RUTH BOLOGNESE
Aposentadoria tranquila
Pois que o deputado federal José Janene (PP-PR) inaugurou uma nova fórmula de seguir tranquilo pela vida: com a aposentadoria por invalidez (ele tem problemas cardíacos graves) não precisa renunciar e pode esperar o processo de cassação do mandato sem tensões.
O laudo médico que confirmou a doença já foi liberado pelo serviço médico da Câmara dos Deputados. A aposetandoria ainda não foi concedida.
Exemplo válido
Diante de uma classe política em todos os níveis, do municipal ao federal que, com pouquíssimas exceções, é uma vergonha nacional, vários outros deputados poderiam também pedir a aposentadoria não por problemas cardíacos reais mas por invalidez mesmo.
A Grande Família
Em Santa Fé, região Norte, o nepotismo é mais resistente do que na família Requião. O pai/prefeito, Pedro Brambilla (PMDB-PR), foi cassado e assumiu o filho, Fernando, que agora desfruta da companhia do próprio pai na chefia de Gabinete e da mãe, Dulcilene, como assessora jurídica. O tio Alceu continua secretário de Obras.
Substituições
Uma pesquisa do Núcleo de Estudos do Futuro, da PUC de São Paulo, mostrou que até 2010, ou seja, daqui a cinco anos, 70% dos produtos fabricados atualmente vão deixar de existir.
Se a gente olhar em volta, vai confirmar que é verdade. A televisão engoliu o DVD, o rádio e o videogame. O celular acopla o computador, o rádio, a máquina fotográfica e por aí vai.
Na política
Se a mesma proporção fosse aplicada na classe política, seria a glória. Daqui a cinco anos, poderíamos ter o Lula com a cabeça do Zé Dirceu, a mão de veludo do Delúbio Soares e a gramática do professor Luizinho. Melhor não.
Na lista do TST
Na lista das 60 empresas estatais e privadas com o maior número de ações do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a América Latina Logística (ALL) é a campeã do Paraná, com 1.082 processos. É a segunda vez que o TST faz este levantamento para despertar o interesse das empresas em resolver melhor seus conflitos trabalhistas.
A ALL, é bom lembrar, assumiu a antiga Rede Ferroviária Federal, com o passivo trabalhista.
Sobre uma sentença
A primeira sentença a gente nunca esquece: nesta semana, o juiz Fernando Paulino da Silva Wolf Filho, da 13 Vara Cível de Curitiba, julgou improcedente o pedido de indenização feito pelo genro do ex-governador Jaime Lerner, Cláudio Prosdócimo Hoffmann, por causa de uma nota publicada ainda nos tempos em que trabalhava em outro jornal.
A nota era justamente sobre o grau de parentesco de Cláudio, seu trabalho na agência de publicidade Heads e o tráfego de influência no Governo passado.
Despertar o público
O Juiz Wolf Filho, em sua sentença, diz que ''numa democracia como a nossa, ainda incipiente, deve-se também reservar à imprensa o papel instigador, para a partir dos fatos verdadeiros e outros indícios, despertar o público da letargia que o sistema de outrora lhe impôs, para que pare para pensar que existe mais coisa entre o céu e a terra do que a filosofia vã possa explicar''.
Com clareza
Falou pouco e falou tudo! É exatamente este o sentido da coluna que escrevo todos os dias. O ganho desta causa foi o primeiro suspiro de alívio diante da avalanche de ações que correm na Justiça por conta de informações divulgadas aqui. Continuaremos resistindo até o último leitor.
Três constatações
E é preciso reconhecer que:
1) Enquanto tivermos juízes com esta visão, independente e corajosa, estaremos assegurando a informação, também independente e corajosa, no Paraná.
2) Nunca me canso de agradecer aos advogados René Dotti e Patrícia Nymberg a quem o próprio juiz elogiou a clareza e reconheceu o prestígio.
3) Que Deus, a Justiça e o protocolo me perdoem, mas que o juiz Wolf Filho é um verdadeiro pitéu assim, de um ponto de vista meramente de fachada, lá isso é. Com todo o respeito, que beleza de homem, Gente!
Só no sábado
Os paranaenses franziram a testa na semana para:
1) No governo Requião, a febre aftosa abaixa ou acaba?
2) Se Foz for Iguassu o Palácio também o será?
3) Tião Higino melhorou?





