O dinheiro de volta
Com a febre aftosa pipocando a partir de Londrina será que o Paraná tem chance de pedir de volta aqueles R$ 1,5 milhão da União que o governador Roberto Requião desprezou e mandou dar para o Mato Grosso na semana passada?
Não é nada, não é nada mas, pelo menos, poderia servir pra comprar uns termômetros bovinos...


Nuvens negras
Se as contas do presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneghetti, estão certas, a coisa ficou preta: a agricultura do Paraná já perdeu R$ 1 bilhão com os problemas no Porto de Paranaguá e agora são mais de R$ 1 bi com a febre aftosa. Vem aí um ano magro e assustador. E, ainda por cima, será um ano eleitoral.


Mais assunto
Quanto mais a vaca, com ou sem aftosa, caminhar pro brejo no setor agrícola, mais assunto sobra pra campanha do maior plantador de urtigas do Brasil, o senador Osmar Dias (PDT), o popular Urtigão.


Imagens de sempre
As imagens daquele gado branco, de primeira linha, indo pro sacrifício por causa da aftosa, trazem de volta outros momentos graves da agricultura do Paraná: o corte dos pomares de laranja por causa do cancro cítrico e as geadas que queimaram os cafezais e transformaram para sempre as paisagens do Estado.
Só que, há 30 anos, os problemas foram causados por falta de pesquisas no setor e pela natureza. Agora, é por incompetência do Governo, pura e simples.


Sem responsabilidades
A pior notícia para o maior produtor de carne bovina do mundo, o Brasil, é falha absoluta da defesa sanitária do Ministério da Agricultura e ninguém foi responsabilizado. O ministro continua o mesmo, o chefe da defesa sanitária, idem.
Por enquanto, a culpa é dos paraguaios. E daqui a pouco vão dizer que os bois é que não tomaram cuidado com a friagem...


Ah, é?
Mas o que espanta mesmo é o papel dos nossos políticos, a começar pelo governador Requião. Com a água batendo na bunda, o gado morrendo no pasto e todos continuam na base do 'ah, é?'.
Ora, ora, não era hora desse pessoal todo estar em Brasília, cobrando do governo federal rapidez no diagnóstico, exigindo explicações, pedindo recursos?
Mas sabe como é, afinal ontem foi a votação do referendo...



BRDE em silêncio
A saída do diretor financeiro do BRDE, Amadeo de Mio Geara, está passando em brancas nuvens. E os motivos, idem. Agora se fala num rombo impagável do BRDE, que reúne recursos do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com a previdência social, através do Instituto de Seguridade do banco, o Isbe.
É um buraco negro.


Cássio no TRF
O ex-prefeito Cássio Taniguchi (PFL) será julgado pela Justiça Federal no caso das denúncias de superfaturamento num contrato de R$ 3 milhões com a Risotolândia, Indústria de Alimentos. O STF atendeu ao pedido dele de transferir o processo do Tribunal de Justiça do Paraná para o Tribunal Regional Federal de Porto Alegre.


Favorecimento
Em 2000, Cássio Taniguchi teve a prestação de contas impugnada no famoso caso da merenda escolar porque, segundo as denúncias, favoreceu a Risotolândia na licitação e impediu a entrada de pequenos (e mais baratos) fornecedores da prefeitura.


Oficina inteira
Na semana passada, o prefeito Beto Richa (PSDB) tomou, junto com o café da manhã, um grande susto ao saber que um dos maiores acontecimentos musicais da capital, a Oficina de Música, ia sair pela metade.
Sem hesitar, Alberto Roberto bateu com o pão na mesa e exigiu providências da área financeira na mesma hora. Resultado: mais R$ 500 mil para a Fundação. E a Oficina de Música vai sair inteira.


Carllos Bozelli
René Dotti, advogado e professor


Sobre o René Dotti
Belo perfil da Ana Clara Garmendia sobre o jurista René Dotti nesta 'Folha', no domingo. Dotti fez (e faz) muito mais pela liberdade de imprensa do Paraná do que os sindicatos e as associações de classe fizeram em toda a nossa história. Defende de graça jornalistas acionados na Justiça e ganha todas. Merece estátua em praça pública.
Surpresa é saber que Dotti já é setentão. Passa fácil por 49.
Longa vida ao René Dotti!


Daltônicas
De em Roma como...
Aos três anos, nascida na Alemanha, a filha de brasileiros, tornou-se uma autêntica nativa logo na primeira visita ao Brasil.
Mas quando viu a empregada passando roupas, trabalho inexistente na Alemanha, revelou-se. Passava horas olhando a cena, admirada e cheia de dó.

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