Impostômetro
Desde ontem a Associação Comercial do Paraná está registrando, minuto a minuto, num painel eletrônico ligado a Receita Federal, a arrecadação de impostos no Brasil. O painel é parte de um movimento, encabeçado por empresários paulistas, que pretendem enfiar na cabeça do brasileiro, de uma vez por todas, uma reação a esta orgia de impostos cobrada pelo Governo.

Corruptômetro
A idéia é boa e poderia ser vinculada com outros setores. A partir do Congresso Nacional, passando Assembléias Legislativas, Estatais, Prefeituras ,todos os órgãos de Governo teriam um ''Corruptômetro'', que ia medindo as falcatruas diárias de políticos e afins.
No fim do dia, era só comparar o Corruptômetro com o Impostômetro para ver o que ia sobrar pro coitado do povo.

O Paraná e o Frango
Enquanto os políticos se distraem instalando CPIs para ver quem rouba mais o Brasil, os paranaenses trabalham, crescem e criam empregos. As cooperativas que atuam no abate de aves no Estado já industrializam 35% da produção, com quase 3 milhões de cabeças por dia.
Pensem bem o que isto significa. É frango equivalente à população de Curitiba, Região Metropolitana, Londrina e Maringá, juntas. E um por um, com o pescoço cortado num dia só.

''Cluster''
A região de Toledo, Cascavel, Cândido de Rondon e adjacências investiu tanto em frango e cia, que utiliza até um sistema de nome feio, um tal de ''cluster'' norte-americano, claro, para competir no mercado internacional. ''Cluster'' é a concentração de várias empresas de um mesmo setor, atuando juntas e investindo em qualificação, produtividade, etc,etc.

Grife
O ''Cluster'' já acontece em Cianorte, no setor de confecções, onde o pessoal costura pra fora mesmo. Saem de lá aquelas roupas estonteantes, de grifes famosas, que as socialites vão comprar nas Daslus da vida por pequenas fortunas.
Agora, chega na avicultura do Paraná. Os negócios estão indo tão bem que os granjeiros locais já se preparam para fazer uma grande galinhada quando se equipararem a veículos e aço na pauta das exportações brasileiras, o que deve acontecer ainda em 2005.

Psssssiiiiiuuuu
Quando a gente se depara com situações como essa (o assunto é capa da última revista ''Urbana'' de Cascavel), dá vontade de chamar o governo e a classe política e pedir pra todo mundo ficar bem quietinho. Não precisa tentar ajudar, nem nada. É só não atrapalhar.

Sem condições
Mas, mesmo assim, o Governo faz de um tudo pra não deixar o País crescer. Hoje, por exemplo, um conteiner com frango congelado não tem condições de chegar nem a São Paulo: a BR 116 está com um novo buraco enorme perto daquela ponte que caiu há alguns meses.

Os novos lonas pretas
Depois dos sem-terra quem vai passar a usar as famosas lonas pretas são os funcionários públicos do Paraná que viajam. Com a decisão do Governo de baixar custos de viagens, é melhor o pessoal ir se preparando para deixar a rede de ''Pensões Tia Nica'', únicos hotéis que a diária cobria até agora, e comprar logo, logo, uma loninha.

Em todo lugar
Ninguém aí conhece a rede ''Tia Nica''? É jóia.Os hotéis ficam instalados sobre uma panificadora-lanchonete e, na porta ao lado, uma flecha de cartolina rosa, escrito ''Portaria'', indica a escada.
Em toda cidade pequena tem. É bem baratim!

Opção Preferencial
Em dia de Corpus Christi, esta coluna não fez a opção preferencial pelos pobres, como recomenda a Carta de Puebla, referência católica na América Latina. Preferiu a economia porque assim, sobrevive.

DALTÔNICAS

De crueldades
Por que não conseguia esquecer da cachorrinha, afogada na piscina gelada da cobertura? Porque os riscos das unhas nas bordas mostravam o quanto o bicho tinha lutado para se salvar.
Como não tinha ninguém em casa...

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