Duque tem toda razão quando diz que o presidente Lula delira ao afirmar que está fazendo história ao repartir com os pobres o dinheiro arrecadado dos ricos. Só na remuneração da dívida pública, o governo petista destinou R$110 bilhões para os muito ricos e somente R$7 bilhões para os muito pobres.
Isso já nem pode ser chamado de concentração de renda. É o efeito Robin Hood ao contrário.


Diálogo

E, para concluir, e para quem não leu, o diálogo imaginado pelo humorista carioca Tutty Vasquez entre o presidente Lula e a rainha Elizabeth:
A certo momento da falta de assunto, Lula puxou assunto com Elizabeth II:
- A senhora é parente do Zé?
- Que Zé?
- O Zé Rainha, ué!


Daltônicas

De adaptações

Aos 10 anos o menino revela para a mãe que já beija na boca a namorada.
Só que, como ambos ainda usam, tiram antes e ao mesmo tempo, os aparelhos de correção dos dentes. Pra não enroscar tudo.

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