O momento
A candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao Governo do Paraná já teve dias melhores. Ele ''esterça'' pra direita, ''esterça'' pra esquerda, mas não engrena.

Botto na mira
Tem gente graúda (e bem informada) distribuindo boletins apócrifos contra o procurador geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda. Tão bem montados que só podem ter sido feitos por advogados, ex-procuradores ou procuradores recentemente demitidos do Governo.

Intermediação
Bem, já que a comitiva do governo paranaense voga em Caracas, o governador Roberto Requião, com aquela diplomacia histórica que caracteriza sua personalidade, poderia intermediar os conflitos entre a Venezuela de Hugo Chávez (amigo dele) e o México de Vicente Fox (que não é amigo de ninguém). Seria o início da Guerra dos 100 anos nas Américas.

Pouco seguro
A oposição ao governo Requião precisa rever alguns dados antes de botar a boca no mundo. Acusou a Secretaria de Educação de ter feito seguro com a famigerada Interbrazil, de influência petista, que está mais suja do que pau de galinheiro no mercado. O único vínculo da SEAD com a Interbrazil é o seguro obrigatório no valor R$ 136,32 de uma Van, que caiu por sorteio no pool das seguradoras do setor.

Governo mudo
Agora, se a SEAD não tem nada a ver, a Copel e o Porto de Paranaguá tem muito. Fizeram seguros milionários com a Interbrazil que faliu e o Governo do Estado não deu um piu para explicar tudo isso.

Na Opus Dei
No livro 'Opus Dei - Os Bastidores', entre os 10 mais vendidos de Veja na temporada e que conta a história da secretíssima associação católica, quatro brasileiros são citados como os seguidores mais importantes do País. Entre eles, um paranaense, o advogado Guilherme Doring Cunha Pereira, um dos maiores especialistas em Direito de Mídia e Imprensa no Brasil.

Os outros
Os outros três são o escritor e jornalista Carlos Alberto Di Franco, o jurista Ives Gandra Martins e o bispo de Nova Friburgo, dom Rafael Cienfuentes. A ''Opus Dei'', explicam os entendidos, é uma prelazia pessoal, ligada diretamente ao Vaticano, e atua em áreas específicas sem depender da Diocese local.

Sobre as velhinhas

A história das velhinhas da Associação das Damas de Caridade, ameaçadas de serem despejadas pela Arquidiocese de Curitiba, impactou a vizinhança. No total são 17 senhoras, algumas com mais de 90 anos, que estão lá há 30, 40 anos e nem pensam em se mudar. A arquidiocese pede que saiam para dar outro destino ao terreno, de grande valor de mercado. Os vizinhos e parentes das velhinhas querem ver a caveira da Arquidiocese por causa disso.

É pra ficar
O Ministério Público do Paraná já deu um chega pra lá na Arquidiocese e mandou as velhinhas ficarem sossegadas. Ninguém vai precisar sair de lá, não.

Sempre as imagens
(REPETIR AS DUAS FOTOS DA PRIMEIRA PÁGINA DA FOLHA DE TERÇA, DIA 15)
O feriado já foi longe, a coluna não saiu ontem, mas é preciso falar sobre duas fotos, publicadas nesta 'Folha' na terça-feira: o flagrante do policial apontando a arma para uma mulher, (foto de Paulo Wolfgang) no Camelódromo, região central de Londrina é de arrepiar, de medo; e a expressão de Mauricio Kawakami, pai de Rafael Kenji, o jovem dekassegui morto no acidente do Japão, (foto de João Mário Goes) é de chorar. De dó.

Militão nas alturas
E o coleguinha-colunista, Oswaldo Militão, foi indicado o jornalista mais conhecido do Paraná, pela pesquisa Top of Mind da revista ''Amanhã''. São 43 anos de 'Folha de Londrina'. Que beleza, hein Militão? Isto é que é prestígio, o resto é fuleragem.

Mais 40 anos
Para os familiares de Maringá que já olham torto, informo: dentro de, no máximo 42 anos, e uns 1.500 processos na Justiça depois, também esta brava jornalista estará apta a receber um prêmio assim. Isto se, até lá, a família Requião, a aftosa, o pedágio, a ferrugem da soja e o PT não tiverem acabado com a jornalista, com o Paraná e com o Brasil. Nesta ordem.

Daltônicas

De consumo
Moradora da fronteira com Ciudad Del Este, ela evita o fascínio das compras baratas. Tem medo de, de repente, acordar numa casa mexicana, bem colorida e repleta de coisas inúteis.

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