Encontros e Desencontros
Há que se fazer um grande esforço para entender os desígnios tanto do chefe da Casa Civil do governo do PMDB, Caíto Quintana, como do vice-governador, Orlando Pessuti.
A cada tentativa de explicação sobre os problemas que enfrentam, ambos se enrolam mais do que spaghetti da casa da Nona.

Fui sem nunca...
Pela sua história política (é parlamentar de longa e consolidada carreira na Assembléia Legislativa), o chefe da Casa Civil, em tese, nem precisaria explicar nada. Afinal, depois de dois meses de especulação e depois do conselheiro do TC Rafael Iatauro ter anunciado até nomes de assessores, ele não saiu da Casa Civil, não foi para o TC, nem muito pelo contrário.

Ter ido!
Ficou naquela velha posição de fui, sim, mas quem não é. Ou fui para o TC, sem nunca ter ido. Ou qualquer coisa por aí.

Vice que pensa diferente
E o vice-governador, Orlando Pessuti, deu entrevistas, ontem, para dizer que não discorda da política preservacionista do Governo a que pertence, mas pensa que o assunto deveria ser mais debatido. Ora, se ele, como secretário da Agricultura, não concluiu o debate sobre parques de reservas naturais de pinheiro, etc, etc, quem deveria fazê-lo, então?
Livre pensar, como diria o mestre Millor Fernandes, é só pensar!

Coração que balança
Desde o começo do governo do PMDB que o coração de Pessuti, grande nos dois sentidos, balança entre as teses do agronegócio e a amizade oficial com o MST, entre a proibição dos transgênicos e a opinião favorável das cooperativas e grandes produtores, base eleitoral dele.
Vai ver que é daí que se originaram os problemas de saúde do Vice. Coração dividido sempre bate acelerado.

Adios, almôndegas
Depois de ficar 9 anos sendo acusado de irregularidades na compra de almôndegas para a merenda escolar, quando foi presidente da Fundepar, o secretário da Educação, Maurício Requião, foi absolvido pela justiça. A Ação Civil Pública foi considerada improcedente na 8 Vara Federal de Curitiba nesta semana.

Mesmo assunto
O Ministério Público acusou Maurício de ter superfaturado o preço das almôndegas e de não ter cumprido a Lei de Licitações. Não era nem uma coisa, nem outra. Teve inflação no período e as licitações se basearam em modalidades diferentes para facilitar fornecimentos de pequena escala,segundo o advogado Ericsson Diotalev, ex-secretário de Administração e Comunicação.
Maurício Requião, que já nem podia ver almôndegas pela frente, agora pode até saborear o prato.

Patrões não farão greve
O jovem (e belo) presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Curitiba, Rodrigo Hoelzl, garante que não existe greve geral marcada para o dia 21 de Junho no sistema de ônibus da Capital para protestar contra o congelamento das tarifas. Principalmente, diz Rodrigo, porque sindicato patronal acredita no diálogo.

Movimento em paralelo
Bem, oficialmente, o Sindicato patronal só tem que dizer isso mesmo. Mas as empresas de ônibus de Curitiba estão num desassossego só desde a promessa de campanha de baixar as tarifas na Capital que Beto Richa fez. E que o próprio Beto sabe que jamais será cumprida. É como tentar baixar inflação por decreto.
E a cada dia que passa o desassossego dos empresários vai caminhando para o pânico. Ligeirinho, ligeirinho.

E os advogados?
Entre as 41 ações cíveis e criminais ajuizadas em Londrina pela Força Tarefa do Ministério Público estadual, envolvendo o ex-prefeito Antônio Belinati, alguma diz respeito à contratação, sem licitação, em 1998, de dois famosos advogados curitibanos, pagos cada qual R$ 1 milhão por serviços de consultoria da Sercomtel?
Ou não?

Daltônicas

De transformações
Engenheiro respeitado, curitibano típico, viu-se de repente tirando a roupa num show improvisado de strip-tease, dentro de um ônibus fretado, no meio do Mato Grosso.
Efeitos de uma grande pescaria.

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