Sem aftosa

Depois de 21 dias de agonia, ufa, não temos aftosa. Agora os produtores podem pedir indenização ao governo Federal pela incontinência verbal do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. E, também, pela atuação desastrosa do Governo do Paraná, que ficou na base do ''Ah é?'' enquanto a pecuária local ia para o brejo.

Rancor antigo

Ao espalhar, com tanta rapidez, que a pecuária do Paraná estava febril, o ministro da Agricultura deu até a impressão que queria se vingar. No ano passado, o governador Requião o chamou de ''Homem da multinacional Monsanto'' por causa da posição dele pró transgênicos.

Quem paga o pato?

É claro que o ministro Roberto Rodrigues não trataria um assunto como a aftosa na base da picuínha com o Governador. Mas, diante de uma situação destas, um bom relacionamento do Governo local com a chefia muda tudo.
É sempre assim: o governador briga com o ministro Rodrigues, o ministro Paulo Bernardo briga com a poderosa Dilma Roussef...e, nós, paranaenses, é que acabamos tirando algum do bolso pra pagar o pato.


No topo, de novo

Com a divulgação do relatório parcial da CPI dos Correios, os deputados Maurício Fruet (PSDB) e Osmar Serraglio (PMDB), provaram que a cobra existia mesmo, mataram o bicho e mostraram o DNA da cobra e do pau que a matou.
Eeeeh deputados pra dá gosto estes dois, viu!


Sem dor de cotovelo

O senador Osmar Dias (PDT) telefonou pouco antes do almoço, ontem, pra dizer que não está com dor no cotovelo (até porque se aquietou e voltou pra Tereza, mãe das duas filhas), e sim no tornozelo, problema que o obriga a ficar com a botina em cima da mesa.


Pela soja

De volta ao Senado após licença médica para tratar de um problema circulatório, Osmar garante que está mais vivo do que nunca, o que contraria a versão dos adversários. Falou bastante sobre a aftosa, perigo que antecipou há muito tempo, e sobre outro problema que ameaça a agricultura do Paraná, a ferrugem na soja.


Feijão queimado

E o senador falou tanto que o feijão queimou no fogão lá de casa, o cheiro invadiu o prédio inteiro e foi preciso explicar a razão pros vizinhos depois. Resultado: ele perdeu uns votinhos lá.



Pra compensar

Mas tem compensação. Ontem, ao saber dos dodóis do Urtigão até a Heloísa Helena, aquela mesma do PSOL, ofereceu-se como enfermeira, com toquinha branca e tudo. Diz que será bem ''bonzinha''.



Companheiras e distantes

A diretora financeira da Itaipu Binacional, Gleisi Hoffmann, do PT, seguiu no mesmo vôo Curitiba-Brasília que a ex-assessora do PT, Soraya Garcia, principal denunciante do Caixa 2 na eleição de Nedson Micheleti de Londrina.

Sem conversa

Apesar de tantos assuntos em comum, as duas nem se olharam.Agora, se quisessem colocar o papo em dia, poderiam ir tricotando do Oiapoque ao Chuí.

Sob pressão
O advogado curitibano Roberto Bertholdo, preso há uma semana na Polícia Federal, está numa pressão danada para falar tudo o que sabe e até o que só sabe de ouvir falar. A mulher dele, Adriana, só o vê como advogada constituída e, na última visita, Bertholdo veio com algemas nas mãos e nos pés.
A PF destrói o psicológico primeiro e pergunta depois.


Ex-candidato

O vereador curitibano Rui Hara (PSDB), secretário de Assuntos Metropolitanos de Beto Richa, não quer concorrência na colônia japonesa local. Era candidato a deputado federal até o ex-prefeito Cássio Taniguchi anunciar a disputa por uma vaga na Câmara.
Rapidinho como um sagui, Hara mudou de idéia: agora quer ir para a Assembléia.


Sobre a Aguativa

O secretário Luiz Eduardo Cheida, do Meio Ambiente, esclarece que a licitação para o encontro de 299 secretários municipais do meio ambiente na região Norte, em dezembro, não foi dirigida para o Thermas Aguativa, de Cornélio Procópio. Apesar das exigências do edital baterem ipsis literis com as condições do local, o que até poderia dispensar o processo, optou-se pela licitação justamente para evitar falatórios.
Pelo jeito, a licitação está correta, mas não evitou os falatórios.

Daltônicas

De referências
Moradora de um grande apartamento no centro da cidade, ela continua fiel às referências da vida sem luxos nem mordomias.
''Como os cômodos são imensos, tenho que pegar o ônibus Ligeirinho para atender ao telefone na sala'', diz.

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