RUTH BOLOGNESE
A esfinge
Como todo ser humano, o governador Roberto Requião é difícil de entender em sua plenitude. E mesmo na condição de um ser Supremo, gera dúvidas de comportamento: semA esfinge
Como todo ser humano, o governador Roberto Requião é difícil de entender em sua plenitude. E mesmo na condição de um ser Supremo, gera dúvidas de comportamento: sempre o primeiro a apontar falhas, tão crítico em relação a tudo e a todos, temido pela verve, o governador se mostra tímido e quase apático diante da ameaça da febre aftosa no Paraná.
Decepção
Pela valentia que compõe seu comportamento usual, El Supremo está decepcionando: não estraçalhou Brasília, não exigiu explicações nem nomes de culpados no seu próprio governo, não ameaçou, não vociferou nem contra a praga da febre.
As declarações dele registradas até agora beiram o infantil diante da gravidade da crise.
Tudo sucateado
Vamos ser sinceros: de tanto brigar com a Federação da Agricultura (Faep), com a Organização das Cooperativas (Ocepar) e com as classes produtoras em geral, de sucatear o Instituto Agronômico (Iapar) e se desentender com os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), se der um grito de guerra, mesmo contra aftosa, o governador vai gritar sozinho. Ou só vai ter resposta dos sem-terra e de seu vice, Orlando Pessutti.
Pode ser um motivo pra tanto descaso.
Arquivo Folha/05-07-2005
Osmar Dias, senador
Cadê o Urtigão?
Outro que está em silêncio obsequioso é o senador Osmar Dias (PDT-PR). A crise agropecuária ameaça seu próprio terreiro, atinge uma área que é dele de nascença, e ele descansa, dizendo-se estressado.
PelamordeDeus, Senador, apele pro seu lado de Urtigão. Seja de novo o velho e bom 'Boi de Botas' porque boi bem calçado não pega aftosa. Vamos lá!
Sozinhos na luta
Na real, num episódio de gravíssimas consequências como a ameaça da aftosa, os produtores do Paraná estão contando mesmo é com suas próprias forças. Uma ou outra ação em Brasília do vice, Orlando Pessuti, além de alguns artigos, escritos por assessores e assinados por deputados nos jornais, a respeito do problema. E olha lá.
O resto é silêncio.
Leite das crianças
De Domingo pra cá só os produtores da bacia leiteira de Castro, centro do Estado, estão jogando fora 600 mil litros/diários. Este desperdício é três vezes maior do que o volume diário que o Governo diz distribuir para alcançar as 200 mil crianças paranaenses incluídas no Programa do Leite, o mais badalado na área social.
Mais problemas
E o setor agropecuário não anda trazendo boas notícias de lado nenhum. E, pra piorar tudo, agora me acontece o acidente com o Tião Higino e o boi Bandido lá em Boiadeiros.
Que fase!
Bob Esponja
Tem político jovem ocupando importante cargo executivo na Capital que, quando ausente, é chamado pelos assessores mais próximos de 'Bob Esponja'.
É porque o cérebro, sendo limpo e destituído de raciocínios complicados e pensamentos profundos, está apto a absorver qualquer conselho. Bom ou ruim.
Sem papas
Depois de um entrevero com o superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, o diretor do Meio Ambiente, Eduardo Ratton, está disposto a contar tudo. Adoraria depor na Assembléia Legislativa.
Está só à espera de um convite, Excelências...
Uso indevido
A Oposição à reeleição do reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Moreira, está distribuindo milhares de panfletos (apófricos, como sempre), com nota divulgada aqui em 11 de outubro, sobre convênios firmados entre a UFPR e a ONG Novo Horizonte, investigados pelo Tribunal de Contas da União.
Trabalho pessoal
Que pouca vergonha! As informações dadas nesta coluna são fruto de um trabalho árduo, suado e de uso exclusivo do leitor. Jornal de ontem, ou de 11 de outubro, deve ir pra gaiola do papagaio e não pra fazer proselitismo político.
Fala sério aí, ó Oposição: se quiser panfletar contra o reitor, vá buscar informação por conta própria. Aqui, não, lampião!
O mesmo tema
Pedimos desculpas aos leitores por tocar no assunto de aftosa por três dias consecutivos nesta coluna. É fruto de um inconformismo com assunto tão grave sendo tratado de maneira tão irresponsável pela classe política. Às vezes a impressão é que se grita histericamente contra fatos que passam ao léu pela grande maioria.
Amanhã a coluna versará sobre moda, beleza, botox & alça de sutiã.
