RUTH BOLOGNESE
A nossa é mais bonita
Ao menos na fotogenia, a secretária denunciante de Londrina, a terra dos Pés Vermelhos, Mãos Limpas, é muito mais bonita. Se a mineira Fernanda Karina pediu mesmo R$ 2 milhões para posar nua na ''Playboy'' Soraya Garcia pode aumentar o cachê.
É, minha gente, nos tempos em que a auto-estima dos brasileiros anda mais baixa do que sola de sete léguas, qualquer coisa serve pra levantar o astral. E não só o astral.
Dinheiro para o Paraná
Pela lista de Marcos Valério, o grande líder do PMDB, Zé Borba, recebeu R$ 2.400 milhões, o grande líder do PP, Zé Janene, R$4.8 mi, o Emerson Palmieri, PTB, mais R$ 2.400 mi. E o que veio por fora para a campanha de Londrina passa dos R$ 5 mi. Já chegamos em R$ 14,6 milhões.
Ou seja, se o falecido Martinez não levou com ele o R$ 1 mi para o túmulo, o Paraná recebeu mais de R$ 15 milhões do PT.
Igual ao Duda
Em termos de saques, o Paraná se equipara ao publicitário Duda Mendonça, que ficou na mesma faixa de recursos. Não há motivo nenhum, portanto, para reclamar dos repasses governo federal. Ao contrário, o Estado foi muito prestigiado.
Também não podia ser diferente. Estão aqui: o filho do Zé Dirceu, o secretário particular do presidente Lula, Gilberto Carvalho e companheiros de primeira hora como Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann, André Vargas, Nedson Micheleti ...
A grande ausência
Falta um personagem fundamental nas denúncias de Caixa 2 na campanha petista de Londrina: os Pés Vermelhos Mãos Limpas, que tanta contribuição deram para a moralização dos gastos públicos no Paraná e além fronteiras.
Então? Já prepararam as bandeiras?
Não assinou, mas levou
O deputado Zé Borba, PMDB, não quis assinar recibo do pacote R$ 2.400 mi das contas do Marcos Valério. Igualzinho ao ex-presidente Clinton que só admitiu pecados pela metade: fumou maconha, mas não tragou e teve intercurso sexual com a estagiária, mas ficou ali nas imediações.
Tá tudo dominado
O senador Osmar Dias (PDT) reclama que o Congresso está totalmente paralisado, dominado pelos depoimentos diários. Até agora, por exemplo, ele não conseguiu nem marcar data para a audiência pública do Porto de Paranaguá no Senado. Ontem, ia fazer mais uma tentativa.
Descontentes
Os grandes produtores do Paraná, aqueles que dependem do Porto de Paranaguá para tocar seus negócios, não vão esperar a audiência de Brasília para resolver as questões do Porto. Preparam ofensivas para os próximos dias.
E não escondem a insatisfação com os três senadores paranaenses que, além de deixar o deputado Ricardo Barros sozinho na arena, ainda deram mote para o governo do Estado politizar as críticas à gestão do Vovó Naná.
Sem renúncia
Além de estabelecer a data para a audiência no Senado, Osmar Dias está tentando, também, pegar umas rabeiras na crise política. Vai reapresentar projeto de 2001 que acaba com esta história do deputado renunciar ao mandato para fugir da cassação dos direitos políticos e disputar a próxima campanha. Pela legislação atual pode, o que é um abuso notório.
Isso aí é a mesma coisa que malaco prescindir da condição e ficar apto a roubar de novo.
Na ativa
Depois de meses de estaleiro por causa do acidente de carro que sofreu no final do ano passado, o ex-ministro Alceni Guerra volta à ativa. Assumiu, ontem, em Brasília, a coordenação dos 4 encontros nacionais que o PFL vai realizar até setembro para preparar as eleições de 2006.
Alceni se recuperou tão bem que, longe dos médicos e da família, já se aventura a andar sem muletas.
Transparência mesmo
Taí, no mar de mesmice que campeia na publicidade oficial paranaense, surgiu uma boa idéia. E que não é a Caninha 51. Para divulgar a seriedade apregoada pelo governo nas concorrências públicas locais, a agência Fonte Criativa,de Curitiba, deixou transparente as paredes de proteção dos pontos de ônibus da cidade.
Além do belo efeito visual, impactou.
Daltônicas
De precauções
Nas fazendas do Mato Grosso, aonde chega gente de todo lado, a peãozada só não assiste o ''Linha Direta'', programa policial que divulga para todo o Brasil fotografias de fugitivos da polícia.
É para evitar alguma surpresa.





