O acordo malogrado


Foi por água abaixo o maior acordo coletivo de trabalho do governo Requião, envolvendo 1.600 funcionários da Emater/PR (agrônomos, veterinários, zootecnistas, economistas e técnicos agrícolas), 7 sindicatos, 5 secretarias de Estado, seis meses de negociações e R$ 22 milhões de débitos trabalhistas.


Sem assinatura

O acordo deveria ter entrado em vigor no último dia 18 de abril para ser incluído na folha de pagamentos do funcionalismo público, mas o procurador geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, não assinou o documento final. As partes envolvidas, a começar pelo vice-governador Orlando Pessuti,secretário da Agricultura, estão pasmas até agora.


Sem explicação

A negociação entre os sindicatos e a Emater/PR foi autorizada pelo governador Requião, em resposta a ofício do próprio procurador Botto de Lacerda e previa um reajuste de 2%.Os Sindicatos abriram mão dos 2,99% previstos em Convenção Coletiva de Trabalho e o pagamento seria feito em 36 meses, sem juros e correção monetária. Até agora nem o Procurador, nem o governo do Estado deram qualquer explicação sobre o recuo.
A cobrança em Juízo vai dobrar o valor dos débitos.


Osmar chama

Se, do ponto de vista financeiro, o cancelamento do acordo trabalhista da Emater é um rabo de foguete para o caixa do Estado, mais complicado ainda é na política. Ora, com isso, o senador Osmar Dias (PDT) acaba de ganhar 1.600 cabos eleitorais ligados diretamente ao produtor rural. A Emater é a empresa de extensão rural do Estado.
Nem se quisesse o senador-candidato faria um gol tão a favor de si mesmo como o que o Governo do Estado acaba de lhe dar. E de graça.


Eu e meus comandantes

Eis uma foto histórica: o prefeito Beto Richa, único de cabelos à la asas da graúna, com seu séquito de gurus tucanos. Da esquerda para a direita se enfileiram o ex-ministro, Euclides Scalco, o deputado Valdir Rossoni, Fernando Henrique Cardoso, o Alberto Roberto e o presidente da Assembléia, Hermas Brandão.


Os ausentes

Se Heinz Herwig, presidente do Tribunal de Contas e Luciano Ducci, vice prefeito da Capital, estivessem na foto, ficava prontinho o retrato da gestão do Alberto Roberto. Ou do grupo que influi, dá as cartas, toma decisões, etc, etc.

Censura no Porto

Desde ontem os computadores do Porto de Paranaguá só podem acessar apenas o domínio.GOV. na Internet. Ou seja, os portuários só vão ficar sabendo do que acontece (de bom) no Governo.

Tristeza no TC

Os funcionários de carreira do Tribunal de Conta ainda andam revoltados com a destituição da chefe da 1 Inspetoria, Eliana Senhorinho, com histórico de grande conhecimento técnico e seriedade. Decisão do conselheiro Rafael Iatauro.

Condenação

O diretor e proprietário do jornal ''Gazeta do Paraná'', de Cascavel, Marcos Formighieri, teve mais duas condenações por delitos contra o Código Penal e a Lei de Imprensa. São ações movidas pelo ex-diretor geral da Itaipu Binacional, Euclides Scalco e outros diretores, que já somam, no total, seis anos de detenção para Formighieri.


Daltônicas

De perguntas fatais
A mãe se desdobra em elogios à inteligência da cachorrinha e o filho, um pouco irritado com tanta admiração, pergunta:
''Inteligente? E ela sabe fazer conta?''

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