Daltônicas
De didatismo
Para exemplificar o cuidado com que o político reuniu-se com colegas de outro partido, a definição antiga e perfeita: 'ele agia bem devagar, assim como quem dança de luto'.
pre o primeiro a apontar falhas, tão crítico em relação a tudo e a todos, temido pela verve, o governador se mostra tímido e quase apático diante da ameaça da febre aftosa no Paraná.
Decepção
Pela valentia que compõe seu comportamento usual, El Supremo está decepcionando: não estraçalhou Brasília, não exigiu explicações nem nomes de culpados no seu próprio governo, não ameaçou, não vociferou nem contra a praga da febre.
As declarações dele registradas até agora beiram o infantil diante da gravidade da crise.
Tudo sucateado
Vamos ser sinceros: de tanto brigar com a Federação da Agricultura (Faep), com a Organização das Cooperativas (Ocepar) e com as classes produtoras em geral, de sucatear o Instituto Agronômico (Iapar) e se desentender com os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), se der um grito de guerra, mesmo contra aftosa, o governador vai gritar sozinho. Ou só vai ter resposta dos sem-terra e de seu vice, Orlando Pessutti.
Pode ser um motivo pra tanto descaso.
Arquivo Folha/05-07-2005
Osmar Dias, senador
Cadê o Urtigão?
Outro que está em silêncio obsequioso é o senador Osmar Dias (PDT-PR). A crise agropecuária ameaça seu próprio terreiro, atinge uma área que é dele de nascença, e ele descansa, dizendo-se estressado.
PelamordeDeus, Senador, apele pro seu lado de Urtigão. Seja de novo o velho e bom 'Boi de Botas' porque boi bem calçado não pega aftosa. Vamos lá!
Sozinhos na luta
Na real, num episódio de gravíssimas consequências como a ameaça da aftosa, os produtores do Paraná estão contando mesmo é com suas próprias forças. Uma ou outra ação em Brasília do vice, Orlando Pessuti, além de alguns artigos, escritos por assessores e assinados por deputados nos jornais, a respeito do problema. E olha lá.
O resto é silêncio.
Leite das crianças
De Domingo pra cá só os produtores da bacia leiteira de Castro, centro do Estado, estão jogando fora 600 mil litros/diários. Este desperdício é três vezes maior do que o volume diário que o Governo diz distribuir para alcançar as 200 mil crianças paranaenses incluídas no Programa do Leite, o mais badalado na área social.
Mais problemas
E o setor agropecuário não anda trazendo boas notícias de lado nenhum. E, pra piorar tudo, agora me acontece o acidente com o Tião Higino e o boi Bandido lá em Boiadeiros.
Que fase!
Bob Esponja
Tem político jovem ocupando importante cargo executivo na Capital que, quando ausente, é chamado pelos assessores mais próximos de 'Bob Esponja'.
É porque o cérebro, sendo limpo e destituído de raciocínios complicados e pensamentos profundos, está apto a absorver qualquer conselho. Bom ou ruim.
Sem papas
Depois de um entrevero com o superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, o diretor do Meio Ambiente, Eduardo Ratton, está disposto a contar tudo. Adoraria depor na Assembléia Legislativa.
Está só à espera de um convite, Excelências...
Uso indevido
A Oposição à reeleição do reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Moreira, está distribuindo milhares de panfletos (apófricos, como sempre), com nota divulgada aqui em 11 de outubro, sobre convênios firmados entre a UFPR e a ONG Novo Horizonte, investigados pelo Tribunal de Contas da União.
Trabalho pessoal
Que pouca vergonha! As informações dadas nesta coluna são fruto de um trabalho árduo, suado e de uso exclusivo do leitor. Jornal de ontem, ou de 11 de outubro, deve ir pra gaiola do papagaio e não pra fazer proselitismo político.
Fala sério aí, ó Oposição: se quiser panfletar contra o reitor, vá buscar informação por conta própria. Aqui, não, lampião!
O mesmo tema
Pedimos desculpas aos leitores por tocar no assunto de aftosa por três dias consecutivos nesta coluna. É fruto de um inconformismo com assunto tão grave sendo tratado de maneira tão irresponsável pela classe política. Às vezes a impressão é que se grita histericamente contra fatos que passam ao léu pela grande maioria.
Amanhã a coluna versará sobre moda, beleza, botox & alça de sutiã.
Daltônicas
De didatismo
Para exemplificar o cuidado com que o político reuniu-se com colegas de outro partido, a definição antiga e perfeita: 'ele agia bem devagar, assim como quem dança de luto'.





