RUTH BOLOGNESE
Duas constatações
É claro que o presidente Lula, não virá assim, tão fácil, visitar o Centro Sul do País. Aqui, como bem constatou o delator-mor da República, deputado Roberto Jefferson, o público é muito mais politizado e informado do que no Norte e Nordeste, e receber vaia é só questão de juntar quatro gatos-pingados.
É claro que a existência do Caixa na reeleição de Nedson Micheleti, em Londrina, se mantém nos limites geográficos do Paraná porque ainda tem muito mais graúdo nacional na fila, sob investigação policial.
Só com pesquisas
Como sempre faz, o senador Álvaro Dias vai participar da convenção estadual do diretório estadual do partido dele, o PSDB, neste domingo, com pesquisa novinha em folha nas mãos. E que certamente vai apontá-lo como candidato imbatível para o Governo do Paraná.
Mudança do voto
A pesquisa de Álvaro não tem nada de errado, não. Além de ser,sempre, um nome reconhecido pelos eleitores como candidato a qualquer coisa, o senador ocupa mais na telinha ultimamente do que o William Bonner, por causa da CPI dos Correios.
Não significa, porém, que os mesmos eleitores vão reconduzi-lo ao Palácio Iguaçu. Nas duas últimas campanhas em que Álvaro disputou o Governo disseram que iam votar nele nas primeiras pesquisas e depois o trocaram por Jaime Lerner e Roberto Requião.
Para o Senado
Agora, se a candidatura for para o Senado, não tem pra Hermas Brandão, Orlando Pessuti e pra mais ninguém. A vaga é dele. Só que, na política, o pessoal age como mulher sedutora: finge que não quer, rejeita o assédio,foge,volta, mostra o ombrinho e, no fundo, no fundo, só está pensando naquilo mesmo.
É o que Álvaro faz com a candidatura ao Senado.
Por Henrique Iglesias
Do Paraná, apenas o ex-prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, prestigiou a despedida do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Henrique Iglesias, ontem, em Brasília. Os principais programas de desenvolvimento do Estado como recuperação de estradas, educação, transporte coletivo e até o corredor de Biodiversidade, muitos ainda em execução, tiveram os dólares do BID na gestão de Iglesias, que está no cargo há 17 anos.
Oh, gentinha mal agradecida, essa, viu!
Efeito Jeane
Um casamento de conhecido casal curitibano, que já vinha com problemas, ruiu definitivamente depois que a cafetina de Brasília, Jeane Mary Corner, mostrou a sombra no Fantástico, dizendo que é ''promotora de eventos''.
O nome dela apareceu na agenda telefônica dele, e o respeitável marido foi obrigado a confessar que, nas viagens a Brasília, sempre participava dos ''eventos'' de dona Jeane.
Dupla Ignorância
O superintendente do Porto, Eduardo Requião, manda e.mail (educado) para explicar a paralisação no Canal da Galheta na semana passada (normal, segundo ele) e para colocar em dúvida o conhecimento desta brava colunista a respeito de assuntos portuários e marítimos.
O Vovó Naná tem razão. Nada entendo desses assuntos.
Nem eu e nem ele.
Falta de manutenção
E já que estamos no tema: a Capitania dos Portos de Paranaguá em ofício de ontem, desmente os argumentos de Eduardo Requião na paralisação do Canal da Galheta. Navio nenhum bateu nas bóias de sinalização, assim como o temporal daquela noite não teve culpa nenhuma. As causas estão todas relacionadas à péssima gestão do Porto.
Pelo arquivamento
E já que estamos no tema de novo: ontem, o Tribunal Regional Federal (TRF) de Porto Alegre, mandou arquivar o inquérito que Eduardo Requião abriu contra o ''Movimento Pró Paranaguá'', no ano passado, motivado por filas imensas e má gestão. A pedido do irmão Governador, acusava o Sindicato de Operadores Portuários (Sindop), de paralisação de trabalho de interesse coletivo e de incitação ao crime.
A decisão do Tribunal foi unânime e sem possibilidade de recurso.
Fórum vai em frente
O Nilson Pohl informa, em nome do Governo do Paraná: as obras do Fórum de Curitiba, no Centro Cívico, estão paralisadas por motivos técnicos. A licitação da segunda fase, que conclui o prédio, será aberta no próximo dia 29.
Daltônicas
De estratagemas
Quando a mulher começa a desconfiar demais, o marido leva pra viajar, troca o carro dela ou dá uma jóia. É uma espécie de milhagem do casamento, sempre de acordo com o tamanho do culpa.
Ele fica sossegado por uns tempos e ela tem assunto com as amigas.





