RUTH BOLOGNESE
Mais uma dívida
Atenção, paranaenses, preparem-se: além das dívidas que já temos com a União (só do Banestado pagamos R$ 50 milhões/mês), com o mega-super empreiteiro, Cecílio do Rego Almeida (R$ 5 bilhões), com algumas viúvas e afins, agora veio mais uma. E esta deve ser paga já, para evitar falatórios em Brasília.
Devolução
O coleguinha-colunista Cláudio Humberto revelou no sábado que o Senado não fechou até agora as contas de 2002 por causa de uma dívida de R$ 2 mil deixada por um ilustre homem da terra. Ninguém mais, ninguém menos do que o governador Roberto Requião que renunciou ao mandato para assumir o governo do Estado, recebeu salário integral em dezembro e não devolveu a diferença.
Paraná ameaçado
Perceberam o perigo? Nós, paranaenses, que pagamos de tudo, das altas taxas do pedágio às duplicações das rodovias federais, das universidades estaduais aos salários de todos os Requiões, vamos agora ficar com fama de caloteiros? Passar vergonha por uma mixaria dessas? Conosco não, violão!
Vaquinha
Vamos lá, gente, todo mundo pondo a mão no bolso e fazendo uma vaquinha sem aftosa pra saldar os R$ 2 mil que o governador esqueceu de devolver.
Outro esquecimento
E já que estamos com a mão na massa, quer dizer, no bolso, juntamos mais alguns trocaditos pra pagar, também, aquele casaco de inverno que El Supremo emprestou, na época do Senado. Pediu ao advogado Cláudio Fruet (irmão do deputado) porque ia para a Groelândia, salvo engano, e nunca mais foi visto no Brasil. O casaco, não o governador.
Revolução já!
É claro que, se o casaco do Cláudio Fruet for logo devolvido (ele diz que aceita de volta, desde que lavado a seco), fica só a conta do Senado pra nós. Então, governador! Por favor! Uma despesa nova sempre pesa, né? Ainda mais pra quem já arcou, neste ano, com mais de 40% só de aumento do pedágio...
Em vias de mudanças
Multinacionais como a Renault e seus fornecedores, que se instalaram aqui motivados pelos incentivos do Governo Lerner, fazem as contas e se assustam. Cada peão de chão de fábrica custa, no Paraná, algo em torno de R$ 2 mil contra R$ 900 em Minas Gerais, por exemplo. É o custo dos benefícios sociais, obtidos pelos sindicatos locais.
Adiós muchachos
Com o Governo atual querendo retirar incentivos e ainda cobrar os atrasados, mais a folha de pagamentos, não seria surpresa nenhuma o pessoal de sotaque europeu começar a dar no pé, levando o parque de máquinas junto. De um dia pra outro.
Mais prejuízo
Os incentivos que o Governo Lerner concedeu para as multinacionais foram algo além da imaginação. Se pirulitarem agora, quando o Paraná começa a recuperar o que investiu, vão nos deixar com cara de tacho. E mais pobres.
Por que o Ratinho?
O deputado Ratinho Junior (PPS) foi o autor da Lei de Desarmamento aqui no Paraná, depois imitada pelo Governo Lula. Pelo pioneirismo, o deputado coordena a Campanha pelo 'Sim' e, na semana passada, foi questionado por estudantes de Direito da Faculdades Curitiba porque fala tanto em desarmamento e anda com três 'armários' como segurança.
Sem nada a ver
Taí, o deputado Ratinho e o Desarmamento não têm nada a ver um com o outro mesmo. O pai dele, de quem herdou nome, a voz, o jeitão e a popularidade, sempre foi conhecido muito mais pelo meio policial do que pelo pessoal dos direitos humanos.
E agora, nem se vestir aquele fraldão branco que o Gandhi usava, o Ratinho Junior irá convencer alguém que abomina a violência.
Muito menos andando por aí cercado de seguranças
Surpresa
A revelação mais surpreendente do final de semana está na revista 'Veja'. O prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, era bissexual. É de ficar besta.
Daltônicas
De necessidades
A executiva ocupadíssima, mulher de marido mais ocupado ainda, mãe de filho pequeno, vencida pelo cansaço de triplas jornadas, conclui:
''Se eu tivesse uma mulher bem caprichosa em casa, que cuidasse de tudo, minha vida seria muito mais fácil''.





