RUTH BOLOGNESE
O que espanta
Não é só porque 6 mil cabeças de gado estão sendo abatidas a tiros no Paraná por suspeita, vejam por suspeita, de aftosa, que a gente se espanta.
É a frouxidão paranaense que se rende à matança. Frouxidão que começa no capataz da fazenda, passa pelos pecuaristas, entidades de classe, deputados, senadores e adentra o Palácio Iguaçu.
Queria ver matar bezerro a tiro e jogar em valas de terras gaúchas.E por desconfiança de febre.
Novo secretário
Já está decidido o nome do novo secretário de Planejamento do Paraná que substitui Reinhold Stephanes: é o diretor geral da Secretaria da Fazenda, Nestor Bueno.
Funcionário antigo de carreira do serviço público, contabilista de mão cheia, Nestor toca, na prática, a Fazenda, o que deixa o titular Heron Arzua livre para atuar no seu próprio chão, a área tributária, onde está entre os melhores do País.
Coincidência
A nomeação de Nestor Bueno fecha um ciclo que começou há 40 anos na prefeitura de Curitiba quando Stephanes assumiu a secretaria da Fazenda com apenas 25 anos (o mais jovem a ocupar o cargo no Brasil), e era um ''pão''. A partir daí, sempre acompanhou tanto Stephanes como Heron nos cargos públicos que ambos ocuparam no Paraná.
Além de premiar a competência e a seriedade, o novo cargo é uma homenagem de Heron, Stephanes e do Governo a Nestor Bueno.
Gente competente
O governo Requião também tem ilhas de competência, como qualquer Governo. Esta área, Fazenda/Planejamento, é uma delas.
Com a posse de Nestor Bueno, Reinhold Stephanes assume a cadeira de deputado federal em Brasília no final do mês e continua a batalha pela reeleição.
Lá vem chumbo
Se você se chama José Janene, José Borba, Toni Garcia ou Youssef, é ou foi deputado, lida com dólares, ou é advogado e ou magistrado, fã de delação premiada, tenha cuidado. Depois de 4 meses preso na Polícia Federal, o advogado Roberto Bertholdo quer falar diretamente com o Procurador Geral da República.
Está se sentindo abandonado pelos ex-assessorados e quer contar grandes causos.
O primeiro
E já começou: diz que o ex-deputado Toni Garcia declarou na Justiça Eleitoral que gastou R$ 33 mil na campanha para o Senado e, na verdade, gastou R$ 2 milhões.
Por este pecado o Toni Garcia não pode pagar sozinho. Tem a companhia de todos os políticos que concorreram a algum cargo eletivo no Brasil desde que inventaram a urna.
Sobre o Bertholdo
Um famoso publicitário de Curitiba, que fez a campanha de Toni Garcia está muito incomodado porque recebeu depósitos diretos de Bertholdo na conta corrente, conforme saiu aqui outro dia.
O que motivou um advogado, também famoso, a contar que ele também está muito incomodado porque trabalhou na campanha e não recebeu depósitos diretos de Bertholdo.
É a vida!
Com Garotinho
O ex-ministro, Dr. Zé Eduardo, foi um dos entrevistadores ontem do pré-candidato à presidência pelo PMDB, o Garotinho, na série criada por EL Supremo para a TV Educativa que vai ouvir todos os presidenciáveis.
Candidatíssimo
Mas Dr. Zé Eduardo acha mesmo, porque conhece profundamente a ''peça'', que o candidato mais assumido à presidência no Brasil hoje é FHC, conforme editorial publicado nesta ''Folha'', domingo. Com aquele jeitinho de sociólogo aposentado, FHC está levando todo mundo no bico, de Serra, a Alckmin e Aécio Neves, para surgir, depois como o grande nome à sucessão de Lula.
E Lula adora, porque considera FHC o adversário mais fácil de derrotar.
Belo trabalho
Reportagem das boas foi o trabalho dos repórteres Fernanda Mazzini, Fábio Cavazotti e Paulo Wolfgang (fotógrafo) desta ''Folha'', ontem sobre, o abate do rebanho paranaense suspeito de aftosa.
Por que? Porque tiveram a sensibilidade de tratar um assunto econômico relatando também a forma com que os animais estão morrendo.
''A partir dos primeiros tiros, que miram a parte frontal da cabeça, os outros animais instintivamente se viram e tentam abaixar a cabeça. A morte é instantânea''. É o que contaram os repórteres.
Daltônicas
De adaptações
Estou sedentária, diz a menina magrinha de 4 anos. Queria dizer que estava com sede.





