RUTH BOLOGNESE
Meirelles na Mira
O fato de Duda Mendonça ter contado na CPI que abriu uma conta no Bank Of Boston Internacional para receber o dinheiro lavado do PT colocou na mira (mais ainda) o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ex-presidente da instituição.
Como ainda não dá pra comprar todas as frentes de briga, as CPIs vão esperar um pouco para pedir explicações.
Visita rápida
A visita rápida que o governador Roberto Requião fez a Brasília, na sexta-feira, coincidiu com a chegada do grande guru Hugo Chaves, presidente da Venezuela.
El Supremo veio participar de um encontro do PMDB.
Hugo Chaves veio para dar um abraço de urso no amigo Lula, com quem disputa a liderança das esquerdas na América Latina.
Algoz e vítima
O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB), deixou Brasília cedo ontem. Tinha compromisso à noite em Cruzeiro do Oeste, cidade de Zeca Dirceu, filho do principal personagem da crise onde Serraglio atua como algoz.
Chegando mais perto
É bom o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ficar bem atento às denuncias que envolvem o advogado Rogério Buratti, amigo do ministro da Fazenda, Antônio Palloci. Paulo Bernardo já admitiu para a Veja que conhece Buratti, acusado de extorquir R$6 milhões da empresa Getch e ligado à empreiteira de coleta de Leão Leão.
A Leão Leão era contratada para recolher o lixo de Ponta Grossa durante a gestão petista de Péricles Melo.
Parecidos
Além de tudo, Paulo Bernardo e o tal Buratti são a cara de um e o focinho de outro. Parecedíssimos.
Sobre cavalos
Quem contou a história foi o senador Osmar Dias (PDT). Numa visita que fez a Brasília, semana passada, o governador Requião chamou de Pangaré o cavalo montado pelo senador no último filme do PDT.
Osmar, que ficou com as pernas balançando no filme, defendeu o pangaré. Era cavalo de produtor rural não um dos puro sangue criados na granja do Canguiri.
Requião tem 19 puro sangues na granja, presente de amigos.
Encontro no almoço
Com uma charmosa bengala que vai adotar até se recuperar do acidente do final do ano, o ex-ministro Alceni Guerra almoçou com o deputado Abelardo Lupion,PFL, no restaurante do Senado na quinta-feira.
Alceni participa ativamente do clima conspiratório que tomou conta de Brasília nesta semana.Vive no gabinete do senador Jorge Bornhausen.
Alista da Apeop
Está nas mãos do Ministério Público do Paraná uma lista que pode ser mais reveladora (e perigosa) do que as de Brasília. Contém os nomes de 5 secretários de Estado e 4 deputados. Era a turma do mensalão da Associação Paranaense de Empreiteiros de Obras Públicas, a Apeop, recentemente denunciada pelo Governo do Estado como quadrilha de fraudadores de licitações.
Os sem-TV
Se o dono do Canal 21, Luiz Mussi, pediu R$50 mil e não R$300 mil por mês para transmitir as sessões da Assembléia Legislativa, então o presidente, Hermas Brandão, fez mesmo o jogo do Palácio Iguaçu, ao tirar a TV do plenário.
O governador Requião não queria um canal com críticas ao vivo e a cores. E Marechal Hermes obedeceu.
Os Pés-Vermelhos e o PT
Os Pés-Vermelhos Mãos-Limpas, ainda estão meio aturdidos com as denúncias de Caixa 2 na campanha da reeleição de Nedson Micheleti (PT). Como toda a torcida do Flamengo, como os 52 milhões que elegeram o Lula e os próprios petistas, não querem ser confundidos com o PT. Nem o Papa quer.
Vício de origem
Mas é da sina. Ou da árvore ginecológica, como dizia o Vô Gelim. Os Pés-Vermelhos se confundiram com o PT lá no começo do movimento que levou Londrina inteira pra rua em protesto contra a corrupção. Mas tem solução: é só exibir a mesma garra na defesa dos pratos limpos now.
História do PSDB
O jornalista José Antônio Pedrialli se debruça sobre a vida do ex-prefeito de Londrina, Wilson Moreira. É o começo de uma série de livretos que o PSDB pretende publicar sobre a história de seus fundadores.
No Paraná, além de Wilson Moreira, estão previstos também Euclydes Scalco e um in memorian de José Richa.
De Brasília
É difícil entender como Oscar Niemeyer, com sua arquitetura genial, fez do Congresso Nacional um local para esconder a luz, componente absoluto do cerrado. Desde terça-feira, ando errante pelo Senado e pela Câmara, das 9 horas até as 21, 22 horas. Sob calor e luz artificial.
Ontem, saí do restaurante do Senado e consegui atravessar, sozinha, as esteiras rolantes, os tapetes azul e verde e chegar no Anexo 4. Como, não sei. Mas, se tivesse que voltar para o Senado é claro que empacaria.
Mas uns dois dias e descubro a saída.





