RUTH BOLOGNESE
Adiós marketólogos
Acabou a farra dos maketólogos. Nas eleições de 2006 o candidato vai aparecer sozinho na TV, só com fundo neutro e o logotipo do Partido. Projeto de Lei do Senado com esta e outras limitações, como doações de campanha, muda tudo.
O senador Osmar Dias (PDT), um dos participantes do acordo de líderes que fez o projeto, diz que depois de Delúbio e Cia, tudo o que vier para moralizar, o Congresso traça.
Momento certo
Assim que EL Supremo fizer mais uma de suas críticas costumeiras ao Governo do Presidente Lula, o deputado Ricardo Barros (PP), vai desfechar uma campanha de corpo-a-corpo no Senado para obter a intervenção federal no Porto de Paranaguá por três meses. Setembro é o mês fatal.
Os senadores petistas e o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, andam reticentes porque ainda vêm em Requião um aliado.
Cruzeiro do Oeste convida...
Zeca Dirceu, o prefeito, envia convite para a semana de comemoração dos 53 anos da bela e progressista Cruzeiro do Oeste em Agosto. Duas peças de teatro se afinam totalmente com o momento de crise do PT e da vida política do Paizão, Zé Dirceu. Os nomes: ''Entre gatos e ratos'' e ''Quem roubou meu futuro?''
Graaande Cruzeiro do Oeste!
Na Justiça
Durante três horas, na última sexta-feira, numa vara criminal de Curitiba, o governador Roberto Requião falou sobre as principais acusações e denúncias feitas contra ele durante toda a vida política. Foi a primeira audiência cara a cara com o ex-deputado Joni Varisco que, durante os 8 anos do governo Lerner, só não chamou Requião de Santo através do extinto jornal ''A Cidade''.
De Teixeirinha aos dólares
Desde a morte do sem-terra, Teixeirinha, o superfaturamento dos helicópteros até o envio de 250 mil dólares através das famosas CC-5 para o Exterior, tudo veio à tona. A partir de agora serão chamados a depor os ex-governadores Álvaro Dias, Mário Pereira, deputados e mais um bando de gente que participou do primeiro Governo Requião.
A audiência foi mantida em sigilo pelo Palácio Iguaçu.
Dois novos fatos
Dois fatos novos vão surgir nas denúncias de Caixa 2 na campanha da reeleição em Londrina: o depoimento voluntário de Eduardo Alonso, a principal testemunha que fez a delação premiada no escândalo Antonio Belinati e o pedido de garantias de vida para a assessora Soraya Garcia, a denunciante atual, junto ao Procurador Geral da República, em Brasília.
De Brasília
O Congresso Nacional é uma junção de corredores, ternos, celulares, cumprimentos e muitos carecas. Todo mundo fica andando pra baixo e pra cima, usa terno (homem e mulher), é meio careca (menos os senadores Osmar e Álvaro Dias que implantaram), fala ao celular, cumprimenta todo mundo e critica o PT (principalmente os petistas).
Tudo isso ao mesmo tempo.
Perto do Paraná
Qualquer paranaense aqui se sente num mundo estranho e em casa ao mesmo tempo. Estranho porque o é mesmo. E em casa porque se depara, a todo o momento, com gente muito, muito conhecida. Numa sala, descobre-se que Afonso Camargo não é uma avenida, mas um deputado simpático. Noutra pode-se encontrar, de repente, uma fotografia em branco e preto do Reinhold Stephanes, ex-ministro e secretário do Planejamento do Governo.
Stephanes sim, mas com cabelo e cara de uns bons 30 anos atrás. Era um pitéu!
Irmão do Padre
É possivel, também, viver situações inusitadas. Num corredor surge o Padre Roque Zimmerman, cabeludo, mais jovem, aprumado e charmoso. Quer dizer, o contrário do nosso secretário do Trabalho, mas parecidíssimo. É o irmão do Padre Roque, Tarcísio, deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul.
Anita Garibaldi
É só andar mais um pouco e outro susto: lá vem a heroína catarinense, Anita Garibaldi, com aqueles longos cabelos caindo pelas costas, só que de terno, gravata amarela, bigode e óculos. É ninguém mais, ninguém menos do que o deputado Babá, ex-PT, atual PSOL, que parece feliz por ter pulado fora antes do dilúvio. Ou melhor, por terem pulado com ele antes.
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Arquivo Folha/16-03-2005
Álvaro em voga
No gabinete do senador Álvaro Dias (PSDB) tudo é perfumado, a começar por ele. Assessoras bonitas, obras de arte nas paredes e uma latinha redonda com uns 50 lápis bem apontados e borrachinha na ponta sobre a mesa. Pra que tanto lápis, é mistério. Álvaro Dias acompanha on line as centenas de e.mails que recebe diariamente, resultado da CPI dos Correios. Lê tudo e conta de namoradas de 20 anos atrás que escrevem para dizer que, pelas imagens da TV, ele não mudou nada, nada.
E o senador acredita.





