RUTH BOLOGNESE
Proteção Óbvia
Só pra variar desceu um manto protetor na Assembléia Legislativa do Paraná. A funcionária fantasma, Elizangela Pechinsky, foi demitida, o autor da laranjada, Metódio Stoski, vai ter que devolver o dinheiro e o deputado em exercício, Felipe Lucas (PPS) saiu livre, leve e solto.
Nada a ver?
Ora, então o deputado não teve nada a ver com isso? Não sabia o que se passava debaixo do seu próprio nariz? E, em não sabendo, não deve ser responsabilizado por nada? E o PPS do ''Voto Limpo'' do Rubens Bueno vai apostar só na agenda positiva?
A lá Brasília
A Assembléia do Paraná tem a quem puxar: Brasília. Lá, um sujeito como Roberto Jefferson, réu confesso de ter recebido R$ 4 milhões do PT, senta no próprio rabo, põe a boca no trombone, denuncia todo mundo e passa a ser herói nacional.
Temores reais
É temerosa a admiração crescente que Roberto Jefferson, um homem do Fernando Collor está despertando no País.
É mais que temerosa a influência do ex-ministro Delfim Neto, um homem da ditadura, está exercendo na economia do País.
Considerações necessárias (1)
Ora, se um funcionário da Apeop escreveu numa nota oficial de movimentação de contas da entidade que os R$ 10 mil eram destinados a ''molhar as mãos de funcionários'' para acertar os esquemas de concorrências públicas em 1998 por que a ''Operação Grande Empreitada'' levou 7 anos para ser concluída?
Diante de tal descalabro, não é tempo demais?
Considerações necessárias (2)
A formação de grupos de empreiteiras para disputar uma concorrência pública remonta aos tempos da arca de Noé. Quanto maior a obra e maiores os grupos de gigantes empresariais, menor a divisão do bolo. Ora, por que a ''Operação Grande Empreitada'' da Polícia Civil do Paraná não investiga também nossos grandes empreiteiros?
A Grande Fortuna
Um dos maiores segredos do meio econômico do Paraná foi revelado, indiretamente, pelo delegado regional do Trabalho, Geraldo Seratiuk, na sessão semanal do programa ''Mãos Limpas'', do Governo do Estado. A espólio do ex-presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho, morto em 2003, é de R$ 110 milhões.
Desagravo
Seratiuk revelou, também, que Carvalhinho declarou em sua última prestação de contas à Receita um patrimônio de apenas R$ 4 milhões. Os dados foram trazidos à tona durante o ''Mãos Limpas'' para demonizar de vez Carvalhinho e desagravar o atual presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures.
Compreensão
Ao se saber do espólio deixado por Carvalhinho entende-se porque a herança começou a ser disputada na Justiça pela então mulher dele, Nani, e o filho, Junior. Nani morreu no ano passado. A herança passa agora a ser dividida por Junior e a irmã mais nova, Rafael, filha de Nani.
Empreendedores em Londrina
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) através do Instituto Euvaldo Lodi, lança nesta segunda-feira, 4, em Londrina, o primeiro volume da série ''Empreendedores do Paraná''. Ao todo serão seis livros, com casos de empreendimentos de sucesso. O primeiro deles conta a trajetória de dez empreendedores da região norte do Estado.
Colonização e riqueza
As histórias de homens e mulheres que vieram do nada e construíram marcas e produtos que se espalharam pelo Brasil e pelo mundo mostram o que as pesquisas detectaram muito mais tarde: no Paraná se concentra o maior número por habitante de gente capaz de levar adiante um empreendimento, independente das dificuldades. Mais de 92 % dos paranaenses querem ser donos do próprio negócio.
Terra vermelha
A série da Fiep trás, no volume do Norte do Estado, um texto de Domingos Pelegrini, ''Terra Vermelha até na alma''. A série é coordenada pelo jornalista Luiz Henrique Weber, coordenador de Comunicação Social do Sistema Fiep, e produzida pela editora Ipê Amarelo, do também jornalista e escritor, Luiz Manfredini. A tiragem é de dois mil exemplares.





