Novos nomes
Com a cassação ou renúncia de José Janene (PP) e José Borba (PMDB) o Paraná ganha dois novos deputados federais: Reinhold Stephanes, pelo PMDB e Nelton Friedrich pelo PDT. Melhora a bancada? Melhora, sim senhor.

Novos cargos
O ex-ministro Stephanes (Previdência nos Governos Collor e FHC) tem uma característica rara quando se trata de políticos com função burocrática: simplifica questões intrincadas. Apesar do domínio técnico que tem sobre previdência e planejamento consegue se fazer entender até por todos os integrantes do governo do PMDB do Paraná, como fez na última reunião do secretariado, na terça-feira.

De Itaipu
O outro paranaense a assumir vaga na Câmara, Nelton Friedrich, além de diretor da Itaipu Binacional, é sogro do vereador André Passos (PT) de Curitiba. Nelton tem longa trajetória política que começou com José Richa, onde fazia parte do grupo de 7 comunistas no primeiro escalão Governo. Está na Itaipu pela cota do PDT.

Seriedade
Tanto Reinhold como Nelton assumem as vagas de José Janene e José Borba pelos votos conquistados na última eleição e nada tem a ver com ambos, nem com as atuações deles na Câmara.

Em busca de referências
Se alguém está estranhando as frequentes referências positivas a políticos do Paraná nesta coluna, existe uma razão de cunho psicológico. A bandalheira política ficou tão evidente que é preciso nomear aqueles que vem cumprindo a obrigação. Só isso.
Personalização da escolha, minha gente.

Problemas à vista
Os causídicos que cercam o prefeito Beto Richa (PSDB), podem ir se preparando. Uma longa batalha jurídica será travada pelas empresas de transporte coletivo da Capital e não pela queda decretada na tarifa, mas em consequência da abertura de licitação no setor.
Antes da licitação, por exemplo, a prefeitura terá que indenizar as atuais concessionárias do transporte. Nada muito diferente do que acontece agora com o pedágio, no plano estadual.

Em Londrina
Nedson Micheleti, ao contrário de Beto Richa, aumentou em R$ 0,30 centavos o preço da tarifa, poucas horas depois de assumir. Agora, o Ministério Público detectou alguns ''enganos'' de preços da planilha feitos pela CMTU. Um chassis, por exemplo, custa no mercado R$ 125 mil mas para a prefeitura sai por R$ 175 mil.
Nedson imita o PT nacional e diz que é tudo para desestabiliza-lo, a Câmara assobia e ninguém quer saber de instalar um Conselho de Transporte.
Quem paga o preço?

Menos saúde
Depois das crises do Hospital de Clínicas e do Nossa Senhora das Graças em Curitiba, outro grande centro de saúde da Capital dá sinais de déficits nas contas, o Hospital Evangélico. O principal problema é quase sempre o mesmo: baixa remuneração dos serviços do SUS. No caso do Evangélico, a assinalar a inadimplência da Faculdade de Medicina, com certeza a mais cara do Estado.

Saúde estadual
Dois segmentos serão prejudicados com os problemas do Hospital Evangélico: os mais pobres, que dependem dos serviços do SUS e os funcionários públicos, já que o Evangélico mantém contrato de prestação de serviços de saúde com o Governo do Paraná.

Montanha de lixo
Em Paranaguá uma empresa ficou meses recolhendo lixo hospitalar, lixo dos navios e depositando um terreno abandonado, onde antes existia um posto de gasolina. Virou uma montanha de 40 toneladas.
Como é possível um negócio desses? Nenhum fiscal, nenhum vereador, nenhum cidadão percebeu o depósito de lixo aumentando dia por dia?
Ficaram todos a ver navios em Paranaguá?

Pequena parada
A partir de amanhã está coluna será interrompida e só volta na terça-feira. Pequena parada para respirar. E cuidar de mim, uai!

Daltônicas

De mundo cão
Animado, o taxista da Capital conta tudo: ''deu uns corretivos num cadeirante. Era aleijado, mas malaco. Como não pagou a corrida, bati nele e peguei o DVD como garantia. Até hoje não pediu de volta. Estou no lucro''.

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