As louras na política
Um arguto observador da política e das mulheres descobriu: A grande maioria das paranaenses com participação ativa na política é loura. Das deputadas estaduais já eleitas como Cida Borghetti (PP), Arlete Caramês (PPS), Luciana Rafagnin (PT), Selma Schons (PT) e Dra. Clair (PT), até as que pretendem concorrer no ano que vem, como Glesi Hoffmann (PT), Emília Sales (PFL) e Nely Almeida (PSDB).

Haja Wellaton
Todas elas, direta ou indiretamente, são descendentes de povos brancos europeus (eslavas, alemãs ou italianas) mas carregam no Wellaton para clarear as pontas ou cobrir as raízes dos cabelos. E devem saber (ou sentir) o que gente da moda já decretou há milênios: nada como um cabelo louro para chamar a atenção em qualquer recinto.
Eis aí uma grande vantagem na seara política.

Sem louros
Entre eles, pelo menos no primeiro escalão, não há louros. Começa com Rubens Bueno (PPS) grisalho à la Crecin 2000, Osmar Dias (PDT) inexplicavelmente cabelo preto & barba branca, Roberto Requião (neve à la velhinha americana), o petista Flávio Arns (cor não lembrada) e Álvaro Dias (PSDB) impecavelmente castanho escuro cinza natural de fabricante não divulgado.
E há os tons dourados de Nedson Micheletti (PT) que, segundo ele, só se consegue sob o sol do Norte do Paraná.


Como as asas da graúna
Quem resiste no pretinho básico é a deputada Elza Correia (PMDB). Conserva as madeixas como as asas da graúna e segue o exemplo de Cristina Fernandez, mulher do presidente Kirchner e eleita senadora na semana passada com votação recorde.
Morena, de cabelos longos e escuros, ela é exceção na Argentina, maior mercado de tinturas para cabelos louros do mundo. Tem mais loura lá do que na Dinamarca.

Nada a ver
Leitores exigentes hão de se perguntar: qual a importância de se discutir a cor dos cabelos dos políticos em jornal sério? Nenhuma importância. Mas se o assunto da semana é o presente de US$ 3 milhões de Fidel Castro para o PT por que não elevar o debate pras cabeças, não é mesmo?

Dólares furados
A matéria da ''Veja'' sobre os milhões de dólares de Cuba é mais útil para a oposição cubana, se é que ainda existe. Falar em doação de US$ 3 milhões para o PT eleger Lula num País onde não se tem nem grampo de cabelo é coisa pra derrubar o Fidel Castro numa baforada do charuto Cohiba.

O governador e a crise
Enquanto produtores paranaenses jogam milhares de litros de leite in natura fora e esperam, há 8 dias, o resultado de exames da aftosa de um laboratório de Belém do Pará, o governador Roberto Requião deu as seguintes declarações à imprensa:
1) Anunciou que vai chamar o irmão-lobista do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, para trazer verbas e indenizar os prejuízos da pecuária local;
2) Demitiu, dizendo palavrões em público, o delegado Wallace Mamede de Castor que, num acidente de trânsito, apontou um revólver para o motorista de um ônibus;
3) Sugeriu que os 300 prefeitos do Paraná, insatisfeitos com os parcos recursos das prefeituras, renunciem aos seus mandatos.

Problemas de condomínio
O deputado federal Airton Roveda (PTB), minerador, comerciante e pecuarista da região de São Mateus do Sul, precisa conversar, com urgência, com seus vizinhos do edifício da Visconde Guarapuava, no Batel, bairro nobre da Capital.
Questões do condomínio que continuam em aberto levaria a traço se fosse feita uma pesquisa no prédio sobre a reeleição do morador mais ilustre.

Do país cartorial
Pauta para a imprensa: para se obter um certificado negativo de débito de empresa na agência central do INSS, em Curitiba, o empresário precisa chegar na fila por volta das 4 horas da matina. Apenas 10 senhas são distribuídas diariamente e todo mundo é atendido até as 9 horas, no máximo.
A pergunta é: o que fica fazendo o pessoal do INSS no resto do dia?

Daltônicas
De incentivos
Pouco antes de se submeter a cirurgia complicada, a mãe ouviu o conselho da filhinha de 3 anos, fã do desenho ''Procurando Nemo'', que dizia: ''Não pare de nadar, não pare de nadar''. Não parou. E safou-se.

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