O efeito caixa 2
Desde que estourou a denúncia de caixa 2 o prefeito Nedson Micheleti reduziu atividades a céu aberto. Está acuado e o momento é ruim mesmo. Ao contrário do governo Lula, que se refugia das denúncias no sucesso da política econômica, a situação em Londrina é grave: na gestão petista a cidade tem perdido posições e não há sinais de recuperação no horizonte.

Na expectativa
E os adversários não dão trégua. Ontem, a crise de Londrina desabou na imprensa nacional, com matérias na ''Folha de S.Paulo'', revista ''Veja'', etc. A assessora-denunciante, Soraya Garcia, vai depor em Brasília, por conta do esforço de Luiz Carlos Hauly (PSDB) e cia.
O ex-prefeito Antônio Belinati assiste tudo de camarote. Tem dito a amigos que quer que Nedson vá até o fim do mandato. Acredita que valerá como um castigo.

Pela cassação
Quem acompanha a crise de Londrina avalia que o Ministério Público conduz toda a investigação para caracterizar abuso de poder econômico e não caixa 2. E é fácil de entender porque: o abuso leva à cassação do mandato.
Antônio Belinati, ao contrário do que muita gente pensa, foi cassado por abuso de poder econômico (inauguração do PAI) e não pelo escândalo Ama/Comurb.

Mais cinco anos?
Sabe quem se beneficia diretamente com a extensão de 70 para 75 anos como limite de aposentadoria no serviço público? O conselheiro do Tribunal de Contas, Rafael Iatauro, que está na bica de completar bem vividos 70 anos.



Bela reforma
O secretário Luiz Fernando Delazari, da Segurança, acaba de concluir belíssima reforma do apartamento. E, como raramente acontece, os pedreiros e carpinteiros não atrasaram um dia sequer o andamento das obras.
Bela reforma, hein Fernandinho?

Ainda em discussão
E o STF, Supremo Tribunal Federal, determinou nesta semana que promotor público não pode exercer a função de secretário de Estado. Tem que optar por uma ou por outra atividade. Respondia a dúvida surgida no Piauí, mas cabe como uma luva na situação do secretário de Segurança.

Malucelli na disputa
O megaempresário Joel Malucelli é sócio de uma das empresas já classificadas na licitação da prefeitura de Curitiba para o aluguel de carros. Está disputa com Celso Frare, Gulin e Osni Pacheco, da Cotrans.
A Cotrans está há 23 anos como contratada na prefeitura, incluindo aí, simultaneamente, os 8 anos em que serviu o governo de Jaime Lerner.

Mudança
O programa do PDT que vai ao ar no próximo dia 12, estrelado pelo senador Osmar Dias, não terá a assinatura da produtora GW. Quem comanda agora é o assessor direto do prefeito Beto Richa, jornalista Deonilson Roldo. E a produtora é a mesma que sempre atendeu Jaime Lerner, a Deiró.

Homem urbano
O mote de Osmar Dias continua o mesmo: será apresentado como um político urbano, mas muito, muito preocupado mesmo, com as questões do campo.
Osmar quer fugir da imagem de ''Urtigão'' para conquistar o voto nas grandes cidades.

Arroz de festa
Já o governador Requião faz o contrário. Arregaça as mangas do Jaquetão Azul e viaja mais pelo interior do Paraná do que a Viação Garcia. Até as eleições, vai acabar carpindo quiçaça junto com a peãozada, para efeito de identificação com o campo. Isto, se não cortar milho ao invés de mato...

Novos tempos
O diretor da Itaipu Binacional, Jorge Samek (PT), enviou fax ao ex-prefeito Cássio Taniguchi (PFL), por não poder comparecer à festa de confraternização com os ex-vereadores, nesta segunda-feira.
O Padre Roque Zimermamm (PT) já decidiu que será candidato a deputado estadual, não mais federal.

Daltônicas
De água fria
Ao exibir no pulso o relógio mais caro da cidade, presente do marido, ouviu o comentário irônico da mãe: ''Marido só age por culpa. Com certeza a 'outra' ganhou apartamento novo''.

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