RUTH BOLOGNESE
Candidato no Tribunal
O desembargador Clayton Camargo, ex-presidente do extinto Tribunal de Alçada (2003/04) já prepara candidatura à presidência do Tribunal de Justiça em 2008. Se for vitorioso será o 6º presidente da mais alta corte do Estado, em pouco mais de 20 anos, indicado através do chamado Quinto Constitucional.
Para quem não usa toga, explica-se: é a reserva prevista na Constituição de um quinto de vagas nos Tribunais Regionais Federais e Estaduais para indicações do Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Extinção do Quinto
Em bom português, os magistrados de carreira, que conquistam as vagas por concurso público, sempre olharam torto para o pessoal do Quinto e se pudessem, mandavam para ''os quinto'' mesmo. É que, mesmo em minoria (dos 120 desembargadores, 24 vêm do quinto constitucional), os indicados são geralmente mais articulados, com maior experiência política e ocupam facilmente o poder no TJ.
Articuladores
Só pra dar uma idéia: os dois maiores articuladores políticos do Tribunal de Justiça, hoje, desembargadores Jesus Sarrão e Antônio Lopes de Noronha, ambos ex-secretários de Estado, vieram do Ministério Público, assim como o corregedor-geral, Carlos Hoffman. Sem falar nos outros cinco que já ocuparam a presidência do TJ nos últimos 20 anos.
Extinção
Agora a poderosa Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) sugere simplesmente a extinção do tal Quinto nos tribunais brasileiros. É assunto pra lá de polêmico e promete debates pelo País afora. De cara, tanto o Ministério Público, como a OAB, vão ficar contra a extinção. E, obviamente, o nosso desembargador Clayton Camargo, que não deve nem querer tocar no assunto.
Greve geral
Um acordo, já firmado, entre dois grandes sindicatos patronais do transporte coletivo da Capital marcou uma greve geral no sistema para o dia 21 de junho.
Sem ouvidor
Nos últimos 5 meses os donos de ônibus tentaram, sem sucesso, convencer o prefeito Beto Richa (PSDB), que era preciso aumentar a tarifa. Beto fez que não ouviu. E vai empurrar com a barriga de tanquinho (ele joga tênis no Country há muitos anos) até o limite do suportável.
Porque assim que a tarifa subir, nosso Alberto Roberto não vai ter aonde por a cara. Bateu no peito e prometeu na campanha que ia baixar...
Baixaria total
Até Marta Suplicy enviou moção para a Câmara de Curitiba, depois do entrevero entre dois vereadores, na semana passada e que continua em pauta. Na verdade, a questão não envolve gênero masculino ou feminino, mas expõe a que nível o debate entre nossos representantes pode chegar. Se for ler em voz alta, tire as crianças da sala.
Diálogo inesquecível
Os dois se estranharam sobre um assunto do prefeito Beto Richa e seguiu-se o seguinte diálogo:
Vereadora Roseli Isidoro (PT): ''V. Excia sempre dorme bem depois de bater na sua mulher?''
Vereador Jonatas Pirkiel (PL): ''Durmo bem sim porque não tenho que dormir com V. Excia''.
Ele é vereador de vários mandatos. Ela é professora da Universidade Federal do Paraná há mais de 20 anos.
Desistir, nunca
Quem viu o senador Álvaro Dias em Londrina, neste final de semana, ficou convencido que ele:
1) está com um discurso bom e contundente;
2) está prestigiadíssimo;
3) está trabalhando dia e noite para sair candidato ao Governo em 2006.
Duela a Quien Duela, como diria Fernando Collor.
Fator decisivo
No fundo, no fundo, a situação de Álvaro Dias é a mais confortável no atual quadro político. Se teimar em sair candidato ao governo pelo PSDB faz um estrago sem tamanho no próprio PSDB, no PFL, no PDT e em todo mundo que sonha com Osmar Dias no Palácio Iguaçu. Se optar pelo Senado, abre a vaga para Osmar e faz um estrago na turma do PMDB/PT que quer a reeleição aqui e no Planalto.
No jogo
É por tudo isso que Álvaro pode passar mais gomalina no cabelo, distribuir as fichas no pano verde e dizer: ''façam o jogo, senhores''.
Duas constatações finais
Na semana da salvação do Pinheiro do Paraná ninguém deu um pio sobre a maior reserva de Pinheiro do Estado, a Fazenda Giacometti-Marodin, invadida e devastada pelos sem-terra.
A transmissão do vice, Luciano Ducci, como prefeito interino por uns dias foi uma das cerimônias mais concorridas dos últimos tempos na Capital. Por pouco, não ganha da posse do titular. Político tem sexto sentido para antenar quem manda.
Daltônicas
De subterfúgios
''Emagrecer? Jamais'', ela dizia. ''Não posso perder área útil''.





