RUTH BOLOGNESE
A ponte que cai
Com o principal trecho rodoviário entre o Sul e o resto do País comprometido pela Ponte Capivari-Cachoeira, na BR-116, não há Futuro 10 Paraná, nem 5, nem coisíssima nenhuma. A ponte ruiu há seis meses, o tal do Dnit (Departamento Nacional de Infra Estrutura) entrou em ação, colocou estacas e agora diz que só uma obra de emergência vai impedir que desabe de novo, por causa da erosão.
Chover no molhado
O acidente é uma amostra clara de que não adianta nada nossos empresários e lideranças irem para a TV dar depoimentos bonitinhos sobre o futuro do Paraná e se sentarem para planejar ações de crescimento e desenvolvimento ou estudarem mandarim. Na real, os nossos produtos não conseguem nem chegar a São Paulo.
Mais firmeza
Esse povo do empresariado tem mais é que arregaçar as mangas dos ternos elegantes e ir a Brasília exigir do Governo Federal que cumpra a parte dele na garantia da infra estrutura.
O resto é pura conversa mole em coquetel com sanduíche de patê de sardinha e vinho nacional.
Padre Roque caiu
Coitado do Padre Roque! Ao chegar, ontem, de Brasília escorregou na escada do Aeroporto Afonso Pena e rolou uns 5 ou 6 degraus. Se estivesse de batina, voava tudo. Socorrido por populares, levantou-se, apalpou-se e, felizmente, não constatou nenhum dano maior do que pequenas escoriações.
A mala voou
Assustado e despenteado por causa do tombo, Padre Roque não percebeu que alguns passageiros curitibanos acompanhavam com muito mais atenção a trajetória da mala que ele carregava. Em tempos de malas petistas forradas de dinheiro, estavam interessados no conteúdo. Mas a mala foi mais dura na queda do que Padre Roque: voou longe, bateu nos degraus e permaneceu intacta. Fechada.
Outra maldade
Quando chamou a mulher do careca mineiro de ''Karina'' durante o depoimento na CPI dos Correios, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB) de São Paulo, não estava equivocado. Trocou o nome dela de propósito, para desestabilizá-la. Karina é o nome da secretária que mandava beijos nos bilhetes para Marcos Valério e com quem, dizem em Brasília, ele pulou a cerca de mãos dadas.
Punhalzinho que fere a fundo e devagar. Dona Renilda aguentou.
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Arquivo Folha/23-07-2004
Preocupação
Especialista em direito tributário, o secretário da Fazenda, Heron Arzua, anda assustado com as operações espetaculares da Polícia Federal contra a sonegação. Considerou as prisões dos donos da megaboutique Daslu, de São Paulo, um abuso explícito. Heron acha que a prisão só se justifica se, depois de condenado, o fraudador não pagar o que deve.
Vingança da pipoqueira
A opinião desta coluna é a mesma do Heron Arzua. Nada de arbitrariedades. Mas que foi muuuito bom ver a peruada paulistana em carro de polícia e tendo que explicar porque cobra R$ 4 mil por um paninho de Nova Iorque e diz pra Receita que custou R$ 15,00, lá isso foi.
Em tempo: uma butique daquelas, com aquelas breguices todas de mármore e leões e grifes, só pode dar certo no Brasil mesmo, onde a indiarada adora exibir badulaques importados.
Mais do que Alckmin
Os dados estão na edição de Julho da revista ''Meio e Mensagem'': a verba anual de publicidade, declarada oficialmente pelo Governo do Paraná em 2005, é de R$ 70 milhões. A do Primo Rico, o governo de São Paulo, é de R$ 70 milhões, praticamente o dobro.
Não estou criticando. Só registrando.
Marechal Hermas
O pessoal da Assembléia Legislativa está chamando o presidente da Casa, deputado Hermas Brandão de ''Marechal Hermas''. Não é uma homenagem ao marechal Hermes da Fonseca, presidente do Brasil das antigas, mas à rua que leva o nome dele e que passa pelo Centro Cívico.
Sonae vai embora
O grupo português Sonae, dono das redes Mercadorama e BIG de Curitiba, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, se prepara para deixar o Brasil. Os supermercados serão encampados pela rede Wal Mart.
Sem sorte
Os portugueses, um dos grupos mais sólidos da Europa, não tiveram muita sorte nesta empreitada empresarial brasileira. A Tafisa, indústria de compensados de Piên, no Sul do Paraná, enfrenta problemas de abastecimento de madeira e a construção do maior Shopping Center do Paraná, no Jockey Clube de Curitiba, foi cancelada.
Ou então, a turma do Cabral, que chegou há 500 anos, era mais eficiente.
Daltônicas
De posição simbólica
O chargista provocativo faz ironia com o ofício: ''Para desenhar e traduzir o momento político nacional precisamos ter os pés no chão. Os quatro''.





