RUTH BOLOGNESE
Reforma da boa
O prefeito Beto Richa (PSDB) fez sua reforminha do secretariado (poucos saíram, outros só trocaram de cadeira) pelo prisma pequeno e ardiloso dos assessores mais próximos. Não captaram? É o seguinte: mandou seu vice, o médico Luciano Ducci, cuidar da saúde e colocou Antônio Poloni (ex-Jaime Lerner) na estratégica e recém criada secretaria de Planejamento da Prefeitura.
Evitar surpresas
Matou dois coelhos: o vice enfraqueceu e Beto não corre mais o risco de provar do seu próprio veneno. Todo mundo lembra que, condição de vice de Cássio Taniguchi, Beto subiu nas tamancas e viabilizou-se como candidato à sucessão à revelia do titular. Pequeno desvio de conduta política que, nos dias de hoje, não surpreende ninguém mais.
Agora, com Antônio Poloni tem um peão de primeira para administrar a prefeitura sem o perigo de ser surpreendido pelas costas.
Só mídia
Na sinceridade, a administração de Beto Richa em Curitiba, até agora, é uma brincadeira de casinha. Ele cuida de um postinho de saúde aqui, abaixa um pouquinho a tarifinha do transporte alí, instala um aviso de radarzinho acolá, e assim vai.
As duas grandes realizações que poderiam marcar sua passagem no cargo (as obras do Eixo Metropolitano e a mãe de todas as licitações, a do transporte coletivo) ainda não deram o ar da graça.
Da ONU
Mas todo mundo sabe como são estas coisas: se não fez nada de razoável como prefeito, Beto Richa também não cometeu nem um grande equívoco. Então, com o encontro da ONU agora em março em Curitiba ele se projeta na mídia, termina o mandato dizendo que baixou a tarifa do ônibus conforme o prometido e eis aí uma reeleição praticamente garantida e o caminho do Palácio Iguaçu ajeitado.
É a mediocridade fazendo história política. Quase sempre dá certo.
Depressão
E o prefeito dinástico de Maringá, Silvio Barros II, revelou aos seus colegas que, de tanto atender cobrador de dívidas deixadas pelo PT, está prestes a entrar em depressão.
Não deprima, Prefeito, não deprima!
Leão, Leão em Londrina
A empresa-símbolo do PT de Ribeirão Preto, mui conhecida no ano passado nas CPIs de Brasília, a Leão, Leão, está em Londrina, realizando serviços de concretagem e atende pelo nome de Leão Engenharia.
Atua também nas cidades de Maringá, Cornélio Procópio, Andirá e adjacências.
Incrível!
Da apresentadora Fátima Bernardes, no Jornal Nacional de anteontem à noite: ''O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) informa que não teve nenhuma influência sobre o depoimento da ex-assessora do PT de Londrina, Soraya Garcia, na CPI dos Bingos em Brasília''.
E ela leu a frase sem nem piscar.
Motivação
A determinação de Soraya Garcia em seus depoimentos em Brasília, elogiada por membros da CPI, tem muito a ver com problemas pessoais enfrentados por ela atualmente.
Em mulheres, o coração dita regras, impõe comportamentos e geralmente conduz a gente pro buraco.
Meu garoto
Mulheres do Paraná, uni-vos: o Ministério do Trabalho está atrasando o processo de autorização que dá ao novo técnico do Atlético Paranaense, Lothar (meu Deus do Céu) Matthaus, o exercício legal da profissão no Brasil.
Vamos todas para Brasília, meninas, vamos empunhar nossas bandeiras e exigir rapidez da burocracia!
Ele fica! Ele fica! Ele fica!
Ao mestre com carinho
Luiz Geraldo Mazza fez aniversário ontem, data que deveria ser feriado nacional para a imprensa. Que chegue aos 100, aos 120 com a lucidez de sempre.
E continue importunando ''os Cara!'' Vai lá, Mazza!
Só para sábado
Sem saída
O HSBC continua com dores de cabeça: uma fiscalização mais exigente dos bombeiros e da Prefeitura de Curitiba terá de avaliar se o Teatro Avenida - em plena Boca Maldita - dispõe ou não de saída de emergência. Se não tem, como acontecia até meses atrás, o teatro é uma bomba relógio, em caso de emergências, impossibilitado de escoar centenas de espectadores.
Com saída
A solução para o Teatro Avenida resolver o problema está num pequeno edifício de três andares, contíguo à sala de espetáculos. Dele poderia vir o caminho salvador (porta de emergência). A dona do imóvel, uma idosa alemã, comerciante, vida confortável, não arreda: não vende, não cede passagem. Acha que o problema é do poder público que até agora não cuidou do assunto.





