RUTH BOLOGNESE
Barcelona é aqui
Arquitetos e urbanistas do Ippuc (Instituto de Planejamento Urbano) trabalham sonhando com um olho em 2016, quando Curitiba poderá sediar as Olimpíadas. Na verdade, despertam um sonho antigo, de Jaime Lerner ainda, que tinha na cabeça uma área reservada a partir do bairro do Tarumã até o Boqueirão, onde seria construída uma réplica da Vila Olímpica de Barcelona.
Ex-goleiro
A prefeitura está levando tão a sério o Pai de Todos os Projetos que, na semana que vem, o ex-goleiro da Seleção, Raul Plassman, segue para a Espanha, onde vai conferir o que Madri está fazendo para ser sede das Olimpíadas em 2012. Plassman é secretário de Esportes nesta gestão.
Fantasias indomáveis
Cada qual tem direito às suas fantasias. No caso do Poder Público é até bom, porque mantém o pessoal ocupado com coisas interessantes. E, se duvidar, aqui em Curitiba, com esta história de sediar as Olimpíadas, acabam até melhorando a região do Boqueirão.
Primeira do Brasil
A cidade de Campo Largo, aquela mesma todo mundo passa antes de chegar em Curitiba, é a primeira do Brasil a entrar para o programa do Governo Lula que vai incentivar as exportações através dos municípios com 100 mil habitantes ou mais.O pessoal de lá se reuniu e fez as contas: dos U$ 354 milhões exportados pelo município ano passado, a Tritec, multinacional de motores, ficou com
U$ 340 milhões.
Azulejos e louças
Com tradição em cerâmica, azulejos, louças e água mineral, a cidade foi à luta e apresentou um projeto onde o ministério de Indústria e Comércio fará todo o trabalho de promoção no mercado internacional. E as empresas se comprometem a melhorar a gestão e o design dos seus produtos.
Moço Esperto
Tem um moço lá em Campo Largo, o presidente da Câmara, Marcelo Puppi, PFL, filho do ex-prefeito, que é um ''avião'' nestas paradas de comércio internacional. Pelo jeito, o trabalho dele deu certo. Ontem, o ministro Fernando Furlan estava lá, lançando o projeto.
Exemplo
Campo Largo pode ser um bom exemplo para Londrina, que começa a perder terreno em termos econômicos para Maringá. Se a cidade não tiver projetos consistentes de desenvolvimento, by by Brasil.
A calcinha de Jaqueline...
Em seu último livro ''Minhas Histórias dos Outros'', o jornalista carioca Zuenir Ventura, com prêmio Esso no currículo, relata um episódio curioso, de sua passagem por Viena, onde foi cobrir as conversas de John Kennedy com Kruschev. Ao se afastar do burburinho da imprensa, viu estacionar um carro preto, oficial e dele descer uma passageira de óculos escuros.
Era branca
Como o carro era baixo, a mulher teve que afastar as pernas para descer e o vestido, justo, subiu acima os joelhos. Instintivamente, o jornalista acionou a Rolleyflex. E só então viu que se tratava de ninguém menos do que Jaqueline Kennedy. Ou melhor, a calcinha branca de Jaqueline Kennedy, já que a peça, como pode verificar mais tarde, aparecia em melhor ângulo do que a própria dama que a vestia.
Negativo perdido
Zuenir Ventura conta que mandou a foto, já revelada, para o Rio de Janeiro mas, devido ao conservadorismo da época (era 1961), nunca foi publicada. E o negativo perdeu-se nos arquivos emaranhados do jornal.
Para pensar
Mais do que a calcinha de Jackie O, o que vale no livro de Zuenir é o texto da contracapa, que merece a reprodução aqui:
''Não viemos à Terra para julgar, nem para prender ou condenar; viemos para olhar e depois contar. Não somos juízes, não somos promotores, somos jornalistas, somos testemunhas do nosso tempo, uma testemunha crítica, não necessariamente de oposição, mas implacavelmente crítica''.
Daltônicas
De contar vantagens
A namorada estranhou quando ele passou a noite inteira ligando e desligando o chuveiro, a intervalos de 10 minutos. No outro dia descobriu: era para fazer inveja ao vizinho, com mania de contabilizar transa & banho.





