Goiabada na hora da morte
Esta história dos deputados petistas adiarem a cassação dos mandatos por força de liminar na Justiça, equivale ao cônjuge inconformado tentar segurar casamento através da certidão. Não quer dizer nada.
Assim como casamento só funciona de comum acordo, com união de corpos, identificações recíprocas e carinhos sem ter fim, o mandato popular idem, tirante a união de corpos. E, atualmente, a sociedade brasileira, tal qual o cônjuge passado pra trás, quer ver a maioria dos petistas com a cabeça cheia de formiga.

Vanhoni nega
Quinze dias depois de ter sido apontado como beneficiário do desvio de recursos da ordem de R$ 2 milhões, repassados pela União para o Consórcio Social da Juventude, o deputado Ângelo Vanhoni (PT) liga de São Paulo para negar tudo. O Consórcio é respeitado pelos resultados na formação de mão-de-obra para jovens brasileiros, mas passa por investigações do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União.

Tempos de denúncias
Vanhoni diz que nunca houve qualquer repasse de recursos do Consórcio para a campanha à prefeitura de Curitiba e, se existem, irregularidades ''é um imbróglio lá deles''. Negativa registrada.

Investimento em Santa Catarina
Quem estiver pensando em investimento imobiliário, já tem opção. O mais fino, requintado, reservado e caro logradouro em Florianópolis tem como sócios o ex-prefeito Cássio Taniguchi, o ex-diretor da Inepar e cartola-mor do Atlético, Mário Celso Petraglia e o ex-deputado paranaense, Paulo Cordeiro.
Em sociedade, tudo se sabe...

Outro mensalão
Briga das boas na política de Foz do Iguaçu. O deputado Dobrandino Silva, presidente do PMDB, apontou um esquema de mensalão na administração da Câmara dos Vereadores, chefiada por Carlos Budell (PTB). O petebista afirma que o número de vereadores foi reduzido de 21 para 14, mas o número e os gastos com assessores aumentaram.

Ligação perigosa
Seria uma briguinha paroquial se o nome de Emerson Palmieri, o tesoureiro informal do PTB, recém-depoente na CPI dos Correios, não tivesse surgido na história. Palmieri é muito amigo de Budell e de jornalistas locais, o que facilitou repasses da Embratur para alguns eventos em Foz.

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Arquivo Folha/31-10-2004


Pela família
Estou sentindo uma pontada de remorso por ter chamado a atenção para a ausência de Nedson Micheleti nos festejos de Sete de Setembro e na viagem de empresários paranaenses ao Japão. É que, além dos problemas do caixa 2 na campanha, o prefeito de Londrina enfrenta a doença da mulher, Regina, submetida a cirurgia de desobstrução do intestino, depois de fortes dores no domingo.

Contra a maré
Nedson tem mais é que ficar perto de Regina, uma mulher de perfil diferenciado no meio político. Mais do que ele, Regina conquistou minha admiração numa visita que fez a Curitiba, no início do ano. Simples, parecendo muito jovem, disse que pretendia continuar mantendo seu emprego na UEL, onde trabalha na administração.

O poder é temporário
Não sei porque, talvez pelo fato de ser parecida, Regina me lembrou de Celina Moreira Franco que quando o marido, Wellington Moreira Franco assumiu o governo do Rio, em 1987, continuou dando aulas de história na Universidade Fluminense e não mudou um milímetro a rotina. Dizia que tinha plena consciência que o poder é temporário, mas a carreira não.
Hoje estão divorciados. Ele continua na política, é deputado federal pelo PMDB. Ela seguiu em frente e é uma respeitada historiadora brasileira.

Com elas
Pode, e deve ser mesmo uma questão de gênero, no exercício diário desta profissão, muitas vezes achei mais significativo o trabalho das mulheres de políticos do que o deles. Fani, sempre lembrada, deixou uma imagem muito mais forte do que toda a competência urbanística de Jaime Lerner. Emília Belinati continua amiga e Maristela Requião realiza-se na condução do Museu Niemayer. Até Marina Taniguchi, prefeita de fato na segunda gestão do marido em Curitiba, merece deferência. Ou talvez por isso mesmo.
Questão de preservação da espécie, gente!

Daltônicas
De outros parâmetros
No Sul era baixinho e meio gordo. Quando foi para o Nordeste, descobriu a pólvora. Lá era chamado de ''loiro-alto''.

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