Agora, a banheira


Depois da mala, da cueca, agora chegou a vez da banheira com dinheiro. É isso que a Polícia Federal estava buscando quando ''visitou'', ontem, a residência de Jacks Dias, presidente do PT de Londrina.


Voto comprado


Vamos imaginar que os deputados que receberam os 30 dinheiros para votar com o Governo as matérias de interesse oficial sejam todos cassados. Muito bem. Que, num raro exemplo de desprendimento, devolvam o dinheiro público para os cofres do Tesouro Nacional. Melhor ainda.
Agora, como é que ficam as matérias (emendas e afins) do Governo do PT que foram aprovadas no Plenário da Câmara?


Mais confusão


Ora, se os deputados votaram com os 30 dinheiros do Governo no bolso, as votações terão que ser questionadas e canceladas.Desde a indicação de nomes para o Banco Central, Tribunal de Contas, até matérias sobre tributação e pesquisas, como as de células-troncos, orçamento, distribuição de recursos, etc, etc. não valem mais porque os representantes eleitos estavam devidamente comprados.
Estão percebendo o tamanho do enrosco?



Derrapada


Sempre cuidadoso com declarações e opiniões, o relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB) derrapou. Afirmou que a lista de 100 ou 150 parlamentares contidas na documentação das empresas de Marcos Valéria era ''pólvora''.
Teve que voltar atrás porque nem lista há. A pólvora virou traque.


Garanhuns Empreendimentos


A ''Globo'' divulgou, ontem, matéria explosiva sobre uma tal de Garanhuns Empreendimentos, trading fundada em 1999, com ramificação uruguaia e sede em São Paulo. Foi o dono desta empresa, com mais jeito de laranja do que um pomar de laranjeiras, que fez o maior saque nas contas do publicitário careca de Minas. Um pacote de R$ 6 milhões, em 2003.


Nome óbvio


Com o nome da cidade Natal do presidente Lula e detalhes tão óbvios de lavanderia de dinheiro, seria lógico que a imprensa nacional e agências de notícias caíssem matando no tema. Mas aconteceu o contrário. Hoje, não há uma linha sobre o assunto em lugar nenhum e a ''Globo'' mudou de assunto.


Montagem


Donde se deduz que, ou foi uma montagem em que a ''Globo'' embarcou e quer esquecer, ou houve um pacto de silêncio para manter a blindagem do presidente Lula. Blindagem que já acabou com qualquer notícia sobre a sociedade do filho do presidente, Luiz Fábio, com a Telemar e com qualquer insinuação sobre uma cirurgia plástica de Dona Marisa Letícia.



Noticiário complicado


Em tempos de crise, o trabalho da imprensa se depara com dois problemas: evitar o ''plantio'' de grupos de interesses e driblar a censura, que pode vir ora de grupos econômicos, ora do Governo.
Nem sempre consegue resolvê-los.


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Arquivo Folha/27-05-1998


Parteiro Pelegrini


Por isso que, na sinceridade, as análises feitas por leitores nesta ''Folha'' e em jornais e revistas de todo o País, além de mostrar que o povo não é bobo, superam em clareza e estilo os escribas de sempre.
O escritor Domingos Pelegrini, por exemplo, reconhecido e premiado pelo texto criativo e claro, derrapou de vez. Em seu site, conclama os brasileiros para que façam o ''o parto do voto distrital e do parlamentarismo''.
Oooh! Looooco!



Informes de patrimônio


Às vésperas de viajar para molhar o bum bum nas Bahamas, o prefeito Beto Richa (PSDB), recebeu das mãos do secretário da Comunicação, Fernando Chignone, um pequeno dossiê com dados precisos sobre o aumento espantoso de patrimônio de dois importantes assessores da prefeitura de Curitiba.


Objetivos claros


Vítima de fritura constante em óleo do vizinho, Chignone fez questão de provar ao Alberto Roberto que as tentativas de derrubá-lo do cargo tem como objetivo o controle da verba publicitária, porta aberta para o superfaturamento.
E como diria o mais notório publicitário de Minas, o Marcos Valério, ''é superfaturando que a gente vai enricando''.


Publicidade dobrada


Num momento de bobeira explicita desta escrevente, a nota de ontem sobre os gastos dos governos do Paraná e de São Paulo com publicidade saiu mais confusa do que justificativa de deputado com depósito de Mensalão.
Mas, pelo menos aqui, esclarece-se: o governo do Paraná declarou que vai está gastando em 2005 um total de R$ 70 milhões em verba publicitária, quase o dobro do que declarou o governo de São Paulo, R$3 5 milhões.


Daltônicas


De culturas
Surpreendendo a todos, o paraibano conseguiu aumento de salário com o dono da empresa, um árabe bom de lábia, mas insensível ao apelo de abrir a mão. O segredo do Paraíba? Completa ignorância das manhas árabes.

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