RUTH BOLOGNESE
Proibição
Aviso importante: está proibida, em todo o Paraná, reunião de animais de casco repartido. De casco liso, pode.
Escolha em Brasília
Será no próximo dia 8 a eleição do novo coordenador da bancada do Paraná em Brasília. Tudo conduz para o afável Dilceu Sperafico (PP), de Toledo.
Depois disso, talvez, os deputados paranaenses voltem a lembrar que o Paraná existe e enfrenta problemas urgentes.
Sem seguro
Por que o governo local não está preocupado com a ameaça da aftosa? Porque os bois não têm seguro da Interbrasil. É a piada em Brasília. Eles acham graça nisso. 'Nóis', não.
Dia de noivo
Atenção esteticistas, cabeleireiros, pedólogos e personais stylings que atendem no eixo Brasília-Rio-São Paulo. Trabalho à vista: o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) será o entrevistado do programa Jô Soares, na segunda-feira.
Com terno azul, senador? E o penteado, de que lado vai ficar? Esqueça a idéia da pintinha no rosto. E 'pega-rapaz', nem pensar. Está ultrapassado.
Com dona Ivete
Em pleno fervo do Conselho de Ética, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) veio ontem, no começo da noite, para Curitiba para abraçar a mãe, dona Ivete, que completou 66 anos e passou a tarde preparando camarão.
Ai dele, se não viesse. E ai de mim que revelei a idade dela.
Arquivo Folha/23-03-2005
Beto Richa, prefeito de Curitiba
Beto Solidário
O prefeito Beto Richa (PSDB-PR) não vai fechar as portas da prefeitura da Capital, mas é solidário com os prefeitos paranaenses que não têm dinheiro nem pro cafezinho. Na segunda-feira, dia do protesto contra o governo federal, divulga manifesto com soluções para a crise. Beto é presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana.
Problema antigo
A crise financeira das prefeituras brasileiras é tão antiga e tão comum que lembra a história do editor de um grande jornal da Capital. Ele sempre mantinha na gaveta, como opção em dia fraco de notícia, a manchete 'Recrudesce a crise no Oriente Médio'.
Era batata!
As peripécias da Câmara
Depois de proibir a clonagem de humanos no território do município de Curitiba como se cada curitibano trombasse com sua cópia todos os dias, a Câmara Municipal elevou o debate político novamente.
Ocupou a tarde toda da quarta-feira para discutir a concessão de 40 vales-transportes mensais para grávidas que ocupem os cargos de presidente de associações de moradores e de clubes de mães.
Puro fisiologismo
Diante do fato que associações de bairros e afins são os mais óbvios cabos eleitorais da nossa história, fisiologismo como este só tem parâmetro no Novo Testamento quando Jesus chamou apenas os apóstolos para participar da Santa Ceia. E o povão, como sempre, ficou de fora.
Mini fita
Ainda da Câmara: depois de confessar que gravou conversas com colegas nos últimos seis meses e de denunciar maracutaias, o vereador Luiz Ernesto (PSDB-PR) entregou à Comissão de Ética uma minifita.
Deve conter só minimaracutaias, ou miniconversas. Ou só gravou minivereadores.
Mal recomeço
Na primeira disputa em que se envolveu depois de deixar o cargo, nossa ex-primeira dama, Marina Taniguchi, não obteve sucesso. Não foi eleita pelo grupo de trabalho de Saúde que no próximo dia 10 apresenta um projeto para a saúde estadual no Fórum Futuro 10 Paraná da TV Paranaense.
Perdeu para uma ex-funcionária da prefeitura de Curitiba, de nome Beatriz Nadas.
Pensar pequeno
Depois que a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, assinou o protocolo e garantiu a realização da Conferência de Biossegurança da ONU em Curitiba, em março, os donos de hotéis da capital roeram a corda. Tinham concordado, por escrito, em manter uma tarifa especial para mais de 5 mil pessoas, do mundo inteiro, que vão passar aqui 13 dias.
Ontem decidiram que a 'tarifa especial' será simplesmente o dobro da atual.
Tratamento especial
Isso é coisa de jacu mesmo. Será que os hoteleiros não atinam para o fato que uma conferência dessas atrai todo tipo de gente e é uma promoção que nem todo o dinheiro do mundo conseguiria pagar?
Deveriam é dar hospedagem de graça. Com direito a massagem e pirulito de kiwi.
Daltônicas
De decisões sábias
Depois de 36 anos ensinando na Universidade, o professor decidiu sair de fininho. Não que estivesse cansando os alunos. Estava era cansado de si mesmo.





