Sempre do mesmo jeito


As delações de Caixa 2, corrupção, superfaturamento, etc, etc de um governo ou de uma quadrilha sempre começam quando alguém do grupo se sente insatisfeito, rejeitado ou passado pra trás. Foi assim como Pedro Collor, com Celso Pitta em São Paulo, com Roberto Jefferson, com o publicitário mineiro e agora com o prefeito Nedson Micheleti.


Irmão e assessora


A denúncia da assessora financeira Soraia Garcia obedece ao script. Ela se sentiu jogada pras traças e, como vingança, abriu a boca. O que não está esclarecido até agora é porque o irmão do prefeito, Nelson, acompanhou Soraia ao Ministério Público e lá permaneceu durante todo o depoimento.
Vixe!


Doação de R$ 1 milhão



A imprensa não deu o detalhe principal, mas a maior doação individual da campanha de Nedson, segundo Soraia Garcia, foi de R$ 1 milhão e veio de uma rede de supermercados. Está lá, nas declarações do MP.



Só para lembrar



Bem, nesta semana completa-se o aniversário de dois anos da lei municipal que considerou o terreno do Colossinho como ''utilidade pública'' e impediu a instalação do mega supermercado do Wal Mart em Londrina.
Sobre o teatro que seria construído no local (motivo maior do recuo do Wal Mart), não se tem notícia nenhuma.


Por uma dúzia de anos



De reuniões na Ilha das Cobras a convites irrecusáveis para prefeitos mudarem de partido, o governador Requião faz de um tudo só pensando naquilo: a reeleição do ano que vem. Mas o maior adversário dele não será nem Osmar Dias (PDT), nem Rubens Bueno (PPS) e nem mesmo a decepção geral com o maior aliado, o PT. O maior entrave a superar é o espírito de mudança do eleitor, que costuma sepultar candidaturas imbatíveis.
Ao partir para o terceiro mandato, o governador pedirá mais 4 anos, o que somados aos dois períodos anteriores, fechará 12 anos de moradia no Palácio.


Casamento duradouro



Num tempo em que muitos casamentos não passam da lua-de-mel e a lua-de-mel da população com um governo eleito não resiste a um delator em fúria, um período de 12 anos se transforma numa temeridade. E não é nem pelo esquecimento das promessas (parece que o povo já não lembra do pedágio) nem pela ausência de um grande projeto de governo ou de obras.



Preguiça e enjôo



É por que gente enjoa de ver sempre o mesmo governador, levantando o dedo do mesmo jeito, contando as mesmas piadas e falando sobre as mesmas coisas.Parece aquele namoro antigo, sem emoção nenhuma. Dá preguiça até de casar, quer dizer, de votar.
Eleitor é igual menina nova: precisa sentir o coração acelerar para votar com gosto.



Rebolar & rebolar



Por isso, se quiser ficar mais tempo no Palácio Iguaçu, EL Supremo vai ter que se repaginar, tanto na fachada como nas idéias. Se não fizer isso, a gente vai começar a piscar logo, logo para os outros pretendentes. E ele corre o risco de ficar sem par no meio do baile.Na hora em que for dançar, até o gaiteiro vai sair para tirar água do joelho.
Rapadura é doce, mas não é mole,não !



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Arquivo Folha/10-10-2001



Dr. Rosinha e a Mídia


O deputado federal petista, Dr Rosinha, anda distribuindo farto material sobre a parcialidade da mídia na cobertura dos escândalos do Partido, notadamente a revista Veja e a rede Globo. Acusa a ambas de defenderem as teses tucanas e até de terem doado dinheiro para as campanhas do PSDB.
Dr. Rosinha está certo, sim. Não se faz jornalismo imparcial no Brasil desde a carta de Pero Vaz de Caminha, que só falou maravilhas das terras do Pau Brasil e omitiu até que tinha mosquitos na floresta tropical.



Sofá da sala



Mas é preciso lembrar ao nobre deputado do Paraná que a imprensa não pagou mensalão, não se chama Delúbio nem Marcos Valério e nem fez acordo com um cantor de opereta, mais conhecido como Roberto Jefferson. O resto foi tudo consequência.
Aqui em Curitiba tem um sujeito fofoqueiro, e dos bons, que age permanentemente sob um único lema: ''Eu não invento. Só aumento!''
Faz cada estrago...


Brasil Telecom


A Brasil Telecom reuniu cartunistas de todo o Estado na Mostra de Cartoons Editoriais em Curitiba. Foi uma beleza. O cartunista da ''Folha'', Marcos Jacobsen e eu fomos como convidados para o debate. Não fizemos a ''Folha'' passar vergonha, não.
Pelo menos, o pessoal riu do que falamos e não de ''nóis''.

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