Duas notícias

O prefeito de Curitiba, Beto Richa, ganhou a medalha João Paulo II, por dedicação à Igreja Católica.
O filme ''Dois filhos de Francisco'', sobre a vida de Zezé di Camargo e Luciano, é candidato ao Oscar.
Isso quer dizer que, se o filme da dupla ganhar o Oscar, o Beto Richa vira Papa? Ou seria o contrário? E o que seria pior?

Interbrazil de novo

Os deputados Ângelo Vanhoni e Natálio Stica, ambos do PT, estão em silêncio obsequioso, escondidos na moita e torcendo para que a palavra Interbrazil passe logo para o esquecimento no Paraná. Mas o povo não esquece: INTERBRAZIL, assim mesmo, com letras maiúsculas, é o nome da seguradora que fez contratos milionários com a Copel, e também com o Porto de Paranaguá, depois da ascensão de Lula ao poder e agora faliu.

Recordar é viver

A INTERBRAZIL, de novo com maiúsculas, é ligada ao Ademar Palloci, irmão do Palloci ministro, e fez outros contratos milionários pelo País afora. A Copel confirma os contratos e diz que não perdeu nada com isso. Por via das dúvidas, o deputado Valdir Rossoni (PSDB), está levantando os dados e se, puder, instala CPI sobre o assunto.

Marasmo total

No marasmo total da Assembléia Legislativa hoje a instalação de uma CPI seria uma bênção. Com ampla maioria no plenário, o governo Requião deita, rola, dança e se diverte adoidado. Tá tudo dominado por lá. E sob a sombra do governo descansam o PT, o PTB e todos os deputados que, como na história da Moura Torta, comem bem, dormem bem, vivem a vida sossegados, como ninguém no mundo.

Na Academia

O mais novo membro da Academia Paranaense de Letras é Oriovisto Guimarães, dono do maior conglomerado empresarial-educacional do Paraná, o grupo Positivo. Certamente ganhou a vaga pela autoria de milhares e milhares de apostilas produzidas desde os tempos do Cursinho Positivo e hoje espalhadas por todo o Brasil.

Mas o pendor para a palavra escrita de Oriovisto surgiu mesmo na autoria dos panfletos do velho PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), onde militou, lá num passado distante.

E a Capsmel?

Informação do correspondente oculto de Londrina: a Caixa de Assistência e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Capsmel) mantém fechada há três anos, sem utilidade nenhuma, a sala onde funcionava a farmácia dos servidores, no edifício Tuparandi, no centro da cidade. E, além de ter perdido o lucro gerado pela farmácia, ainda tem que pagar condomínio.

O que é isso, Capsmel?

Lápis e gentileza

Um grupo de estudantes de Direito de Londrina visitou, nesta semana, o gabinete do senador Álvaro Dias no Senado. Os pré-advogados confirmaram, in loco, a informação dada por esta coluna sobre a existência da latinha com uns 200 lápis bem apontados mantida sobre a mesa. Gentil, o senador ofereceu a cada estudante um lápis de presente.

As razões

O que quer dizer tudo isso? É possível tirar muitas lições deste singelo episódio. Vejam alguns:
1) Estudante de Direito sabe ler. E mais, além de ler, entende e consegue se lembrar do que leu;
2) Estudante de Direito deve saber escrever também, daí o interesse pelos lápis;
3) O senador também deve saber escrever, daí a manutenção de tantos lápis apontados no gabinete;
4) O apontador do Senado deve ser muito bom;
5) Nem sempre se sai de mãos abanando da visita a um político;
6) Muitos lápis, um senador do Paraná e estudantes de Direito tem tudo a ver.
7) Esta coluna tem poder. Senão junto a estudantes de Direito ou a um senador, pelo menos junto a um punhado de lápis.

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Arquivo Folha/24-04-2004

O rei das pesquisas

E só para judiar um pouquinho mais do senador mais bonito do Brasil: a última pesquisa do Ibope, feita de próprio punho, quer dizer pedida por ele mesmo, mostra Álvaro Dias como o grande vencedor das eleições para o governo do Paraná.

Desde 1994 Álvaro Dias é um campeão nas pesquisas. O estranho é que Jaime Lerner (duas vezes) e Roberto Requião, uns verdadeiros lanternas do Ibope, foram campeões nas urnas.

Daltônicas
De visões

A família tinha sérias dúvidas se os delírios do avô, que dizia ver gente andando pelo quarto do hospital, eram verdadeiros ou não. Para testá-lo, o neto caçula insistiu: ''E agora, vô, está vendo alguém aqui?''

''Não, aqui, não. Só depois da cerca''.

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