Males que vem...
A Operação ''Grande Empreitada'' da Polícia do Paraná, que flagrou um jogo combinado entre médios empreiteiros para ganhar obras públicas, deu um fôlego de caixa para o Governo de, pelo menos, 90 dias.

Que vem pra bem...
Só o cancelamento de duas ordens de serviços da duplicação da Estrada da Ribeira e da trincheira na BR-116, próximo a Quatro Barras, mantém no cofre do Estado R$ 7,7 milhões. Para quem se perguntou a razão de tanto aparato e da prisão de dirigentes da Associação dos Empreiteiros de Obras Públicas (Apeop), eis aí um dado para começar a pensar.

Álvaro brilha
O senador Álvaro Dias (PSDB) foi brilhante ao exigir do tesoureiro do PT a lista dos beneficiados pelos recursos do partido: não fez a discurseira inútil e chamou Delúbio Soares de ''PC Farias do Lula'' no tom certo.

Irmão silencia
Aos que lhe tem cobrado uma posição mais aguerrida na crise do PT, o senador Osmar Dias explica que indicou o senador pedetista Jefferson Perez (que ontem, diante da safadeza explícita do tal Delúbio Soares, se absteve de fazer perguntas) para a CPI dos Correios e, por isso, não está tão presente como o irmão.
Tudo bem. Mas o fato é que Álvaro Dias está recuperando, a olhos vistos, um espaço que já tinha perdido há muito tempo.
E com competência.

Os mornos
A Bíblia diz que não se podem perdoar os fracos de espírito, os mornos. O Paraná se divide assim na crise:
Os enterrados até o pescoço nas denúncias: os Josés, Janene e Borba, do PP e do PMDB;
Os que se superam nas CPIs: Gustavo Fruet e Álvaro Dias, ambos do PSDB, e Osmar Serraglio, PMDB;
Os mornos: todo o PT do Paraná, que anda em estado catatônico desde o furacão Roberto Jefferson, e o governador Roberto Requião, que só anda de banda agora.

Ódios mútuos
Não são de agora as divergências entre os deputados José Janene (PP) e Luis Carlos Hauly (PSDB). E, entre ambos, sempre esteve Amauri Escudeiro, fiel escudeiro de Hauly e o assessor que mais se relaciona com a grande imprensa em Brasília, daí a acusação de Janene que ele, Amauri, teria distribuído aos jornais a lista dos mensalistas do PT no Paraná.

O melhor é calar
Duas frases ditas por políticos nesta semana provam, mais uma vez, que existem circunstâncias na vida em que é mil vezes melhor ficar calado. Vamos lá:
Do prefeito Adelino Margonar (PMDB), ao justificar a criação de 81 novos cargos na prefeitura de Cambé: ''Estou pensando bem grande, lá na frente''.
Do deputado André Vargas, ao defender o lado honesto do PT: ''não é porque tem padre pedófilo que toda a Igreja também é''.

Lerneristas presentes
Lerneristas de todos os costados se reuniram para festejar os 60 anos de dona Fani Lerner, a ex-primeira dama do Paraná, anteontem, num restaurante de Curitiba. Do marido, Jaime, às duas filhas, genros e quatro netos, à ex-vice, dona Emily, passando por ex-secretários e membros do Governo passado, o lernerismo em peso compareceu.

Admirada
Pelo câncer que enfrentou (e enfrenta) com tanta coragem, e pelo trabalho que desenvolveu na Secretaria da Criança, dona Fani é uma das primeiras damas mais admiradas da história do Paraná. Em pleno tratamento de quimioterapia, comparecia às cerimônias oficiais de peruca e de rosto inchado.

Bela, sempre
Num destes eventos, no Palácio Iguaçu, dona Fani encontrou-se com um velho amigo, o então secretário da Habitação Rafael Dely. Brincando, mas com jeito de quem pede desculpas, ela chamou a atenção para a própria imagem, inchada devido aos remédios. E recebeu como resposta um elogio simples e verdadeiro: ''Você é linda, Fani. Sempre.''
E ambos sabiam que não era de beleza física que se falava.

Daltônicas

De influências
Ao quatro anos o guri já tinha identidade própria. Apresentava-se como ''compositor de Hip Hop'' com direito a letra de música de primeira: ''Sou/bandido de família. Comigo/é tudo/sem/alegria/..''

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